A real é que a gente não se prepara para ser mãe, as coisas simplesmente fluem…

A grande verdade é que a gente – por mais planejadas que sejamos – não se prepara de maneira plena para ser mãe, as coisas simplesmente fluem conforme acontecem… Como uma folha em branco, uma nova historia a ser escrita.

Cada ser é único e não pode agradar a milhares de pessoas. Parece clichê, mas na maternidade, por um tempo, procuramos a perfeição. O que, como fundamento básico da humanidade, não existe.

A gente não tem como se preparar para a maternidade, mas sim aprender a caminhar com ela, afinal ao nascer um bebê, também foi dado a luz a uma mãe, coisa que poucos enxergam. A mãe, principalmente as de primeira viagem, ainda podem esconder dentro delas aquelas meninas, com até um certo medo desse novo recomeço. E isso é absolutamente normal.

Novas mães recebem conselhos, ouvem histórias intermináveis ​​sobre parto, amamentava, fraldas, gripes, antibióticos e listas de espera na escolinha, mas ninguém lhe diz como profundamente sua vida vai mudar e como coisas simples, acessíveis e prazeirosas, tornarão-se tarefa complicada de se fazer. Certamente, ninguém lhe diz sobre como a maternidade mudará agudamente sua carreira. Espera-se, na verdade, que você lide com a maestria de um equilibrista.

Antes de me tornar mãe, tive uma carreira bem sucedida. No entanto, depois que minha filha nasceu e eu mergulhei no mundo das fraldas, amamentação e sono confuso, todas as minhas prioridades de outrora foram cobertas como que por uma névoa. Pareciam nem ser mais tão fundamentais assim…

Muito rapidamente eu percebi que todas as viagens, os projetos, as reuniões importantes e sem hora para acabar – muitas vezes começando as 18h, começariam a ser um inconveniente para mim, num cenário onde todos alegremente topavam esse tipo de coisa – e um dia eu também!

Na própria licença maternidade eu parei de inventar desculpas para mim mesma e comecei a ignorar e-mails de convite de reuniões via conference calls. O mundo criativo parecia um lugar solitário, para os sem filhos. Eu nunca tinha tido essa visão e passei a ter depois…

Eu mudei, não tinha por que voltar a me encaixar num cenário onde eu não me encaixava mais. Sempre tive como concepção jogar conforme o time. Se eu não acreditasse mais naquele time, o deixaria, sem confusões. E assim o fiz. E reaprendi a viver minha nova vida, totalmente transformada.

Cada uma de nós, uma mãe diferente, uma história, uma verdade.

O que cabe para mim pode não caber para outra. Mas o que cabe, no geral, é que mudamos e muito com a chegada de um filho. E não há formula mágica que nos ensine a viver essa nova realidade. Só vivendo…

Um beijo, Marrie

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18 Comments

  1. Keila

    30 de agosto de 2021 at 07:43

    Obrigada por esse texto. Estou preparando meu psicológico para tirar DIU e estou com tanto medo de não estar preparada. Seu texto me ajudou muito. Gratidão

  2. Fernanda Lima

    30 de dezembro de 2016 at 21:29

    Seus textos descrevem bem nossos dia-a-dia

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