O amendoim, que é um dos alimentos mais relacionados a reações alérgicas e foi por muito tempo super condenado na alimentação dos bebês, porém, estudo acompanhou cerca de 600 crianças durante quase 5 anos e perceberam que era justamente o contrário: quanto mais cedo a criança for exposta ao amendoim, menos chances ela terá de desenvolver essa alergia!
Castanhas, amendoins, nozes, parecem que estão de volta ao menu (alérgicos ao amendoim são, em quase 30% dos casos, também alérgicos a outras castanhas). Cientistas afirmam que, quanto antes as introduzirmos no cardápio dos pequenos, menos predispostos à desenvolver alergias eles serão!
Inclusive das crianças logo após introdução alimentar (IA)! Claro que, nunca oferecer um amendoim a uma criança, que pode engasgar. Mas tritura-las e colocar nas papinhas fazem parte das novas recomendações contra desenvolvimento de alergias.
Essas novas diretrizes foram emitidas pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (texto em inglês) e Publicada pelo Anais de Alergia, Asma e Imunologia e divulgada pelo New York Times nesse início de mês e ainda admitem que, se forem amplamente implementadas, essas novas diretrizes têm um enorme potencial para reduzir drasticamente o número de crianças que desenvolvem uma das alergias alimentares mais comuns e mortais, disse o Dr. Anthony Fauci, diretor do instituto.
Alergias à amendoim e outras castanhas (geralmente ˜30% de quem é alérgico à amendoim é às demais oleaginosas também) são responsáveis por mais mortes por anafilaxia ou constrição das vias aéreas, do que qualquer outra alergia alimentar. Embora as mortes sejam extremamente raras, as crianças que desenvolvem esse tipo de alergia geralmente não o supera e devem tomar cuidado com o alimento para o resto de suas vidas.
Porém, essas diretrizes vão de encontro com os dizeres da Academia Americana de Pediatria, quando no ano de 2000,orientava pais para oferecerem pastas de amendoim e afins apenas para crianças maiores (após 3 anos de idade), devido ao enorme potencial alergênico.
Mesmo na época que eu fiz a IA da Clara, que hoje tem 3 anos, essa discussão era grande. Eu acabei inserindo as castanhas e amendoins antes de 1 aninho na dieta dela, pois o pediatra da minha filha seguia uma linha “mais moderna”, que parecia diferir do da maioria, até expliquei aqui no site isso uma vez (leia mais aqui).
Voltando ao debate, apesar dessas recomendações da Academia Americana de Pediatria, a prevalência desse tipo de alergias manteve-se crescente. Em 1999, 1% das crianças tinham essa alergia e, 10 anos após os termos da Academia Americana de Pediatria, cerca de 2% das crianças nos Estados Unidos estavam com a alergia. O dobro! Isso fez com que a Academia retirasse seu conselho, afinal não parecia estar funcionando. Porém, como disse, aqui no Brasil inúmeros são os pediatras que ainda proíbem as castanhas, amendoins e afins antes de um ano de idade.
Essas estatísticas foram apenas um estopim para que pesquisas começassem a ser realizadas no mundo todo e, um relatório, publicado em 2008 (leia original em inglês aqui), comparou as taxas dessa alergia ao amendoim apresentadas em crianças judias israelenses com as de crianças judaicas na Grã-Bretanha e descobriu que as crianças britânicas tinham 10 vezes mais chances desenvolver a alergia, uma disparidade que não poderia ser explicada pela diferença de fundo genético, classe socioeconômica ou tendência a desenvolver outras alergias. Uma das principais diferenças entre as duas populações foi que, a partir da infância, as crianças israelenses comeram alimentos que continham amendoim, num lanchinho típico deles com manteiga de amendoim ou num snack bem popular chamado Bamba.
Isso intrigou a todos e fizeram um ensaio clínico na Inglaterra: centenas de bebês menores de 1 ano foram analisados e todos os selecionados eram considerados como de alto risco para desenvolver a alergia ao amendoim, porque eles tinham eczema ou alergia à ovos. Depois de executar testes cutâneos nos bebês e excluindo da pesquisa aqueles que já eram alérgicos ao amendoim, eles escolheram aleatoriamente alguns bebês para serem alimentados regularmente com produtos com base de amendoim e, aos outros, seriam negados todos os alimentos que tivesse algum tipo de amendoim.
Quando completaram 5 anos de idade, apenas 1,9% das 530 crianças alimentadas com amendoim desenvolveram alergia, em comparação com 13,7% das crianças às quais lhes foram negadas o amendoim/castanhas.
Entre outro grupo de 98 bebês que eram mais sensíveis ao amendoim no início do estudo, 10% dos que receberam amendoim desenvolveram uma alergia, em comparação com 35%dos que negaram amendoim. As descobertas, publicadas em The New England Journal of Medicine em 2015, abalaram a base do mundo da alergia alimentar (leia estudo original em inglês aqui).
As novas diretrizes publicadas pelo nstituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA dividem as crianças por fatores de risco. Bebês de baixo risco, que não têm eczema ou alergia aos ovos e que iniciaram alimentos sólidos, podem ser introduzidos em alimentos que contenham amendoim em torno de 6 meses, após a IA, em casa E por seus pais, para avaliarem se terão algum tipo de reação alérgica e, nesse caso, cessar o oferecimento e procurar um alergista. O mesmo é indicado nas diretrizes para as crianças de risco de desenvolvimento à alergia moderado, ou seja, as que possuem eczema leve.
Os bebês de alto risco, que têm eczema grave ou alergia ao ovo, podem receber amendoim na alimentação apenas depois de iniciarem outros alimentos sólidos e de serem avaliados por um médico especialista em alergia, que acompanhará de perto a evolução ou não dessa alergia ao amendoim.
Claro que os alimentos contendo amendoins e outras oleaginosas não devem ser os primeiros sólidos que um bebê deve comer, mas é importante oferecer-lhe de alguma forma, desde cedo, nem que triturado na papinha, como forma de prevenção ao desenvolvimento da alergia.
Esse assunto ainda vai dar o que falar. Por muitos e muitos anos fomos condicionados a acreditar que amendoins para bebês era tipo um pecado. Assim como crianças criadas em ambientes extremamente higienizados são mais sujeitos à inúmeras alergias (um pouquinho de sujeira faz bem).
Agora, vale um grande alerta: tá comprovado que o perido não está em comer o amendoim, mas seu filho aspirá-lo.
Um beijo, Marrie
Leia também:
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Danielle Mattos
27 de janeiro de 2017 at 00:15Graziela Pontes e Lillian Bernardo Olha Lela sobre o que eu falei!
Lillian Bernardo
27 de janeiro de 2017 at 08:13As crianças aqui em casa adoram!
Graziela Pontes
27 de janeiro de 2017 at 16:50Vou dar a Gabriel. A nutricionista mandou eu dar quando ele fez 1 ano… Fiquei com medo.
Lidiane Rodrigo
26 de janeiro de 2017 at 20:19LuanaAssunçao amo esse Blog tbem
Mamãe Plugada
26 de janeiro de 2017 at 20:21❤❤❤
Luana Assunçao
26 de janeiro de 2017 at 20:23??????
Juliana Pinheiro
26 de janeiro de 2017 at 18:32Rogerio Queiroz
Ana Paula
26 de janeiro de 2017 at 16:20Karina Rocha Caetano
Daiana Dieter
26 de janeiro de 2017 at 13:17Olha mãe Nadia Bittencourt…a Catarina ja comi e muito …kkkkkkk
Carol Uema
26 de janeiro de 2017 at 13:08Fernando Uema
Carolline Bittencourt Gomes
26 de janeiro de 2017 at 12:28Glória Barros