O que é a Birra?

Crianças de 1 a 5 anos algumas vezes (ou muitas vezes) são pegas fazendo manhas, showzinhos, ataques de birra ou até batendo/mordendo outras crianças mais tranqüilas…

Afinal, o que  que é a pirraça? 

A Psicoterapeuta francesa Isabelle Filliozat, autora do livro “Já tentei de tudo” explica:”É uma reação de estresse. O cérebro está sobrecarregado com excesso de estímulos. A criança não tem mais energia e não tem mais como cooperar. Seu neurônio motor queima, indo em todas as direções. É como uma tempestade no cérebro. É a solução que o cérebro dela encontra para liberar as tensões.

A birra pode ser ativada por uma frustração, mas essa última frustração é apenas o gatilho, não a causa. Quando o leite está fervendo, ele transborda, não adianta tampar.

Melhor ir direto na causa: desligar o fogo.

É o que acontece com a birra.

“E qual a melhor forma de agir com a birra? Nossa, esse tema é super controverso…

Há a linha do livro “Crianças francesas não fazem manha”, escrito pela jornalista americana Pamela Druckerman, onde ela defende uma rotina mais rígida e essa nova linha, da psicoterapeuta francesa Isabelle Filliozat, que decreta que toda criança faz pirraça e que este, na verdade, é seu modo de se expressar. Ela defende a tese no livro “Já tentei de tudo”.

 

Como já escrevi algumas vezes, gosto de buscar o que estão discutindo na literatura, e criar meu próprio método, afinal, ninguém melhor que a mãe para conhecer seus filhos e o que funciona para a rotina deles e da casa.

 

Eu particularmente, fui criada numa educação rígida, com base nos valores, religião e respeito ao próximo e principalmente, aos mais velhos. Em casa nunca ninguém conseguia nada com ataque de birra, muito pelo contrário.

 

Clara é uma bebê muito tranquila, não me dá trabalho (só para comer?), dorme a noite toda desde os 4 meses e não bate nos amiguinhos e não tem ataques de birra com frequência. Muito é dela, e acredito que parte vem da criação também.

Sou muito mais maleável com a Clara do que fui criada, mas temos uma rotina sim (que é realizada através de comandos* e não horários) e tento ensinar a ela que estou ao lado dela para o que precisar, que não precisa de manha para ter o que quer. E que existe o não (o limite).

E este deve sim ser respeitado.

 

Como? Através do exemplo: se eu respeito a Clara e suas necessidades como pessoa, ela deve respeitar também o das pessoas ao seu redor.

Como seria essa rotina por comandos: aqui em casa, almoço significa soneca em seguida. Jantar+ Banho + Tetê significa hora de dormir a noite toda. Venho aplicando comandos desde que ela era muito bebezinha e sem nenhum estresse.

Ela nunca chorou ou reclamou disso. Acho até que a Clara se sentia segura por saber, através dos “comandos”, o que estaria por vir na rotininha dela. Gosto desta metodologia e funciona muito bem em casa, pois podemos sair sem ficar presas a horários.

 

E como é por aí? O que vem funcionando na sua casa? Compartilhe conosco!

Início das birras
Um beijo, Marrie
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