O amor e suas facetas: a de 5 anos de casados

Cinco anos se passaram da data que disse SIM, na mesma igreja em que fui batizada, após longos 10 anos de um namoro que iniciou-se num colégio, em Piracicaba no interior de São Paulo. Meu único e eterno namorado.

Apaixonados, quanto amor descreveu este lindo dia. Como foi maravilhosa a cerimônia, a festa. Tudo conquistado arduamente e exclusivamente com nossos esforços, sem ajuda de ninguém, assim como tudo o que temos na vida. Tudo fruto do nosso companheirismo, da nossa sintonia, da nossa união.

 

O amor tem muitas formas e, apesar de ter sido muito banalizado por muitos ao ser confundido com prazer, precisa na realidade de sabedoria para ser compreendido. O amor de 1 ano de relação não é igual ao amor de 15 anos juntos. Amor é mutante. Amor paixão, aquele mostrado em novelas,  é amor de comeco. Amor maduro as histórias geralmente não retratam, pois demoram a se consolidar.

Como numa gruta, o cristal se forma a cada gota de água que sobre ele deposita, criando seu novo formato, assim é o amor: muda de tempos em tempos, a cada gota de água que do alto da gruta que cai (nossas vivências) e deposita-se sobre o cristal (nossa união).

 

Essa metamorfose é indicada por nós, seres demarcadores de calendário, de  ano a ano: Os cinco anos de casamento chama-se bodas de madeira, pois representa uma relação forte e resistente, assim como a madeira, mas sujeito à ação de fatores externos.

 

Apesar da Madeira apresentar alguma solidez, não pense há jogo ganho. Que uma aliança garante a relação estável, o tempo juntos mude a outra pessoa ou um contrato de casamento/união estável faz com que a vida do casal fique para sempre a mil maravilhas. Nem filhos une um casal, como tanto já pregou o dito popular. O que une um casal é única e exclusivamente à vontade das duas partes de permanecerem juntas, em família.
É o esforço que cada um tem que empenhar para entender as mudanças do outro envolvido e da química do amor, no passar do tempo.
É a administração das brigas. Da vaidade. Da ira. Da não aceitação do par como ele é. Do egoísmo. Do orgulho próprio. E de tantas outras qualidades que não nos levam a lugar nenhum. O amor pleno é a doação por completo das suas ações para a felicidade da outra pessoa (para fazer alguém feliz, deve-se estar feliz).
Nesse contexto, a reconquista tem que ser diária, para que nessas mudanças de formas, a rotina não cegue a visão do amor, que está lá, mas já não é visto. Isso depende de empenho das duas partes. E quando os filhos chegam, mais ainda que depende da vontade suprema dos dois.
Assim foram nossos 5 anos de casados. Muita vida vivida, muita história para contar, muitas mudanças mundanas, muitas mudanças existenciais, chegada da baby Clara, nossa adaptação da vida de casal com a Clara, tantos inventos e reinventos só por um motivo: o amor que sentimos um pelo outro pelo que somos lá dentro. No fundo. Na alma.

 

Um beijo, Marrie
Fique plugada por ai:
Instagram e Snapchat: MamaePlugada
Canal Youtube: Marrie Ometto 
Twitter e Periscope: Marrie Ometto
Grupo secreto no Facebook: Clique aqui e participe!

 

Comente! Sua opinião é importante!