Já são tantas e tantas culpas, né?
Se te consola, diria que a maioria é fundamentada em questões sociais, onde jogam para a maternidade o peso de uma perfeição e placidez inalcançáveis.
Como se não bastasse fosse toda a pressão que recebemos de nós mesmas na árdua jornada de educar, parece que estamos sendo constantemente examinados por estranhos, parentes e amigos, não é mesmo?
Se você esta ali, sempre junto de seu filho, ouve que é uma mãe polvo, coruja demais, que quer tomar tudo para si e não deixa seu filho se desenvolver direito. Se você deixa que seu filho resolva seus conflitos, você é negligente. Não importa o que você faça: sempre será julgada e, como terá longa vida materna, é bom saber lidar com isso.
No post de hoje abordarei muitas situações que efetivamente temos culpa como pais e educadores e, no entanto, negligenciamos ou simplesmente ignoramos. Nem é por mal não. Entramos no automático às vezes. São pequenas ações que fazem um impacto enorme na criação dos pequenos e, por melhores que sejam nossas intenções, as consequências podem ser devastadoras.

Independentemente do julgamento alheio, o que importa é o que efetivamente fazemos pelos nossos filhos. E não há nada no mundo que desejemos mais do que vê-los bem educados, socialmente integrados e felizes. Porém, existem coisas que fazemos, atitudes que parecem besteiras, mas que SIM reforçamos alguns maus comportamentos da criançada.
São eles:
1- Sempre achar que as crianças estão apenas se expressando…
Sim, as fases existem, mas elas não passam ilesas sozinhas. Pais são como guias, conduzindo filhos nessa jornada. E é na repetição com amor que eles aprendem. Parece, mas não entra por uma orelha e sai pela outra. Eles absorvem e, para isso, precisa que não desistamos deles.
Isso inclui direcioná-los.
Se o seu filho está mordendo, batendo e agressivo e você continuar a afirmar: “É uma fase e isso vai passar”, pode estar em apuros. Apenas abraçar uma criança que faz coisa errada, como machucar um amiguinho, é reforçar o mau comportamento, até porque nem todas as crianças quando fazem coisas erradas querem abraços, elas querem ser OUVIDAS. Precisamos entender como as crianças pensam para melhor abrirmos um dialogo efetivo com eles, mas antes de qualquer coisa, é necessário que tenhamos em mente que eles precisam ser guiados é assim, entender que não se pode sair por ai machucando as pessoas. Deixar a fase passar por si só e não ter atuação nesse ponto é pedir para que a criança não desenvolva o senso coletivo.
2 Não deixar os filhos crescerem
Crescer não é fácil. Pais querem seus bebês para sempre e estes também sofrem com as novas transformações se não tiverem liberdade para atuarem nesse desenvolvimento com certa independência, as recomendadas para cada fase da vida.
Isso vira um problema quando os pais não deixam que seus filhos assumam uma maior responsabilidade, auto-confiança e auto-controle à medida que crescem.
Não amarre um tênis para uma criança que sabe amarrar, só por que ela demora. Se não adquirir confiança no treino, aquilo demorará mais que o normal para ser trivial, “um tiro” na auto estima.
Quando fazem pela criança o que elas já podem fazer sozinhas.
3. Nunca assumir a culpa, jogando-a sempre para outro
É verdade que crianças imitam os comportamentos, sejam dos pais, de amiguinhos, parentes e pessoas próximas.
No entanto, mesmo a criança tenha adquirido um mau exemplo de outra pessoa, Canal YouTube ou TV, se torna responsabilidade dos pais a condução do que eles estão vivenciando na sociedade.
Não adianta falar: “ele aprendeu palavrão no YouTube”. A real é “por que não supervisionou o conteúdo que essa criança está acessando no YouTube?”
Só porque não foi a responsável por ensinar seu filho um certo mau comportamento, isso não significa que você pode lavar suas mãos.
Educar é árduo mesmo! Ninguém disse que seria fácil, apenas que valeria a pena!
4. Noção errada do papel de pai e de mãe
Par muitos, ser uma boa mãe ou um bom pai é ser aquele eterno campeão, que nunca erra.
Diante disso, tiram da criança a noção de que nem todos somos perfeitos e de como resolver problemas de forma justa, e arrependendo-se sim, se necessário. Somos humanos.
Isso auxiliará muito a torná-los adultos maduros, responsáveis e socialmente integrados, uma vez que a noção de perfeição é apenas um peso, fonte de tensões e conflitos internos desnecessários.
5. Não impor limites
Ser mãe/pai é difícil.
E muitos realmente não gostam de dizer não. Principalmente para pais que passam muitas horas do dia longe dos filhos, contrariá-los num momento em que só queriam curtir a cria pode ser extremamente doloroso. Porém, é extremamente necessário dizer não, impor limites e mostrar que essa criança também um dia poderá ter o direito de dizer não!
Acostumar a criança a só ouvir sim, o conduz a uma sensação de que nada é suficiente, não dão valor às coisas e muito menos entendem os limites sociais.
6. Você sempre usa a desculpa “ahhh, mas ele é tão pequeno”.
Só porque seu filho é pequeno não significa que você pode tirar ferias de sua função de educadora. Cabe aos pais a ensinar aos seus filhos o certo e o errado em cada situação. Há certos comportamentos – como morder ou bater – normais para uma criança pequena, nem tanto para os maiorzinhos de 7 ou 8 anos de idade, mas mesmo esses comportamentos “comuns da baixa idade” devem ser abordados para que não continuem. Não dá para cruzar os braços e esperar que essa fase simplesmente passe!
7. Deixar que os filhos falem como quiserem com vocês, os pais.
Se seu filho está chamando você de estúpido na frente de outros adultos ou seus amigos, é desrespeito. E PONTO.
Se ele está exigindo coisas dos outros sem mencionar por favor ou obrigado – e você não está fazendo nada para que ele mude de comportamento – a culpa de essa criança fazer isso será inteiramente culpa sua.
8. Aliás, boas maneiras podem ser ensinadas desde a muito cedo…
Mesmo quando o seu filho é apenas uma criança pequenina, você deve estar sempre consciente de como você quer que eles se comportem e quais as ações que espera que eles tenham a medida que cresçam.
Se “Muito obrigada”, “por favor”, “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “tchau”, são regras básicas da sua educação, que tal usar para falar com os pequerruchos, assim eles já vão tendo o exemplo em casa?
9. Resistência em enxergar a situação como um todo.
É compreensível nós pais sermos mais inclinados para o lado de nossos filhos, seja numa briga com coleguinha, numa confusão na escola com a professora ou numa outra situação qualquer. Mas ao ficar ao lado do seu filho, sem olhar a situação como um todo, você estará fazendo um desserviço.
Isso faz com que você a ignore possíveis maus comportamentos da criança e explique outras ações indesejadas que eles aprontam em muitas outras situações.
Quem ama, educa, ensina com carinho, para que a vida não se encarregue ela mesma de ensinar ao seu modo, muitas vezes a bofetadas. Olhar para toda a situação e culpar seu filho, no caso de ver que ele está errado, é educa-lo. Ignorar outros pontos de vista e só dar razão ao seu filho, é cria-lo numa bolha, despreparado para o mundo.
10. Não lidar bem com birras públicas.
Se você não levar seu filho fora para compor-se durante uma birra em local público e, em vez disso optar por manter as suas compras de supermercado ou terminar de comer a sua refeição, você está ensinando seu filho que eles podem se comportar como quiserem e não ter consideração pelos outros.
Sim, sei que não é fácil sair com crianças pequenas. É uma luta ir à missa com Clara, por exemplo. Mas levo ela para fora, quando começa a berrar no sermão do padre. Sim, ela precisa ir para se acostumar, mas não posso deixá-la berrando e atrapalhar a todos.
11. Medo de ser muito dura
Dizer não a seu filho não vai arruinar a sua auto-estima e muito menos quebrar o vínculo entre vocês. O que ele vai fazer é dar base para que eles vivam uma vida socialmente equilibrada, tratando as outras pessoas corretamente e com respeito – o que é realmente o que você quer, como pai/mãe, né?
12. Proteger demais.
Se você estiver sempre ali para proteger as suas crias das conseqüências naturais de suas ações, você está impedindo-os de aprender, de serem criativos e de terem noção de preparo e tempo para as coisas. Eles não aprendem a responsabilidade ou desenvolvem um senso de urgência.
As crianças precisam ter a liberdade de poderem fazer coisas que estejam aptas a executar, sozinhas. Você como educador estará ali, observando e supervisionando tudo, e a disposição caso seu filho realmente precise de você. Mas espere que ele tente, pelo menos.
13. Não gostar de estar no comando.
Ninguém precisa ser um ditador. Mas as relações também não devem ser entre pais servos e filhos sultões. A criança não deve estar no centro das relações familiares, ditando as regras da casa. Isso alem de ser muita responsabilidade para ela e gerar insegurança, reforça comportamentos mau criados.
O comportamento mau-criado é em parte causado por pais que não estão dispostos a impor as regras/limites que seus filhos merecem que existam. Merecem sim. Um pouco sempre é bom. E sempre os pais sabem o que é melhor para seus filhos, porém nem sempre podem explicar tudo.
Você não precisa negociar sempre com eles ou explicar tudo, quase que implorando para que seu filho a concorde com você. Ouví-lo e respeitá-lo como indivíduo está longe de fazer dele um pequeno déspota.
Aprender a ceder e que as pessoas tem pensamentos diferentes inicia-se na infância.
Lembra-se de mais alguma? Nos deixe nos comentários…


Aparecida Matos
27 de maio de 2016 at 14:17Rafael Sinamomo
Sara Angel Rojas
27 de maio de 2016 at 00:38Rosana Rojas Adriane Mello
Adriane Mello
27 de maio de 2016 at 01:07Muito boa essa matéria,a pura verdade ???
Larissa Cordeiro Goldoni
26 de maio de 2016 at 20:22Rodrigo Goldoni
Débora Peixoto
26 de maio de 2016 at 18:20Ueslei Rocha
Jenifer Garcia
26 de maio de 2016 at 17:24Essencial para nós e para muitos papais e mamães por aí.