8 dicas para escolher uma escolinha

Olá Mom’s!!
Começa meu dilema em busca pela escolinha perfeita para a Clara. Começo a perceber uma energia maior da Clara e necessidade de brincar fora do ambiente de casa, por isso já estou procurando.  Segundo o pediatra dela, não há ganhos efetivos em se colocar uma criança antes de um ano e seis meses, pois antes disso, a criança nao iniciou o processo de socialização, a criança fica curiosa com a presença de outra, olha, se interessa, mas não há uma troca efetiva.
Se os pais precisam trabalhar e não têm como deixar a criança em casa com alguém de confiança cuidando,  a escolinha é opção válida. Se os pais podem deixar a criança em casa, não há uma data certa para colocar a criança na escolinha. O ideal é que inicie sua socialização nos passeios que faz e em torno de 2 anos (um pouco mais para umas e um pouco menos para outras, mas após 1 ano e meio seria o ideal) passe a frequentar uma escolinha.
Colocarei aqui um texto da Cybele Russi, Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, sobre a escolha da Escolinha na Primeira Infância. Esse texto  é para aqueles pais que podem ficar mais tempo com a criança em casa, ou seja, não tem a necessidade de levar tão cedo a criança para a escola por motivos de trabalho.
8 dicas para escolher uma escola
 
Por Cybele Russi
A atenção deve ser redobrada quando se se trata de escolha de escolinha para crianças menores, que estão indo à escola pela primeira vez, uma vez que os maiores, aqueles que já freqüentam a escola há algum tempo, têm condições de dialogar e de explicar suas carências, e em alguns casos, até de participar do processo de escolha, discutindo com os pais suas preferências e necessidades. 
 
Os menores, contudo, nada podem dizer sobre o assunto, assim, obrigam-nos a fazer as melhores escolhas por eles.

De uns anos para cá, cada vez mais cedo as crianças estão saindo de casa para ir para a escola. No passado, a idade mínima para uma criança freqüentar a escola era cinco anos, quando ela entrava no Jardim da Infância, depois passava para o Prezinho e aos sete anos ia para a Primeira Série. Alguns pais preferiam matriculá-las diretamente na Primeira Série – fato bastante usual ainda hoje fora dos grandes centros urbanos. Mais tarde, a idade mínima diminuiu para três anos, com o chamado Maternal. Então, quando a criança já tinha deixado as fraldas, já se comunicava oralmente, tinha a coordenação motora necessária para participar de todas as atividades propostas como pintar, desenhar, recortar, colar, amassar, enrolar, subir, descer, saltar, correr, pular, agarrar, cantar, tocar instrumentos, dramatizar, etc, mas principalmente, quando ela já tinha desenvolvido uma certa autonomia emocional em relação à mãe, ia para o Maternal, que recebeu este nome justamente por “substituir” os cuidados maternos. O Maternal era e é considerado até hoje o limite mínimo para uma criança ir para a escola, justamente pelas razões acima expostas.Todavia, de alguns anos para cá, as crianças têm sido matriculadas na escola com idades mínimas que variam de oito meses a um ano. Do nosso ponto de vista, um exagero, uma vez que até os três anos de idade a criança ainda precisa muito da mãe para a construção de sua identidade e de sua autonomia. Compreende-se perfeitamente que isto é feito em nome das mudanças que ocorreram na sociedade, que obrigam pais e mães a terem que trabalhar o dia todo e não terem com quem deixar a criança. Do ponto de vista dos pais é um sossego, pois têm a consciência tranqüila de que seus filhos serão bem cuidados, bem tratados, bem atendidos, bem alimentados e estarão em mãos bem treinadas para fazê-lo. Do ponto de vista da criança não é tão sossegado assim, pois a criança precisa, justamente nesta fase, da presença da mãe, do colo, do seu cheiro, da sua voz, da sua companhia, porque ainda está ligada a ela física e emocionalmente. Até os três anos a criança ainda se crê uma extensão do corpo da mãe, por isso, esse processo de desligamento precisa ser feito gradualmente, ao longo dos anos. Todavia, a sociedade de consumo cobra resultados, velocidade, eficácia, eficiência e dedicação total, exclusiva e integral ao trabalho e tão logo termina o período de amamentação a mãe se vê obrigada a retornar às suas atividades profissionais. O preço que se tem pago pelo sucesso profissional é um drama de consciência sem fim, uma culpa inesgotável. No primeiro dia da criança na escolinha não se sabe dizer quem chora mais, se mãe ou filho. Infelizmente, é o preço que se paga pelo sucesso. É o preço da vida moderna.Na tentativa de aplacar ao máximo essa culpa, os pais saem em busca das melhores escolas, de forma a poder suprir esta ausência tão sofrida. As escolas, é claro, procuram fazer o que podem, oferecendo o que há de melhor em termos de tecnologia educacional, de recursos pedagógicos, de equipamentos, de espaço e de corpo docente. ( e quanto mais oferecem, mais caro cobram). Mas nunca é demais perguntar: será que isso é tudo? Ou melhor, não será isso tudo um grande exagero mercadológico?Se já é sabido de antemão que a escola jamais irá suprir a ausência da família, então, o que deve ser buscado, de fato, na escolha de uma escola?Dicas para escolher a escola 

1ª) Conhecer a Proposta Educacional, os princípios e valores que norteiam o fazer pedagógico no dia-a-dia.
 
2ª) Que o preço seja compatível com o padrão econômico da família. Escolas muito conceituadas e equipadas cobram caro por isso. Vale avaliar a relação custo-benefício. Nem sempre aparato tecnológico e equipamentos significam boa qualidade de ensino. Até os seis anos de idade é mais importante a qualidade de vida. Além disso, uma escola mais cara expõe a criança a outras necessidades também mais caras, que estão embutidas no pacote, como: viagens, presentes, roupas de grife, material escolar mais sofisticado, passeios, etc; além do constrangimento de ter de conviver com crianças que têm um padrão de vida muito diferente do seu.
 

 

3ª) Que ofereça tanto estimulação cognitiva quanto afetiva. Até os três anos de idade, a criança precisa muito de afeto, de atenção, de cuidados físicos e de estimulação cognitiva. É importantíssimo que os pais conheçam todas as pessoas que vão lidar com a criança dentro da escola e sua qualificação profissional, e que estas sejam afetuosas, carinhosas, dóceis, e calmas. É importante que fique bem claro: bebês precisam de afeto, não de aparato tecnológico. O colo é um santo remédio para qualquer idade. E brincar é a melhor maneira de aprender;

 


4ª) Que seja o mais próximo possível da casa, para não ter de submeter a criança ao desconforto de ficar horas no trânsito, e se possível, que seja levada e trazida pelos familiares. Nada pode ser mais
angustiante para a criança do que ficar só na escola, esperando pela chegada de alguém que virá buscá-la e que sempre se atrasa.

 


5ª) Que seja bastante ensolarada. Crianças até os cinco, seis anos de idade ainda são extremamente vulneráveis a doenças por contágio, e a falta de sol agrava ainda mais o problema.

 


6ª) Nada de agenda de executivo para crianças com menos de oito anos. Brincar livremente nessa fase é mais importante do que tudo. No máximo uma modalidade esportiva.

 


7ª) Que não tenha de ficar mudando de escola freqüentemente. Cada mudança implica em um quebra de vínculo afetivo e um novo recomeço, o que pode ser extremamente aflitivo e traumático para algumas crianças.

 


8ª) Que seja um local confortável e acolhedor para a criança, onde ela se sinta feliz. Os pais também precisam se sentir bem acolhidos, e os canais de comunicação devem estar sempre abertos.

 

Finalmente, parafraseando a professora Esther Grossi “a família é o núcleo que garante a nossa existência, a escola é o lugar onde construímos conhecimentos”. Portanto, nada de esperar que a escola vá suprir o papel da família na construção do caráter da criança. Felizmente, essa escola ainda não existe

8 dicas para escolher a primeira escolinha do seu filho

Um beijo, Marrie

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13 Comments

  1. Liliane Conte

    8 de novembro de 2016 at 19:05

    Ótimo post! Leia Andre Almeida Vilela mto interessante!

    1. Liliane Conte

      8 de novembro de 2016 at 19:56

      Andre Almeida Vilela ???????? eeee concordo!

  2. Ana Paula Mendonça Santos

    8 de novembro de 2016 at 18:45

    Mas infelizmente demoramos para escolher e aquilo tudo que parecia bom no meu do caminho mostram que era só fachada, e horrível.

    1. Mamãe Plugada

      8 de novembro de 2016 at 20:10

      Nossa, do que vc está falando? ?

    2. Ana Paula Mendonça Santos

      8 de novembro de 2016 at 20:22

      Será que é da escolinha, referente ao Post de como escolher? Eu fiz a minha escolha e algumas das atitudes que falaram no ato da matrícula não condiz com o dia a dia. Desculpa se não me expressei certo.

    3. Mamãe Plugada

      9 de novembro de 2016 at 16:03

      Ana Paula Mendonça Santos imagina, eu não tinha entendido a pergunta, deu um ruído na comunicação, desculpa. Realmente, às vezes a gente acredita fielmente no programa e o dia a dia é bem outro… por isso é importante conversar com outras mães que tiveram crianças naquela escola, para sentir as opiniões. Beijo!

  3. Pâmella Souza

    8 de novembro de 2016 at 17:21

    ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️ obrigada !!!

  4. Vanessa Lima

    8 de novembro de 2016 at 16:49

    Olha Mae Ivanilda Lima e Caroline Lima é sobre escolha da escolinha!!!!

  5. Jenifer Garcia

    8 de novembro de 2016 at 16:49

    Como é difícil essa decisão. Como é difícil, mesmo que por poucas horas deixar Pietro na creche.

  6. Celisse Brandt

    3 de agosto de 2016 at 23:17

    Amei! Bem… Na prática a teoria é mais fácil ne? rs…. Mas é necessário. Li todos os links que me passou e com certeza me ajudarão. Obrigada Marrie
    Bjosss❤❤❤

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