Um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade de Washington revelou que as crianças são 800% piores na presença de suas mães. Se as crianças são menores de dez anos, o percentual sobe para 1.600% (leia artigo em língua inglesa aqui).
Eu, pessoalmente, não precisava de um estudo para essa constatação, rsrsrs. Mas é interessante a abordagem!
Imaginemos uma cena da vida real:
“Seu filho é um anjo. Não deu trabalho algum”.
Essa frase, quando você vai pegar seu filho com a avó ou com alguém que se encubiu de olha-lo por algumas horas no dia para que você pudesse fazer algo soa paradoxalmente como um mix de sentimentos: como admiração pela criança ter se comportado, mas com uma inquietude: “Por que meu filho não me obedece e se comporta comigo também?”.
Aqui não é diferente. Clara, minha menina de 3 aninhos, quando está só comigo, ou seja, em casa só nós duas ou mesmo na rua, ela é um doce. Mas basta chegar o pai, qualquer um dos avós, o bom comportamento comigo vai para as cucuias! Resolve me desobedecer, me questionar para tudo. E, se eu resolvo sair e deixá-la só com os avós ou com o pai, ela volta a virar um anjo.
O problema é minha presença, ou a do pai, perante outras pessoas.
Pelo visto não estou sozinha. O estudo da Universidade de Washington acompanhou 500 famílias e avaliou em cada uma delas itens como birras, gritos, tentativas de bater nos pais, carência e atos de começar a falar errado (quando já se fala perfeitamente) ou ainda fingir que não anda mais… E descobriram que crianças de até oito meses de idade podiam brincar super felizes, mas ao verem sua mãe entrar num recinto, 99,9% tinham mais probabilidade de começar a chorar e precisar de sua atenção imediata. Mesmo no caso de uma criança com deficiência visual, a partir do momento em que ela ouviu a voz de sua mãe, começou a atirar coisas, reconhecendo-na.
O estudo também mostrou como resultado, que nada mais, nada menos que 100% das crianças foram muito mais sensíveis às instruções passadas em um tom de voz normal se provenientes de suas mães. Para receber resultados comportamentais semelhantes, as mulheres no grupo tiveram que elevar suas vozes ao nível de alguém que está sendo atacado por vários animais grandes, como um leão, por exemplo!
Realmente fascinante, mas não achei novidade e ainda complemento: Um bebê de 8 meses ainda sente-se parte de sua mãe, o vínculo é fortíssimo. O fato de essa criança chorar, atirar as coisas ou “chamar a atenção” ao ouvir o som de sua mãe, é uma tentativa de voltar aos braços dela.
Depois dos 2 anos, ou ainda nos 3 – idade de formação de sua própria identidade – as crianças tendem a confrontar mais aqueles em que eles tem o maior apego, vêem como porto seguro, geralmente os pais – na busca de encontrar suas próprias personalidades, ainda em formação e não conhecida por completo por eles. É algo complexo!
Mesmo sabendo dessa questão do vinculo, cadê o estudo que nos trás essa resposta em estatísticas também? rsrsrs…Eu quero!
Um beijo, Marrie
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Andressa Menezes Mais
8 de janeiro de 2017 at 02:31Vania Machado
Vania Machado
8 de janeiro de 2017 at 02:35Bem assim,rsrs