Tenho uma filha. Ainda não decidi se quero outra. Mas o que mais ouço é: “Não demore muito, senão fica muita diferença”. Eu, pessoalmente, não acho isso ruim. Aliás, acho maravilhosa a relação que tive com meus irmãos, nenhum com diferença muito próxima a mim. E conto meu relato para vocês nesse post.
Quando pequenos, éramos eu e Bruno. Ganhei um irmão quando tinha 4 anos e meio. Quase 5 anos. Aquela relação foi regada a muitos tapas e amores. Na verdade, na infância, eram mais brigas do que beijos. Eu já era mais mocinha e ele uma criança que queria fazer tudo o que a irmã fazia e acabava destruindo a brincadeira, rsrsrs.
Mas desde cedo, muita proteção. Eu brigava com meu irmão, mas aiiii de quem brigasse com ele! Só eu podia, rsrs. Na família, todos relatavam o quanto eu o protegia, mesmo brigando muito com ele! E isso se intensificou ainda mais quando nossos pais se separaram (eu tinha 10 anos e ele cerca de 5).
Fomos ficar muito amigos de confidências mais tarde (digo sem brigas e ciúmes), na adolescência, coincidindo com a chegada da nossa irmãzinha.
Foi uma surpresa quando minha mãe sentou e nos disse que estava grávida novamente: Eu tinha 16 anos e o meu irmão Bruno tinha 11! No início, naquela disputa por atenção que girava entre nós dois, eu e meu irmão ficamos um pouco perplexos com a idéia de um novo bebê vindo para a casa e virando nossos mundos adolescentes de cabeça para baixo. Mal sabíamos nós que esse novo bebê mudaria nossas vida para sempre. De uma forma tão linda, que jamais sonharíamos!
Quando eu tinha 17 anos, nasceu minha irmã Andreza e ela roubou meu coração completamente de imediato. Como já era mais velha, não tive como sentir ciúmes, como senti do meu irmão Bruno.
- Eu e Andreza (17 anos mais nova)
- Minha mãe, meu irmão e minha irmã
Nessa fase – já mocinha e só pensando em estudar (me trancava por horas diariamente num quarto de estudos) – pude curtir muito ter um bebê em casa, mas sem ter a responsabilidade com os cuidados mais intensos que são inerentes à mãe (e olha que ela chorava um monte a noite, tadinha).
Eram só alegrias, neuras zero, muito amor envolvido.
Retirem da maternidade todo o peso que a responsabilidade traz a ela (cuidados, preocupações, culpas, cansaço, educar, ser exemplo,…). Sobra só um amor imenso.
Esse é o amor de uma Irmã super mais velha tem por seu caçula.
E tenho esse amor imenso pelos dois irmãos, o Bruno com quase 5 anos a menos que eu (só que nessa fase senti ciúmes, mas mesmo assim sempre o defendi de tudo) e a Andreza, bem mais nova, brinquei de boneca, rsrs.
Você aprende sobre a responsabilidade no início, mesmo não sendo exatamente responsável por aquele pacotinho lindo. Ter um bebê em sua vida significa acompanhar sua mãe trocar as fraldas, colocar para dormir, acordar a noite toda.
De vez em quando, eu tinha permissão para fazer essas coisas, e eu aprendi o quão importante era cuidar dessa pequena vida, coisa que o ensino médio jamais me daria.
O que mais amei em tudo isso?
- Acompanhar – já maiorzinha – o crescimento e desenvolvimento de um bebê de perto, sem que fosse meu. Ou seja, pude seguir minha vida, meus estudos, pois a responsabilidade não era minha. Como presente, apenas o amor imenso. Lembro-me da primeira vez que Andreza engatinhou, andou e disse meu nome. Lembro-me do orgulho que tínhamos de sua rápida socialização no jardim de infância. Do quanto ficávamos felizes com quão bem ia na escola. É lindo pensar sobre como tudo começou e até onde ela chegou, já terminando o terceiro do Ensino Médio sendo uma aluna exemplar, nos dias de hoje. Que honra ter acompanhado tudo isso. Relação aqui foi de doação de amor puro.
- Meu irmão do meio tenha uma diferença de 4 anos e meio comigo. Temos um laço fortíssimo de proteção, mas não tinha idade, nessa época, para avaliar o quão lindo seria acompanhar de perto o desenvolvimento de um ser humano tão de perto. Com uma diferença maior, eu já pude notar essas belezas. Relação com meu irmão do meio foi proteção.
- Sua trajetória ser referência aos irmãos: Desde a tenra idade, meus irmão me assistiram a superar desafios pessoais, morar fora do país, sair do conforto de casa para morar sozinha em São Paulo…Lembro de querer levar viajar comigo, mostrar coisas bacanas para ela! Isso é incrível!
- Quando a diferença de idade é grande, a ligação entre irmãos é sim incrível. Quando saí de casa para viver minha vida de adulta, o que mais senti era de não estar mais acompanhando, sob o mesmo teto, o desenvolvimento dessa pra sempre bebê. Hoje, meu irmão do meio mora na Espanha, e sinto saudades imensas dele e culpa por não poder estar mais próxima.
- É importante que irmãos defendam-se, amem-se, cuidem-se, porém não tenham “responsabilidades” sobre os cuidados com eles. Irmãos também estão em desenvolvimento, independentemente da idade em que o caçula venha (a adolescência requer um olhar para aquele ser como indivíduo também).
Se isso não convencer você que irmãos com grandes diferenças de idade não são uma coisa boa, eu não sei o que irá, rsrs.
Tudo o que posso dizer é que minha família não seria a mesma sem a caçulinha, mesmo que eu e meu irmão tivéssemos um dia – láaa atrás – já pensado que seríamos só nos dois. Então, só tenho a agradecer minha mãe por ter feito os maiores tesouros da minha vida: meus irmãos, no tempo exato em que cada um deles veio ao mundo!
- Amor de Tio
- Amor de Irmãos
- Mãe e Filhas em escada
- Amor de Irmãs
Um beijo, Marrie
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13 coisas que realmente são culpa nossa na criação dos pequenos




















Lenice
2 de janeiro de 2020 at 20:49Tenho uma filha de 26 anos e outra de 3 meses.
A mais velha adora a pequena.
A pequena tb é só alegria quando a irmã chega.
Daniella
11 de dezembro de 2017 at 21:45Quando eu tinha 17 anos, nasceu a minha irmã Graziella e ela mudou a minha vida. Tudo que faco hoje, faco por ela. Ela é uma parte de mim, é um prolongamento da minha vida, é um amor sem medidas. Mas coitada, acho que ela sofre, ainda nao a deixei crescer dentro de mim. Eu amei ter uma irma com grande diferenca de idade. Ela e’ a melhor coisa que tenho nessa vida.
Luana
1 de novembro de 2017 at 13:30Eu ganhei meu primeiro e único irmão quando tinha 16 anos. Até ele fazer 5 anos foi legal, depois passou a ser chato, cansativo. Me sinto mãe do meu irmão, não irmã. Para mim não foi uma boa experiência, por isso tive meus filhos com diferença de 1 ano e 5 meses um do outro, e vejo o quanto acertei na minha escolha. Ver os dois crescendo juntos é a perfeito!
Marrie Ometto
1 de novembro de 2017 at 21:34Tem pros e contras para todas as diferenças de idade mesmo e só o tempo para dizer o que será melhor para cada caso mesmo. Conheço muitos irmãos proximos de idade que não são nada amigos. Você não gostou de ter irmão 16 anos de diferença, eu amei… cada caso, um caso mesmo. Bjs