O fato de crianças indianas jantarem apenas lichias, ligado a possíveis fatores genéticos, pode ter levado elas à morte. Saiba mais neste artigo.
Desde 1995 uma doença de misteriosa tem atormentado a cidade de Muzaffarpur, na Índia, pois anualmente, nas épocas de maio e junho, um grande número de crianças começavam a mostrar sinais de febre, entrando em quadros de convulsões e mais convulsões até levar muitos a morte. Em 2014, centenas de crianças foram internadas exibindo sintomas desta doença, chamados localmente de “chamki ki bimari”. Dos 390 doentes, 122 morreram.
Equipes de pesquisadores e médicos especialistas procuraram exaustivamente encontrar a causa disso e, um novo relatório publicado na revista médica The Lancet Global Health essa semana, afirma que o que está por trás da doença devastadora é a despretenciosa lichia.
Mas a Lichia é então uma fruta assassina?
Os Pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e do Centro Nacional de Controle de Doenças da Índia foram pesquisar isso afundo e compararam os resultados dos testes de crianças que desenvolveram a misteriosa doença e com as que não tinham.
A análise de amostras de sangue e líquido espinal não mostraram sinais de infecção ou exposição a produtos químicos e inseticidas, no entanto, a maioria das crianças que adoeceram comeram lichia recentemente. Eles também foram seis vezes mais propensos a ter visitado um pomar de frutas nas últimas 24 horas, disse o estudo.
Os pais dessas crianças afetadas ainda relataram que elas passavam a maior parte do dia comendo lichias dos pomares vizinhos, muitas vezes retornando para casa à noite “desinteressados em comer uma refeição”.
Como “pularam o jantar” e alimentaram-se só das lichias, os pesquisadores acreditam que isso tenha resultado em “hipoglicemia noturna”, quando seu nível de açúcar no sangue cai, o corpo começa a metabolizar ácidos graxos para produzir um impulso necessário de glicose.
Adicionalmente, amostras de urina mostraram que dois terços das crianças doentes apresentaram evidências de exposição a toxinas encontradas em sementes de lichia – encontradas em níveis mais elevados nos frutos ainda não maduros. Na presença destas toxinas “síntese de glicose é gravemente prejudicada”, disse o estudo, levando a perigosamente baixa de açúcar no sangue e inflamação do cérebro nas crianças.

Fonte Imagem: CNN
“Diferenças genéticas não identificadas”
O governo indiano emitiu uma declaração quarta-feira aconselhando as crianças a partir de agora “minimizar o consumo de lichias” nessas regiões da India afetadas pela doença, e SEMPRE comer uma refeição à noite durante o “período de surto”.
No entanto, os pesquisadores disseram que ainda existem algumas questões que cercam o mistério. Por exemplo, enquanto pomares cercam muitas aldeias da área, tipicamente apenas uma criança em cada aldeia desenvolve a doença, ou seja, o relatório sugere que pode ser algo a ver com a genética também.
A combinação do consumo de lichia pelas crianças de determinada região da Índia, a ausência de uma refeição noturna e outros fatores potenciais, como um mau estado nutricional, quantidade de lichias consumidas e diferenças genéticas ainda não identificadas podem ser os fatores complementares que desencadeiam essa doença.
Surtos semelhantes foram relatados em outras áreas de cultivo de lichia em Bengala Ocidental, e em partes do Vietnã e Bangladesh.
Fontes: CNN, Daily Mail UK e The Lancelot Global Health.
Bizarro, né?
Aqui comemos lichia, mas nunca como jantar. Agora é que não vou deixar de verdade, mesmo sabendo que ainda tem um fator genético envolvido, melhor não arriscar a ter essa hipoglicemia noturna.
Um beijo, Marrie
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Miriam Arias
8 de fevereiro de 2017 at 06:47Tem que estudar a fundo. E se haviam na casca algum tipo de agrotóxico e por sernuma fruta q se tira a casca e nao foi higienizada , o veneno pode ter ficado nas mãos e contaminado o fruto.
Mari Seibel
4 de fevereiro de 2017 at 02:10Danny Seibel Ainda bem que a veia levou!!