Sabemos das altas taxas de cesáreas no Brasil, mas cabe às mães pesquisarem os tipos de parto, quando das suas necessidades e seus prós e contras. Ninguém mais apto do que si próprio para fazer a melhor escolha. Ninguém mais adequado que um médico para falar de medicina. Então a decisão deve ser da mãe, que vai se informar do que é melhor para ela e bebê e médico de confiança. PONTO!
Citarei um caso extremo, sem nomes, só para mensurar a que ponto estamos chegando: Uma mãe blogueira, uma vez, chegou a me dizer, diante de outras mães, que ela achava que quem faz parto vaginal é mais mãe do que quem faz cesárea (caracterizo como extremismo), e disse que só quem passou pelas horas de trabalho de parto poderia entender esse raciocínio dela (caracterizo como fanatismo/ manipulação de um exército para essa bandeira). Neste dia, onde usou essas palavras em seu discurso, ela não citou o que era melhor para a criança.
Percebi que existe o outro lado também. Mães que tem todo o aparato profissional em casa (infelizmente ainda custa muito caro no Brasil isso) e opta pelo parto natural são taxadas de malucas. Se a pessoa está agindo com o aval de seus profissionais de confiança, que estudaram muito para ajudá-la, em que nosso vão julgamento contribui?
Me pergunto: Pra que levantar bandeiras extremistas (grande parte dessas que julgam muito nas mídias, nem profissionais da saúde são para falar com tanto afinco) e contaminar um exército de pessoas, só por levarem um troféu, tipo de parto no caso, no bolso, a tiracolo. Isso para todos os tipos de parto. Pra que essa imposição? Parto não define amor/maternagem. Monta-se um exercito por uma causa, mas qual o objetivo? Brigas entre mães? Mais desunião? Por que não erguer a bandeira da compreensão, do respeito e do bem geral mãe-bebê?
O que importa é que a criança venha bem, sadia, que a mãe fique bem e que tenha psicológico para enfrentar as dificuldades que vem com o pós parto: amamentação, cansaço, enfrentamento do desconhecido…afinal, quem enfrentará o dia a dia totalmente novo após parir, é essa nova família. Então, antes de julgar, calce os sapatos dessa pessoa, como sabiamente afirmou Clarice Lispector.
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