Tipo de parto: sem julgamentos, por favor!

Fiz uma enquete no Instagram e Fanpage ontem e, apesar de perguntar:

“Você se sentiu pressionada, foi julgada ou teve que ficar se explicando pelo tipo de parto que teve? SIM ou NÃO?”, muitas já começavam justificando, mesmo sem perceber…

Isso mostra o tanto que há pressão sobre este assunto, tão pouco abordado por ser algo polêmico! Virou tabu! Seria tão mais leve tirar esse fardo do julgamento da escolha das costas das novas mamães!

Entre “cesárea virar crime” e “parto em casa loucura”, as pessoas se esquecem do mais importante: a vinda do bebê de forma saudável e segura para este mundo. Na minha opinião, não importa o método, e sim que ele se adeque às necessidades de mãe-bebê.

Cerca de 200 pessoas responderam no Instagram (na #enqueteplugada) e mais umas 70 na Fanpage. Vamos às estatísticas: aproximadamente 70% das respostas vieram com explicações do tipo de parto que escolheram (independente do qual), 60% sofreram julgamentos e, das respondentes que não sofreram julgamentos e nem palpites (25% das não julgadas), foi por que eram mulheres que afirmaram não dar abertura a esse tipo de discussão!
O que mais me emocionou foi ver o respeito que houve neste espaço. Fico feliz de ter nesta página, seguidoras tão mente aberta, que respeitam umas às outras! Que não apelam para fanatismos e extremismos, julgando e atirando pedras, só porque a decisão que teve é melhor.

Sabemos das altas taxas de cesáreas no Brasil, mas cabe às mães pesquisarem os tipos de parto, quando das suas necessidades e seus prós e contras. Ninguém mais apto do que si próprio para fazer a melhor escolha. Ninguém mais adequado que um médico para falar de medicina. Então a decisão deve ser da mãe, que vai se informar do que é melhor para ela e bebê e médico de confiança. PONTO!

Citarei um caso extremo, sem nomes, só para mensurar a que ponto estamos chegando: Uma mãe blogueira, uma vez, chegou a me dizer, diante de outras mães, que ela achava que quem faz parto vaginal é mais mãe do que quem faz cesárea (caracterizo como extremismo), e disse que só quem passou pelas horas de trabalho de parto poderia entender esse raciocínio dela (caracterizo como fanatismo/ manipulação de um exército para essa bandeira). Neste dia, onde usou essas palavras em seu discurso, ela não citou o que era melhor para a criança.
Percebi que existe o outro lado também. Mães que tem todo o aparato profissional em casa (infelizmente ainda custa muito caro no Brasil isso) e opta pelo parto natural são taxadas de malucas. Se a pessoa está agindo com o aval de seus profissionais de confiança, que estudaram muito para ajudá-la, em que nosso vão julgamento contribui?
Me pergunto: Pra que levantar bandeiras extremistas (grande parte dessas que julgam muito nas mídias, nem profissionais da saúde são para falar com tanto afinco) e contaminar um exército de pessoas, só por levarem um troféu, tipo de parto no caso, no bolso, a tiracolo. Isso para todos os tipos de parto. Pra que essa imposição? Parto não define amor/maternagem. Monta-se um exercito por uma causa, mas qual o objetivo? Brigas entre mães? Mais desunião? Por que não erguer a bandeira da compreensão, do respeito e do bem geral mãe-bebê?
O que importa é que a criança venha bem, sadia, que a mãe fique bem e que tenha psicológico para enfrentar as dificuldades que vem com o pós parto: amamentação, cansaço, enfrentamento do desconhecido…afinal, quem enfrentará o dia a dia totalmente novo após parir, é essa nova família. Então, antes de julgar, calce os sapatos dessa pessoa, como sabiamente afirmou Clarice Lispector.
A decisão de como o bebê virá ao mundo, cabe a Mãe, pois o corpo é dela, com o respaldo do profissional que  a acompanha, que estudou muitos anos medicina para estar ali e conseguir, como um advogado, defender o melhor para a criança. O momento já é tão novo, tão cheio de expectativas e tão delicado, que é de ótimo tom respeitar a opinião da mãe, baseada nas premissas acima!

Um beijo, Marrie

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