10 coisas que você deve estar sempre atenta num relacionamento

Todo o relacionamento tem altos e baixos. Principalmente após filhos (leia sobre hostilidade no casamento após filhos), onde tudo muda e nem sempre o casal está preparado para tantas novidades. O dia a dia não é fácil, se já não era com nossos pais, imagina com outra pessoa criada de forma diferente da nossa?
A rotina faz com que a gente “se acomode” um pouco no sentido de observar e surpreender o outro, como se “conquista já estivesse concretizada” e o “jogo ganho”. Com isso, começamos, sem querer a fazer coisas não muito agradáveis ao outro. Normal briguinhas, mas é necessário o entendimento de que um casal precisa se reconquistar SIM a cada dia. Nada de “jogo ganho”. Nada de término de cordialidades.
Considero 10 pontos  estritamente necessários (e não um Plus, mas a base) para que haja um alicerce familiar na vida do casal, de forma a não ser qualquer onda a derrubar tudo o que já foi construído. Se lembraram de mais pontos, me escrevam nos comentários…

1. Falta de Respeito: todos têm de lidar diariamente com stress e nada deve ser motivo para tratar outra pessoa com indelicadeza, seja ela verbal, no aumento do volume de voz ou física. Ninguém sai por aí mandando o chefe para “aquele lugar” ou usando outros nomes, né? Então por que pode ser feito um ato desses com o parceiro? Só porque ele te ama e aguentará por um tempo? Hmmm, nada legal essa abordagem…

2. Ausência de Limites: nada mais chato do que piada as suas custas, declaração em público de coisas íntimas do casal, investigações no seu celular ou exposição da vida a dois perante amigos, não é mesmo?

3. Pouco Diálogo: sem diálogo, como saberemos o que está incomodando a outra pessoa? Se seu par não quer te ouvir, desliga o telefone na cara ou simplesmente diz que não quer mais falar num assunto que está te incomodando, como poderá essa situação se sustentar? Uma coisa é fugir de brigas desnecessárias, outra bem diferente é simplesmente ignorar o sentimento alheio…

4. “Sugestões” sobre como melhorar sua vida ou aparência: uma coisa é você perguntar. Outra bem diferente é seu par começar a achar que você não sabe cuidar da sua vida / seu corpo.

5. Egoísmo: esse tópico é complicado, principalmente depois que se tem filhos. Não dá mais para cada um pensar só no próprio umbigo. Há uma criança em jogo. Então, se resolveram formar uma família, melhor sempre a colocar em primeiro lugar, para que a parte mais frágil é inocente não sofra as consequências do egoísmo de seus pais.

“O amor é o convite para sair de si mesmo. Se a pessoa estiver muito centrada nela mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro. É o que acontece com a criança, que procura com naturalidade aqueles quem melhor preencha suas necessidades. Mas quando esse procedimento continua na vida adulta, torna-se impedimento do encontro verdadeiro. Basta lembrar da lenda de Narciso, que, ao contemplar seu rosto refletido na água, apaixona-se por si próprio, o que causa sua morte, pois esquece de se alimentar, tão envolvido que se acha com a própria imagem intangível. O narcisista “morre” na medida em que torna impossível a ligação fecunda com o outro.

O egocentrismo persiste na adolescência, (…), por isso muitas vezes o adolescente não ama propriamente o outro, ser de carne e osso, mas ama o amor. Trata-se do amor idealizado, romântico, em parte fruto do medo de lançar-se nas contradições do exercício efetivo do amor.

O exercício do amor é a conquista da maturidade”.

Palavras do livro “Filosofando”, de Maria Lúcia Aranha e Maria Helena Martins.

6. “Eu não tenho culpa”: nada pior do que isso. Um casal briga é uma das partes (ou ambas) começa a soltar essa frase clichê. O ditado popular já diz: “quando um não quer, dois não brigam”, ou seja, ambos tem culpa sim e devem assumir sua parcela para que a convivência seja melhorada.

7. Falta de aceitação do cônjuge como ele é: não adianta nada se casar com alguém tentando mudar a essência desta pessoa. Como pode o amor surgir numa base inexistente, em um ser que só existe na imaginação do outro? Qualquer ato de manipulação que seja feita para mudar o que o outro é, fará uma das partes infelizes. Pense nisso.

8. Falta de interesse nos sonhos do próximo: quando a gente se casa, vem aquele sonho de construir uma vida juntos, né? Os sonhos podem ser super sincronizamos no momento que se conheceram, mas as pessoas mudam e seus sonhos também. Vocês continuam interessados nos sonhos um do outro? Ou mal tem tempo para falar sobre isso? Nesse tópico inclui a falta de vontade de se relacionar com amigos e parentes da pessoa amada. Um esforcinho não custa nada, vai? Sei que às vezes é difícil “engolir” algumas pessoas, mas tentar faria seu amado muito feliz, por estar mostrando que se importa com o que importa a ele.

9. Mentiras: Ahhh, ninguém merece, né? Como é que se constrói qualquer coisa que seja, com uma pessoa que não se pode confiar? Não dá! Imagina uma família! Acredito que confiança é um dos principais pilares para um relacionamento sólido. E se quebrada, jamais poderá ser reparada de outra forma que não seja por outro ato de confiança (só que este será muito difícil de aparecer né?).

10. Humilhação/ assédios moral: você sabia que isso é muito comum nos casais, embora não muito abordado? Quando uma pessoa está insegura em relação a outra, é muito comum colocá-la para baixo e tentar mostrar-se como salvador da pátria por “estar aturando aquela pessoa”. Frases do tipo: “só eu para te aguentar”, “quero só ver se acharia alguém melhor que eu”, “você não trabalha, só cuida da casa” são assédio moral e se a parte que está ouvindo encontra-se frágil, ela tende a acreditar e a viver de forma subordinada aquela situação imposta. Isso não é saudável nem um bom exemplo para os filhos.
Que eu me lembre, acho que esses são os pontos que devemos estar de olho, não só nas atitudes do nosso parceiro, mas nas nossas também.

Essas 10 coisas deveriam ser como um aviso de fogo, tipo um alarme ou uma bandeira de alerta vermelho, né?

 

Um beijo, Marrie
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