O vínculo entre mãe e filho é mais profundo do que se imaginam…
Que o vínculo entre mãe e filho é muito profundo, todos nós já sabemos e vivenciamos.
Essa relação dá inicio na gestação, mas é com o tempo e convivência com nossos pequenos, que passamos a adquirir certos “superpoderes”: sentimos coisas quando eles não estão bem, temos uma intuição afiadíssima, sabemos se estão ou não com febre só de tocá-los, conhecemos seus olhares, seus choros, suas aflições, alegrias…
Mas o que explica tamanha conexão das mães com seus filhos? Seria somente o vínculo de convívio, um instinto ancestral ou há uma explicação cientifica para isso?
A resposta não é uma só, mas o neurocientista Robert Marone fala em um de seus artigos sobre uma conexão física ainda mais profunda do que se pensava. Ele reafirma que as profundas ligações psicológicas e físicas compartilhadas pela mãe e seu filho começam durante a gestação, quando a mãe é absolutamente tudo para o desenvolvimento do feto, fornecendo calor e sustento, enquanto o seu batimento cardíaco fornece um ritmo constante e calmante. A conexão física entre mãe e feto é fornecido pela placenta, órgão construído de células de ambos, que serve como um canal para a troca de nutrientes, gases e resíduos.
Até aí ok, já sabíamos ou imaginávamos, a novidade contada por Marone começa aqui: Algumas células podem migrar (entre mãe e bebê) através da placenta, fixando residência em muitos órgãos do corpo, incluindo o pulmão, tireóide, músculo, fígado, coração, rim, pele,…. Estes podem ter uma ampla gama de impactos, de reparação tecidual e prevenção do câncer. Ou seja, a maioria de nós, seres únicos e individuais, carregamos em nossos órgãos, células de outros indivíduos, devido à permissão da placenta.
Agora, caro leitor, atenção a partir deste momento das falas de Maroni, pois para mim isso representou um verdadeiro espetáculo da natureza.
Resultados impressionantes a partir de um novo estudo mostram que células de outros indivíduos também são encontrados no cérebro: células do sexo masculino foram encontrados nos cérebros de mulheres e pareciam estar ali, em alguns casos, há várias décadas. Ou seja, potencialmente células de seus filhos em seus cérebros, levando a uma das suposições cientificas que podem suportar a base de tal conexão da mãe com seus filhos.
Essa questão de células de outros indivíduos “passearem” em nossos corpos foi observado pela primeira vez em seres humanos há muitos anos atrás, quando as células que contêm o cromossoma do sexo masculino “Y” foram encontrados em circulação no sangue de mulheres após a gravidez. Uma vez que estas células são geneticamente do sexo masculino, elas não poderiam ter sido próprias das mulheres, mas muito provavelmente vieram de seus bebês durante a gestação (essa descoberta foi base para o teste de sexagem fetal que muitas gravidinhas efetuam durante a gestação para descobrir o sexo do bebê).
Neste novo estudo, os cientistas tem observado que as células não são apenas “turistas” (não usarei termo cientifico pois não sou do meio médico, quem quiser, favor acessar link acima) encontradas em circulação no sangue, elas também são encontradas incorporadas no cérebro. Foram examinados cérebros de mulheres falecidas para checar a presença de células contendo cromossomo masculino “Y” e encontraram tais células masculinas em mais de 60 por cento dos cérebros femininos (e em várias regiões do cérebro).
Além disso, descobriu-se ainda que, além da troca de células entre mãe e bebê, pode haver troca de células entre gêmeos no útero, e há também a possibilidade de as células de um irmão mais velho que residem na mãe, através da placenta irem para um irmão mais novo durante o gestação deste último.
As mulheres podem ter essas células “turistas” de sua mãe, bem como de suas próprias gravidezes, e há evidências ainda para a concorrência entre as células da avó e da criança dentro da mãe.
O que é que as células fetais fazem no corpo da mãe não é clara, embora existam algumas possibilidades intrigantes. Por exemplo, as células fetais são capazes de se tornar uma variedade de tecidos diferentes e pode auxiliar na reparação destes tecidos. Um grupo de pesquisas que investiga essa questão, inseriu células fetais em uma rata mamãe depois que o coração dela foi ferido. A descoberta foi que as células fetais migraram para o coração da ratinha mãe, ajudando a reparar os danos. Olha isso, gente! Até me arrepia essa conexão “amor-cura”.
Este é um campo florescente de investigação com um tremendo potencial para novas descobertas, bem como para aplicações práticas. É obvio que não são somente essas células que promovem o vínculo entre mãe e filho, a qual é formada por inúmeros fatores, principalmente pelo amor, presença e cuidados na primeira infância. Porém, é um lembrete dessa imensa conexão mães e filhos.


5 provas científicas do amor de mãe | Mamãe Plugada
8 de maio de 2016 at 08:30[…] Leia mais em: Origem do vínculo materno seria células do bebê vivendo eternamente na mãe? […]