Ontem recebi a visita de uma amiga que, colocou seu filho em uma escolinha super diferenciada pedagogicamente, e ela estava me contando que, as crianças de até 3 anos antes de ter aulas de estimulação a lógica, tem exercícios de engatinhar em túneis. Achei a técnica interessante e esse bate papo com ela me inspirou a fazer este post.
É muito comum pais dizerem, até com certo orgulho, que seus filhos “andaram direto”, dando os primeiros passos precocemente. Ou uma disputa desenfreada pela “precocidade” da criança, estimulando-a a andar logo muito cedo. Alguns até correm comprar andadores, como medo da falsa ideia de “atraso” do bebê. No entanto, as crianças que dão esse salto no desenvolvimento ou que engatinham pouco perdem os benefícios relacionados à fase de engatinhar, que são muitos.
Segundo especialistas deste tema, a importância que tem o engatinhar para o desenvolvimento do cérebro é enorme (ou seja, ultrapassa em inúmeros sentidos o desenvolvimento motor) e, portanto, diferentes funções cognitivas, ao ponto de engatinhar ser muitas vezes uma estratégia de estimulação do bebê (como no caso da escolinha que minha amiga matriculou o filho).
- Desenvolve a transferência de informações entre os dois hemisférios cerebrais.
- Desenvolve o processamento sensorial de estímulos de diferentes áreas : visual , tátil , auditiva…
- Estimula o desenvolvimento da coordenação viso-motora (olho-mão), decisivo para o futuro na aprendizagem da escrita e leitura.
- Desenvolve habilidades de orientação espacial bem como o desenvolvimento do esquema corporal.
A especialista em desenvolvimento infantil Sally Blythe estudou 70 crianças de 8 a 10 anos divididas em dois grupos:
- um com crianças apresentando dificuldades na leitura e escrita
- outro sem queixas no aprendizado
Neste estudo, constatou que as crianças do grupo que apresentavam dificuldades no aprendizado eram as que não engatinharam ou engatinharam menos.
Um beijo, Marrie


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