Ajude a si mesma para ajudar seu filho

“Todos os estudos sobre crianças carentes, feitos no mundo inteiro, demonstraram que a mais importante e positiva influência para elas é o relacionamento próximo e afetuoso com um adulto que acreditasse nelas, com quem pudessem se identificar, que agisse como seu defensor e do qual recebessem forças para enfrentar e ultrapassar a adversidade e a miséria”

Forma Walsh, Professora de Psiquiatria, citada por Parker e Stimpson em “Criando Filhos Felizes”.

 

Não são poucos os emails e mensagens que recebo de mães que tem dificuldade de sair da invisibilidade que a maioria das mães mergulha, de forma insconsciente, logo no momento em que se torna mãe. Falei abertamente sobre minha experiência neste post “Desapareci ao virar mãe”.

Se você, cara leitora, ainda não é mãe, achará exagero isso. Mas só quem sente na pele o que é amar acima de todas as forcas e pessoas, entende que, no estagio inicial da confusão e adaptação a tudo isso, esquecer-se não é inerente apenas às mulheres mais sensíveis. Elas o fazem simplesmente sem saber, felizes por doar-se por completo e ainda preocupadas por talvez não estarem doando o melhor de si. É parte da metamorfose da mulher em mãe.

Mencionei num post que “a maternidade não precisa se sobrepor a ti”, mas até que a gente se dê conta disso, a anulação ou invisibilidade tomou conta por algum tempo. Se percebeu isso antes, ótimo. Se percebeu depois e não consegue sair, aí vale a frase acima, mencionada pela professora de Psiquiatria. Precisamos usar a mesma força que nos levou sem querer à invisibilidade, para nos tirarmos dela.

Nossos filhos precisam da gente inteira, para que sigam felizes e fortes, preparados cada vez mais para este mundo insano. Precisamos sim de um tempo para nós mesmas, precisamos transbordar esse amor que doamos com tanta intensidade aos nossos filhos, inundando nosso amor próprio e também a nossas famílias, que também se abala com a chegada de uma criança.

Se você, assim como outras tantas que me escrevem, já detectou a invisibilidade e ainda assim não achou uma saída e muito menos forças para sair dela, não hesite em procurar ajuda. Será um bem para você, sua família e principalmente, seus filhos. Assim como orienta o Comissário de Bordo, para em caso de emergências na aeronave, colocar mascaras de oxigênio primeiro em você, e só depois nas crianças. Isso não é egoísmo. É sabedoria ao primeiro socorrer quem tem mais experiência para melhor conduzir uma situação. Não é se colocar na frente. É salvar não só o agora de seu filho, como também garantir um guia para ele em toda a sua jornada.

Uma boa noite a todos e excelente final de semana.

Um beijo, Marrie
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Click Lidi Lopez

 

 

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