Os acidentes com crianças aumentam em 25% durante as férias escolares, período em que as crianças ficam mais em casa. Na quarentena, devido ao distanciamento social pelo Coronavírus 19, os cuidados em relação aos acidentes domésticos tem que ser redobrados. Veja abaixo, lista dos principais pontos de atenção para isso.

Crianças amam férias, período que passam mais tempo em casa, assim como nessa fase de Distanciamento Social que estamos vivendo. “Esse período, ansiosamente esperado pelos pequenos, é também o de maior preocupação em Prontos Socorros do País”, como destaca Dr. Diogo Garcia, coordenador do Núcleo de Trauma do Hospital Samaritano de São Paulo.
Contudo, nos dias atuais, não vivemos férias. Em tempos de distanciamento social e quarentena, ir ao hospital ficou ainda mais arriscado. Ninguém quer se expor para pegar Coronavírus.
Segundo o Ministério da Saúde, 110 mil crianças anualmente são hospitalizadas em razão de acidente doméstico. Só que, prestem atenção nesse detalhe: EM PERÍODO DE FÉRIAS, a média mensal sobe 25%, segundo Garcia, que sente isso no dia a dia, através do volume de acidentes registrados no hospital.
“Quedas, sufocamentos, afogamentos, atropelamentos, choques e intoxicação são os mais comuns. Por isso, além de orientarmos as crianças, é também preciso que pais e familiares tenham cuidados, em especial, de modo preventivo”.
Algumas dicas importantes:
1- Fogão/ Forno / Panelas:
Um estudo do Ministério da Saúde mostra que 91% das queimaduras em crianças ocorrem em casa. Se a criança é pequena, vale uma gradinha pata a hora que estiver usando o forno. A criança pode ir até lá e se queimar feio só de encostar. Além disso, deixe sempre os cabos das panelas para dentro do fogão quando estiver cozinhando e prefira as bocas do fogão que ficam atrás. Se um cabo estiver à vista da criança e ela se sentir curiosa em puxar, o acidente pode ser fatal.

2 – Garrafas PET reutilizadas:
sabe aquela garrafa de refrigerante? Segundo Dr. Garcia, nada de usar para produtos de limpeza. “Para a criança, o que vem à memória é que o pai, a mãe ou qualquer outro da família ingeriu o que estava naquele frasco. E é justamente isso o que ele vai fazer”. Lembrem-se que crianças imitam os pais e não terão a malícia de diagnosticar que o conteúdo daquele PET não é o mesmo que vê os familiares consumindo;
3 – Remédios:
a farmácia da casa deve estar acessível apenas aos adultos. Por isso, mantenha fora do alcance das crianças. Eu deixo a minha bem no alto;
4 – Brinquedos:
Estejam atentos se todos são apropriados para a idade. O que não for, guarde e deixe fora do alcance. Minha filha, por exemplo, ama miniaturas e massinhas, indicados acima dos 3 anos (ela tem 2). Eu deixo, mas só sob minha supervisão. Depois que ela brinca, guardo no alto. O risco de engasgue é altíssimo!
5 – Piscinas:
casas ou apartamentos que possuem piscina devem ser bloqueadas com portões ou cercas. Além disso, o especialista também indica que seja usada lona de material resistente. “Lembrando que, o uso da piscina deve ser sempre com a supervisão de um adulto”;
6 – Baldes e bacias:
o simples fato de deixar peças de molho em baldes ou bacias também oferece risco. “Não esqueça que a criança está em fase de aprendizado e a curiosidade é natural. O ato de inclinar o corpo para ver o que tem dentro do recipiente já oferece risco”;

7- Gavetas:
coloque travas em gavetas com objetos cortantes e outros que ofereçam risco. “A atenção não é apenas com faca. Itens de cozinha em geral, além de objetos no quarto de estudo, como grampeador, tesouras, furadores, clips, tampa de caneta e outros, também são possibilidades de acidente”,
8 – Tomadas:
a criança é naturalmente curiosa. Por isso, todas tomadas devem ser bloqueadas com protetor, evitando assim que a criança coloque o dedo e receba descarga elétrica. “A morte por choque elétrico aumenta em mais de 50% em crianças de até 5 anos”.

9 – Persianas:
Cortinas ou persianas com cordas podem trazer o risco de estrangulamento. Nos EUA há sérios relatos nesse sentido, todo cuidado é pouco.

10 – Toalhas compridas em mesa de Jantar:
já pensou se a criança puxa e panelas quentes ou até mesmo vidro caem sobre ela?
11 – Vasos Sanitários:
Como o balde de roupa suja, o caso é um perigo. Lacres de privada são fáceis de instalar e impedem que a criança pequena tenha acesso ao vaso sanitário.

12 – Cuidado com quedas na hora do banho:
Tapetes antiderrapantes no chuveiro/fundo da banheira ajudam a diminuir os riscos de queda.
13 – Sacos plásticos:
Os puxa-sacos podem parecer peças decorativas, mas, em casa com crianças, sua presença é essencial. Os sacos plásticos de supermercado são perigosos, pois podem sufocar. É fundamental mantê-los fora do alcance delas.
14 – Quarto da criança deve ser LIVRE de riscos
Essa imagem mostra bem como deve ser a disposição dos móveis. Nada perto da janela e berço longe do trocador evitam “escaladas” perigosas.

15 – Muito cuidado com eletrodomésticos como máquina de lavar roupas (dessas de abertura frontal, principalmente). A criança pode ficar presa.
16 – O ferro de passar é um perigo latente! Às vezes, a criança brinca enquanto você passa, tropeça no fio e aí já viu, né?

17 – Se você ainda não colocou telas de proteção em suas janelas, está na hora de avaliar isso com seriedade! Por incrível que pareça, sempre há relatos de acidentes de crianças que caem de certa altura, por não existir essas telas em casa. Mesmo morando em casa, num sobrado, já é necessário esse cuidado, que não se limita só aos moradores de apartamentos.
O especialista complementa ainda que à medida que a criança cresce e compreende as situações de risco, ela absorve as informações e evita a exposição. “Para que isso aconteça, os adultos devem orientar e estar sempre – sempre mesmo – próximo”. Criança supervisionada sofre menos acidentes!
Um beijo, Marrie

Lenise Flores Dias
28 de junho de 2017 at 00:37Vaniza Flores