Revirou tudo o que antes era equilíbrio e ainda assim, te dou minha vida…De mãe para filho!

Um filho te faz perder as manhãs na cama até mais tarde aos domingos. Das férias. Dos feriados. Dos dias santos. De todos os dias.

Fazem das madrugadas mal dormidas. Dos banhos, mais curtos. Das unhas, por fazer.

Te priva do direito de adoecer. De alimentar-se calmamente. De vestir-se lentamente. De maquiar-se perfeitamente. Do simples direito de ir ao banheiro em privacidade.

No auge dos terrible two, te faz de gato e sapato, se joga no chão quando quer algo, grita se é contrariado, não quer dividir nada e você tem vontade de nem sair mais de casa para não vivenciar essas “crises em público”.

E um belo dia, quando adolescente, ainda é capaz que diga que nada fez por ele.

Sabemos de tudo isso. E é tão paradoxal que amamos tanto e de tal maneira, que tudo isso não faz nem cócegas.

Raros trocariam seus filhos por uma vida de volta sem filhos. E ainda daríamos nossas vidas por eles, se necessário!

É tipo uma Síndrome de Estocolmo*, em que nossos pequenos sequestram nossas vidas e ainda daríamos as nossas para defendê-los, com a diferença que escolhemos ser mães, ou, em último caso, sabíamos que poderíamos ser,  rsrsrs…

Brincadeiras à parte, não adianta: você pode dizer que já conhece e muito bem o amor, mas isso só se dá plenamente quando se tem filhos.

Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas

* Para quem não sabe, Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico em que a vítima de um sequestro ou detida contra sua vontade cria laços afetivos com o seu ou os seus raptores.

Mães dão o coração aos filhos

 

Um beijo, Marrie
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