Ansiedade em crianças pequenas pré datas comemorativas? Como lidar com isso?

Ansiedade infantil pré festinhas de aniversário, datas festivas ou viagens. Aqui SEMPRE rola! Aqui neste post mostro como eu lido com isso, sempre empaticamente olhando para minha filha como uma folha em branco, um ser puro sem experiências anteriores de vida e que, muitas vezes, não sabe como lidar com um sentimento que nem ela sabe que se chama ansiedade.

 

No aniversário de 1 aninho da Clara, ela ficou doentinha perto do aniversário. Agora, nessa festinha de 3 anos, ela vomitou muito na quinta feira antes da festa (que foi domingo – depois farei post de todos os detalhes da festa na íntegra), sem reclamar de dores e sem febre. Ela não foi para a escola na sexta, e começou com alergias no sábado e domingo, uns vergões no rostinho muito estranhos. Aí a festa foi no domingo, quase todos os amigos dela estiveram presentes, ela ficou muito feliz, divertiu-se horrores (até dormir no fim da festa no salão mesmo, rsrs) e tudo passou, como um passe de mágica: não tem mais vômitos e as alergias no fim do dia cessaram…

Ansiedade de vez em quando é humano. Mas para as crianças, é uma emoção que pode ser bastante frustrante e assustadora. Eles não sabem que isso é algo que todo mundo experimenta, não entendem da onde vem esse sentimento estranho (pensem que crianças são folhas em branco, sem experiências prévias) e muito menos como canalizá-las.

Portanto, é muito importante que nossas crianças saibam que todo mundo a experimenta a ansiedade e sim, essa ansiedade pode ser transformada em um momento de aprendizado, podemos auxiliar nossos filhos a crescer se os ajudarmos a enfrentar os riscos.

Quando perceber que estão lidando com sentimentos estranhos a eles, como a ansiedade, ofereça-lhes bastante apoio e discuta essas sensações. Por aqui, Clara não foi à aula na sexta, mesmo sem ter mais as febres que começaram na quinta. Fui conversando com ela, dizendo que era preciso esperar para curtir o tão esperado dia que não fugiria, que viria sim, na hora certa. Era apenas esperar.

Nossas respostas em relação aos sentimentos de nossas crianças têm um grande impacto gigantesco!

Quando sinto ansiedade na Clara sobre algo pontual, incentivo-na a falar sobre o que a amedronta, sobre o que a aflige, mas sempre me preocupo em validar aqueles sentimentos dela.

Afinal, o que para você (uma pessoa adulta e cheia de historia e experiência de vida) pode ser uma besteira, para uma criança, a percepção é totalmente nova e sim, como qualquer coisa desconhecida, gera inseguranças.

Não minimize ou despreze esses sentimentos, nosso papel é com paciência e, principalmente, empatia, conduzi-los para que vejam com os próprios olhos, através da experiência deles, que aquilo nem era algo tão importante para se preocupar, que no final tudo correu bem. E isso tende a baixar a insegurança nas próximas vezes que forem vivenciando essas mesmas experiências.

Além disso, antes do grande dia e com a ansiedade a tona, é sempre importante compartilhar com nossos filhos como vivíamos nossas ansiedades antes de uma festinha, de um dia importante ou daquela tão esperada viagem.

Eu disse para a Clara: “Mamãe quando era pequena como você amava tanto o Natal que mal esperava para que esse dia tão feliz chegasse. Então, eu tinha um calendário onde riscava os dias até que chegasse o Natal, isso me tranquilizava e mostrava que o dia estava chegando”.

Esse tipo de conversa nivela, mostra que você também viveu aquilo e valida os sentimentos de seu filho. Ele acaba pensando: “Olha, Mamãe também sentiu o que estou sentindo”.

Pais ansiosos, filhos ansiosos…

Frase acima é simples e clichê como o fato de que nossos filhos são esponjas e somos os maiores exemplos para eles. Então, se estamos ansiosos, é muito provável de que passaremos isso para eles. Mas também podemos fazer algo em relação à isso. Da mesma forma que somos canalizadores das ansiedades de nossos filhos, ao empaticamente conversarmos com eles sobre seus sentimentos, não se esqueça de ter alguém com quem conversar, um apoio para si mesmo quando se sentir ansiosa, estressada ou aflita. Nem que seja de uma amiga, a mãe ou o psicólogo.

Conforme as crianças vão crescendo  – e entendendo – podemos falar mais sobre nossos sentimentos atuais como  a ansiedade. Mas no fim das contas, as crianças precisam mesmo é de um modelo de calma, de paciência, afinal, a gente sabe o que é ansiedade e eles não. Os adultos da historia – e os suportes, no fim das contas – somos nós.

Manter a calma e tranquilizá-los quando eles estão ansiosos só os prepara para desenvolver habilidades emocionais que podem ajudá-los a gerenciar esses sentimentos e que tudo passa ou ameniza, como o pó de unicórnios da festinha da Clara, rsrsrs.

Foto: Helena De Guide Fotografia

Foto: Helena De Guide Fotografia

Mas claro, nem sempre a ansiedade é por conta dos pais estarem ansiosos e outras vezes, nem sempre é um quadro tão leve. Há as intensidade que são chamadas de patológicas. E nós, como pais, devemos ser capazes de identificar os sinais em nossos filhos. Mas nem tudo é regressão. Nem tudo quer dizer que seu filho é high need. Nem tudo é um problema.

Às vezes, ele está apenas aprendendo a vivenciar um momento muito comum de humanidade, mas que nunca na vida houvera sentido. Precisamos ser empáticos. Crianças, não são adultos em miniatura e não adianta esperar deles atitudes que um adulto ideal teria.

 

Um beijo, Marrie

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31 Comments

  1. Elis Wp

    22 de novembro de 2016 at 02:29

    Não sei se é coincidência mas aconteceu o mesmo com a minha de 3 anos no sábado. Exatamente assim.

  2. Marcelle Barros

    22 de novembro de 2016 at 01:46

    Eu tb tento administrar a ansiedade do meu pequeno “divulgando” aos poucos os próximos acontecimentos. Algumas informações para eles são confusas, uma vez que ainda estão aprendendo diferenciar o agora e o depois. Só falo na hora de sair para onde estamos indo e o que faremos.

  3. Karol Lopes

    22 de novembro de 2016 at 00:20

    Rose,Júlia Ainda fica ansiosa quando vai fazer algo legal?

  4. Janaina Correia

    21 de novembro de 2016 at 22:31

    Esta é a razão de eu não contar antes. A ansiedade reina kkkkkk

  5. Daniele Garcia Iredia Rabelo

    21 de novembro de 2016 at 22:15

    Aqui já aprendi a não contar nada muito antes pois a ansiedade é demais!!!

  6. Si Biscaro

    21 de novembro de 2016 at 20:59

    Eu te diiiisseee!!!
    Kkkkkkkkkk
    Rodrigo tem 16 anos e até hoje é assim….
    Mas no caso dele é uma febre altíssima.
    A única vez que ele ñ teve nada, foi numa festa surpresa. Eu estava ansiosíssima, mas ele nem desconfiou.

    1. Mamãe Plugada

      21 de novembro de 2016 at 21:19

      ????? é, prova que nem toda a ansiedade dos filhos é por conta da ansiedade dos pais, né? Rsrsrs

    2. Si Biscaro

      21 de novembro de 2016 at 21:26

      Claro que ñ!!!
      Muito pelo contrário. Pelo menos aqui em casa.

    3. Si Biscaro

      2 de dezembro de 2016 at 03:42

      Hoje aconteceu algo interessante e acabei de lembrar dessa postagem.
      Estamos nos EUA e Pietra se apaixonou por um gato de pelúcia. Como ela anda fazendo birra por nada, ñ dei importância e não comprei.
      Umas 3 horas depois, sai com ela e ela falou no tal gato. Quando cheguei no hotel, ela vomitou muito e teve uma febrinha…
      se continuar amanhã, vou procurar o tal gato fofo…kkkkkkk

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