Você é uma mãe mais permissiva e o marido mais autoritário? Ou vice versa? Estudiosos abordam 4 estilos de pais no quesito educação das crianças: Veja qual o seu e de seu companheiro e tire proveito do que cada um dos estilos tem de melhor.
O importante é que a mensagem seja ÚNICA e tenha consistência, ou seja, que COMBINEM ANTES e que um não desautorize outro na frente da criança.
Raros são os casais que possuem a mesma linha, afinal cada um de nós tivemos uma formação, cultura, educação, experiências de vida e carregamos conosco alguns valores mais latentes, que pode diferir como prioridade em relação ao do nosso companheiro. Somos únicos e, nesse contexto, divergências sim, irão ocorrer. Porém, é muito importante não discordarmos na frente dos filhos quando o assunto é a educação deles. É preciso que sejam definidas as prioridades entre os pensamentos do casal, e que seja definido, longe da criança, qual o norte darão a ela.
A consistência entre o que os pais dizem é importante pois não gera confusão na cabeça da criança. Não só por que ela tentará de pairar entre o legal e o chato da história, de um lado para o outro até conseguir o que quer não, mas porque ela conseguirá mais facilmente compreender e seguir uma mensagem, deixando-a mais segura e confiante.
Leia entrevista que dei para o Portal IG – Delas, sobre os atritos na educação da pequena Clara.
O efeito o comportamento que pai, mãe ou cuidador tem sobre as crianças tem sido uma questão amplamente investigada durante anos e variam como que num quadrante aceitação X controle.
É importante termos em mente qual linha cada um dos cuidadores seguimos, assim poderemos pegar os pontos fortes de um e do outro e só agregar na educação da criança:

Inspirado no artigo de https://parentastic.org/. Arte: Site Mamãe Plugada
- PAIS AUTORITÁRIOS
Pais autoritários não costumam a ser muito carinhosos. Eles são bastante rigorosos, possuem regras claras e esperam que seus filhos a sigam à risca, mesmo se a criança tenha uma razão válida para questionar. Deixam pouco ou nenhum espaço para a negociação sobre as regras. Os pais autoritários também não conseguem explicar por que existem as regras, porque eles acreditam que, como pais, são a autoridade e ponto, a qual não deve ser questionada. Pais autoritários vêem na punição o maior e melhor método de reforço positivo na educação. Acreditam que as crianças são adultos em miniatura, não os enxergam como pessoas em formação e esperam que elas se comportem nessa linha, como adultos. Possuem altíssimas expectativas em relação aos seus filhos e não admitem o mínimo deslize.
Por essa linha que tive tantas criticas no “Não obrigue seus filhos a dar beijos e abraços em crianças”.
Dentro dos pais autoritários, 1 do quadro, tem a parte que tem mais controle possível e menos comunicação, são os abusivos (1a): não aceitam quase nada, e, no extremo, são violentos.
Filhos de pais autoritários tendem a ser mais responsáveis, disciplinados e trabalhadores, porém as desvantagens superam significativamente as vantagens. As crianças tendem a não criar habilidades de negociação, cooperação, participação e competição, afinal, não estão acostumadas a ter sua voz ouvida ou opinião levada em consideração. Esse tipo de educação tende a “podar” a criatividade infantil e ainda, crianças criadas em um ambiente autoritário têm um sentimento de que eles nunca estão bons o suficiente e não se orgulham de suas realizações. Isso pode levar a baixa auto-estima que se estende até a idade adulta.
2. PAIS FIRMES
O quadrante dos pais firmes é segmentado entre aqueles que são mais rigorosos ou recíprocos (2a) e aqueles que são mais “permissivos” ou atuam mais na linha do “apego”(2b). 2a seria mais “justo” e 2b seria mais “afetivo”. 2a é mais controlador e 2b é mais comunicativo com a criança.
Pai/mãe da linha FIRME são constantes na vida da criança, presentes e participativos, agindo conforme é preciso sua intervenção. Em geral é calmo, mais firme do que agressivo. Tendem a enxergar a criança como um ser em formação, com necessidades únicas e não como mini adultos. Incentivam o diálogo e a negociação com os filhos, que acabam por ter as chances de serem mais criativos.
Uma criança que cresce em uma família onde os pais utilizam deste estilo são mais propensos a crescer de forma independente, ter auto-controle, possuem maiores habilidades sociais, são capazes de se comunicar bem, fazer amizades, ter relacionamentos saudáveis e melhores ligações emocionais. Por crescerem em um ambiente equilibrado, eles são menos propensos a terem problemas psicológicos e tendem a tornarem-se adultos mais equilibrados.
No caso dos pais FIRMES, porém rigorosos (2a), eles tem regras firmes e altas expectativas sobre as crianças, mas, ao contrário dos pais autoritários, estão abertos à discussão e negociação. Nem tanto quanto o 2b, mas estão. Devo me enquadrar neste tipo de mãe e meu marido, no tipo 2b.
4. PAIS PERMISSIVOS
Os pais PERMISSIVOS não são exigentes, eles quase nunca punem seus filhos e costumam deixá-los fazer o que quiserem. Muitos desses pais sentem culpa por passar horas e horas longe da criança e, quando estão juntos “preferem não se indispor” com elas. Querem que os poucos momentos que tem juntos sejam muito bons e acabam parecendo mais amigos de seus filhos do que pais e educadores.
Crianças que crescem em uma família permissiva são mais propensas a ter maior auto-estima em relação às crianças criadas por outros estilos, já que não tiveram “limites” para seu imaginar/artes/bagunças e afins. Porém, tendem a sofrer no quesito equilíbrio emocional (já que tiveram tudo o que quiseram na infância e não estarão ambientados aos nãos que o mundo lhes conferirá) e tenderão a ser mais imaturos e irresponsáveis.
3. PAIS NEGLIGENTES
Sem julgamento de valores, afinal não sei a historia de cada um (extrema carência, estupro, sofrimento profundo, etc), este estilo de pai/mãe muito provavelmente, enquanto negligentes (todo mundo pode mudar) nem estará aqui lendo meu site. São pais que não se preocupam com seus filhos, portanto exigem pouco, gastam o mínimo de tempo com elas educando e parecem ter pouca ligação emocional com suas crianças.
As crianças que crescem com este estilo mãe/pai estão expostos a um ambiente indiferente, sem qualquer orientação ou apoio e são mais susceptíveis a serem deprimidos, impulsivos e pouco sociáveis.
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E aí? Qual estilo você se encaixa? E seu companheiro/pai da criança?
Viram como tem formas bacanas de extrair coisas boas dessas diferenças de educar?Sentem-se, discutam o porque um ponto é bacana de um autoritário e por que, em outros momentos, seria legal deixar o outro agir com mais apego. Equilíbrio e consistência é tudo na educação de uma criança!
Um beijo, Marrie
Leia também:
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/04/ensinar-as-criancas-a-esperar-e-mais-importante-do-que-imagina/
https://www.mamaeplugada.com.br/2015/07/tipos-de-metodologias-escolinhas/

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