“Querida Mamãe,
Eu percebi nesses longos meses em que fomos um só o quanto você se preocupou com a amamentação. Ouvia você conversar com vovó, amigas e profissionais sobre tomar sol nos seios, se seu seio era invertido ou não, sobre buchas, cremes, lanolina,…
Entendo sua expectativa, Mamãe. Mas para mim tudo é muito novo. Por tantos e tantos meses tive comida diretamente de você, que já vinha quentinha e sem esforços para mim. Em questão de segundos, tive que aprender a respirar, a controlar minha temperatura nesse mundo frio e também a buscar pela minha própria alimentação.
Ao sentir seu cheiro, ao seu ladinho ao nascer, meus instintos se afloram e busco naturalmente sua fonte de amor em alimentação. Mas Mamãe, se me afastarem de ti, esses instintos tomam pausa. E pode ser que ao voltar para ti, eu não saiba o que preciso fazer.
Se eu nascer sob efeito de anestesias, posso não ter a mesma aura instintiva. Por isso é ainda mais importante que fiquemos próximos a maior parte do tempo. Quanto antes voltar aos seus braços, mais estimulado estarei.
Mas caso nos separemos, Mamãe tenha calma.
Apenas deixe-me sobre ti, perto de seus seios, para que meus instintos voltem a reaparecer. Assim eu e você aprenderemos o ato de amamentar. É novo para mim e sei que é para ti.
Diga a todos que apenas te dê apoio neste momento. Que te deixe viver esse mundo a parte e não te cobre de outras obrigações. É preciso paz para a busca de silencio interior para encontrar as respostas nas profundezas instintivas. É preciso paciência e paz. Nestes primeiros dias, Mamães, não me imponha horários. É tudo tão novo para mim!
Simplesmente, me deixe dormir em ti. Contigo, Mamãe. Não preciso só do alimento físico do leite, necessito beber sua alma, sua energia, a vontade de voltarmos a ser um só. Me deixe quietinho ali até que adormeça profundamente, deixando nossas tensões sumirem. Verá que, dessa forma, o leite tenderá a fluir naturalmente.
Mas caso Mamãe, não consigamos, ainda assim estaremos juntinhos, coladinhos, acalentados. Se mesmo assim o leite custar a descer, não se frustre minha mãe. Sei que tentamos.
E tenha a certeza que esse amor e acalento que me doou nessa tentativa forte e intima, bastou para me sentir seguro, amado e protegido, que é o mais importante.
Te amo, Mamãe!”
Por Marrie Ometto #ReflexoesPlugadas

Mother and Child, de Gusta Klimt
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Anacele Alicrim
13 de fevereiro de 2017 at 01:39Lindo e emocionante..! Me fez chorar hehe!
Tatiane Oliveira
13 de fevereiro de 2017 at 01:39Ai genteee…que lindo. Emocionei!
Cinara Rodrigues
13 de fevereiro de 2017 at 14:54Lindo demais!!! “Almas conectadas”, a melhor expressão para traduzir essa relação.
Tatiane Oliveira
13 de fevereiro de 2017 at 14:59Verdade!
Alderiane Viana
13 de fevereiro de 2017 at 01:37Rafael Medeiros… Esse texto me faz voltar ao primeiro mês dá nossa pequena. ❤
Jozi Carneiro
13 de fevereiro de 2017 at 01:35Cintia Kirsch
Aline Klering Stracke
Aline Klering Stracke
13 de fevereiro de 2017 at 04:46Oinnn! Que fofura!
Bárbara Cintra
13 de fevereiro de 2017 at 01:35Ingrid Caputo ❤
Juliana Mohamed
13 de fevereiro de 2017 at 01:34Juliana Souza ❤
Liv Valente
13 de fevereiro de 2017 at 01:31Delurdes Becker olha que lindo
Delurdes Becker
13 de fevereiro de 2017 at 01:33Perfeito ❤️
Fer Almiron
13 de fevereiro de 2017 at 01:30Marlon Almiron❤️
Donizete Barbara Vannucci
13 de fevereiro de 2017 at 01:29Milena Garcez
Thayane Mesquita
13 de fevereiro de 2017 at 01:29Naiane Ribeiro