Crianças são felizes com pouco dinheiro, mas muito valor 

Crianças são felizes com pouco em dinheiro e muito em valor: Equação simples como 2+2. Quem complica e eleva ao quadrado são os adultos. Então, afinal: “o que faz uma criança feliz?”

A gente nasce com instinto para ser feliz!

Bebê mama e dá aquele sorrisão satisfeito, mesmo que já dormindo;

Criança transforma uma colher de pau em batuque, em avião, em boneca. Põe para fazer som, para voar, para dormir;

Na primeira infância, o sorriso vem das coisas gratuitas da vida. Não se pede coisas caras. Aliás, nem imaginam que coisas tenham valor monetário. O valor aqui é algo sublime. A alegria vem do que se pode imaginar, da segurança, do comer coisas gostosas, do sentir texturas diferentes, do brincar sem se preocupar com o sujar.

Conforme vão crescendo, tratam de desaprender que o mais simples é sim o mais importante.

Precisam adaptar-se a um padrão “normal”, senão são taxados de N coisas. Inquietos? Ritalina neles. Calmos demais? Pressão e mais pressão! Socializar é preciso, diz o adulto. E assim cortam a intuitiva capacidade infantil para a felicidade, colocando-as na “normalidade”, ou melhor, no automático: Desaprendem a imaginar, a criar, a precisar de pouco.

Aprendem a apertar-se a coisas que o dinheiro compra para trazer a felicidade. A necessidade de falar mais de uma língua ou de letrar-se antes dos 6 anos passa a superar o senso cognitivo. Se quando eram crianças pequenas o SENTIR a brisa no rosto, o Solzinho gostoso na pele e a grama nos pés já era o suficiente, agora o paraíso das compras no Tio Sam passa a ser necessidade de destino anual.

Criança pequena sabe o que é bom. Sabe o que precisa para ser feliz. E se tem o simples, vive feliz. Se tem segurança, dorme tranquilo. Se tem paz, vive em paz. Se tem papá, vive saciado. Sem depressão. Sem remédios. Com um simples sorriso no rosto que significa: sou a pessoa mais feliz do mundo!

Por que a gente não aprende a manter mais isso neles? Ou, ainda melhor, por que relutamos tanto em aprender com eles?

E ainda tem quem diga que criança é adulto em miniatura… Não são! São seres únicos, almas iluminadas, livres de qualquer poluição de valores. Eles não estão nos desafiando como psicopatas. Eles estão apenas entendendo as ações e reações da vida, da forma mais ingênua possível. Nada premeditado. Nada programado. Apenas explorando algo que jamais fora vivido.

Como já disse em outro Post: não quero minha filha nessa normalidade estranha das coisas, quero minha filha feliz.

Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas

Leia a série: “O que faz uma criança feliz?”

https://www.mamaeplugada.com.br/2014/07/o-que-faz-uma-crianca-feliz-parte-1/

https://www.mamaeplugada.com.br/2014/07/o-que-faz-uma-crianca-feliz-parte-2/

https://www.mamaeplugada.com.br/2014/07/o-que-faz-uma-crianca-feliz-parte-3/

https://www.mamaeplugada.com.br/2014/07/o-que-faz-uma-crianca-feliz-parte-4/

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