Como mãe, sempre me pergunto: será que vou conseguir?
Vou abrir as janelas do meu coração a vocês: As vezes me pergunto se vou conseguir… e não é nem pela privação de sono, pelo cansaço, pela falta de privacidade, pela falta de tempo para mim e para o trabalho… é pela impotência que sinto. Parece que não sou capaz de “domar” a situação.
Meu bebê entrou numa fase muito desafiadora – onde mesmo alimentado, trocado, amamentado, tendo passeado – quando estamos em casa ele só quer colo. O DIA TODO COLO. O MEU COLO. E, se eu quiser ir e vir para qualquer motivo que não o inclua no colo, ouço berros. Muitos berros. Ele não chora, ele grita alto, impondo sua necessidade de colo. É enlouquecedor.
Como adulta da relação, entendendo essa necessidade momentânea de afeto, tento atender, mesmo com a cabeça à mil por não poder parar, e saio fazendo com a outra mão tudo o que sou impedida de fazer com as duas, senão o berreiro vem. A hérnia de disco? Nem lembro mais. Nem sinto mais dor. To anestesiada pela maternidade integral.
Quando o colo não é possível,ele corre engatinhando pela casa atrás de mim, berrando ?. O choro do bebê, estridente assim, deixa qq mãe doida. Hoje até palpitou meu coração, sem brincadeira. Que agonia. Que pressão! Que fase é essa que não passa?
A + velha, quando sente que o bicho pega, parece que precisa chamar a atenção, afinal, também quer ser vista. Num dia frio e de chuva, põe roupa de alcinha e shortinho para sair. Tudo, absolutamente tudo, preciso pedir para que ela refaça. Nunca foi assim.
To surtando, eu confesso, e conto em desabafo a vocês que ser mãe não é fácil, apesar de amar meus filhos mais que tudo nessa vida.
Hoje sumi de todo o mundo virtual e chorei. Chorei muito. Chorei junto com eles.
Sou o que posso ser e ando me perdoando. Depois converso com eles, explicando, especialmente à mais velha, o tanto que preciso da ajuda dela para que não regrida nesse momento.
Mesmo tendo ajuda com a casa, a maternidade em si tá me pregando umas peças de tal tamanho, que ando me fortalecendo demais para não me afundar em culpas, pq sei que esse poço é fundo e emergir é super difícil.
Um dia de cada vez! Como um mantra: “vai passar, vai passar!”.
Um beijo, Marrie
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