Descobrindo o Poder da Disciplina no Autocuidado: O dia em que entendi que, se eu não cuidasse de mim, ninguém faria isso

Todos os dias fazemos escolhas. Algumas pequenas, outras grandes, outras apenas parte do que seria grande mais tarde. Algumas difíceis. Por muitos anos eu coloquei a carreira em primeiro lugar. Depois vinham os filhos, a casa, o marido, os compromissos, as pessoas que dependiam de mim.

Eu ficava por último.

Quando meu segundo filho ainda era pequeno, mergulhei de cabeça no trabalho. Foram anos intensos, construindo um negócio que me trouxe oportunidades pelas quais sou profundamente grata. Mas esse crescimento teve um preço.

Eu vivia conectada. Não existia horário. Mensagens chegavam de madrugada, nos finais de semana, durante as férias. Eu respondia. Sempre. Meu hiperfoco em crescer profissionalmente fazia parecer que aquele ritmo era sustentável.

Não era.

Enquanto eu cuidava de tudo e de todos, fui deixando pequenos sinais passarem despercebidos. Dormia mal. Comia por ansiedade. Parei de prestar atenção no meu corpo. Parei de olhar para mim.

Até que veio a consulta que mudou minha vida.

Depois de uma bateria de exames, minha médica foi muito direta:

— Ou você começa a cuidar de si agora, ou provavelmente estará diabética nos próximos anos.

Aquilo me assustou.

Não porque eu tinha medo da diabetes em si, mas porque percebi que meu corpo estava pagando a conta de anos de negligência.

Naquele dia eu entendi uma coisa importante: autocuidado não é recompensa. É responsabilidade.

A decisão

Minha médica foi clara. Eu precisava transformar atividade física em prioridade, como quem toma um remédio todos os dias.

Confesso: eu odiava musculação.

Sempre fui a pessoa que dizia não gostar de academia. Nunca fui esportista. Na adolescência e boa parte da vida adulta, meu metabolismo fazia o trabalho sozinho. Eu nunca precisei pensar muito sobre peso.

Só que depois dos filhos, do estresse crônico e do burnout, meu corpo mudou.

Em 2024 até tentei criar uma rotina de exercícios, mas não consegui manter. Eu ainda estava emocionalmente exausta.

Então veio o réveillon.

Em vez de fazer promessas vagas, tomei uma decisão concreta: em 2025 eu iria me cuidar, custasse o que custasse.

O processo

Comecei frequentando a academia praticamente todos os dias.

Trinta minutos de musculação.

Tênis porque eu realmente gosto.

No começo foi difícil.

Depois virou disciplina.

E, só meses depois, virou hábito.

O mais difícil foi aceitar que o resultado não aparecia.

Durante cerca de oito meses eu praticamente não emagreci. Perdi poucos quilos. Muitas vezes pensei que meu corpo estivesse resistindo a qualquer mudança.

Hoje eu entendo que ele estava tentando se recuperar de anos de estresse.

Mesmo sem grandes mudanças na balança, eu continuei.

Porque, pela primeira vez, meu objetivo já não era apenas emagrecer.

Era voltar a ser saudável.

Quando a alimentação entrou no jogo

Depois de consolidar a rotina de exercícios, recebi ajuda da minha amiga nutricionista com um protocolo alimentar anti-inflamatório.

Foi quando meu organismo finalmente respondeu.

O peso começou a diminuir, a inflamação reduziu e meu corpo passou a reagir de uma forma que não acontecia havia anos.

Ao longo desse processo perdi mais de 10 kg.

Sem cirurgia.

Sem procedimentos estéticos.

Sem buscar atalhos. Fui até premiada a Esportista do Ano de 2025 no Clube em que frequento!

Principalmente com consistência.

A fase em que estou hoje

Depois de um ano inteiro treinando praticamente todos os dias, recuperei disposição, mobilidade, força e qualidade de vida.

Ainda não cheguei ao meu objetivo final.

Tenho mais de 40 anos, inflamação crônica e também convivo com algo que muita gente conhece: a fome emocional. Não é excesso de comida nas refeições. São aquelas pequenas concessões que fazemos porque acreditamos que “merecemos” depois de um dia difícil.

Por isso, junto com minha médica, decidi acrescentar uma nova ferramenta ao tratamento: a tirzepatida, em dose baixa e com acompanhamento médico.

Ela não substitui o que construí até aqui.

Não substitui musculação.

Não substitui alimentação.

Não substitui disciplina.

Ela apenas faz parte de uma estratégia pensada para a fase em que estou hoje.

O que aprendi

Se existe uma mensagem que quero deixar é esta:

Não espere um susto para começar a cuidar de você.

Os resultados podem demorar.

Muito.

Às vezes seu corpo leva meses para confiar que você realmente mudou de vida.

Mas ele responde.

Talvez a maior transformação nem tenha sido perder peso.

Foi perceber que cuidar de mim deixou de ser egoísmo e passou a ser uma forma de cuidar melhor da minha família também.

Essa história ainda não terminou.

Mas, pela primeira vez em muitos anos, sinto que estou caminhando na direção certa.

Qual é a decisão mais difícil que você está enfrentando hoje? Muitas pessoas chegam até mim quando estão diante de uma decisão difícil e não conseguem enxergar o cenário com clareza. Se esse também é o seu momento, mantenho uma agenda limitada para sessões individuais de análise estratégica, em que organizamos os fatos, avaliamos riscos e construímos um plano de ação.

Se quiser saber como funciona, basta me enviar uma mensagem: contato@mamaeplugada.com.br

Com amor. Marrie

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