Vocês sabiam que uma em cada sete mamães sofrem sintomas de depressão pós-parto?
Uma reportagem do New York Times aborda que, essa evidencia acima apontada, aliada às descobertas recentes de que depressões pós parto podem dar inicio ainda durante a gestação, fizeram com que o Governo norte americano aconselhasse fortemente que as mulheres que adicionem aos seus pré natais o acompanhamento psicológico e também após o nascimento do bebê.
Essas depressões, sejam elas pré ou pós parto (ou ambas numa só) se não devidamente tratadas, podem afetar o bem estar futuro das crianças, causando possíveis problemas de comportamento, emocionais e de aprendizado, afinal o bem estar da mamãe gestante (onde o contato com o bebê é 24h de pura conexão) e logo após o nascimento também, onde toda a questão do vinculo está sendo criada, está intimamente relacionado com o bom desenvolvimento da criança. O livro “Ciência dos Bebês”sempre cita que crianças seguras são crianças felizes e, consequentemente, tem maior probabilidade de desenvolverem-se melhor e, inclusive, serem mais inteligentes.
Eu não imaginava que essa depressão pós parto poderia começar tão cedo, ainda na gestação e muito menos que a estatística era tão alta (1 em cada sete mulheres). Eu pessoalmente me sentia angustiada de “não dar conta”como mãe, afinal era de primeira viagem, mas não estava depressiva. Contudo, passei por um período dificil após o nascimento da Clara.
Acho muito válida a iniciativa do Governo Norte Americano recomendar acompanhamento psicológico para a gestante, incluindo isso naquela extensa carteirinha de exames e checklists de pré natal que a gravidinha tem que fazer.
Como será feito isso eu não sei. Principalmente no Brasil. Me parece um desafio para nossos obstetras, afinal eles terão que entrar em questões intimas da paciente para poder encaminha-las para outro profissional.
Quando eu digo um desafio, além da questão de o Brasil dar esse suporte, falo também do ponto de vista do profissional de saúde, em relação ao que efetivamente pode ser considerado violência obstétrica. Muito se tem falado sobre o assunto, o que é extremamente importante e esclarecedor. Muitas sofrem e não se dão conta. Mas muita coisa precisa ser falada e pode ser confundida com um descaso do profissional, quando na verdade, não é. Essa não clareza sobre o que pode ou não ser falado/ o que entra ou não em violência obstétrica, dificulta as coisas, tanto para o lado da mamãe, quanto para o do profissional.
Apesar do desafio, para nós sempre plugadas no melhor para nossos filhotes, não custa acompanhar, né? Bom para nós, muito melhor para eles…
Um beijo, Marrie


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