Como optei por não voltar à vida corporativa, mesmo estando num bom momento de carreira, falo da parte mais difícil que achei dessa decisão. Claro que o fato de eu ter podido estar ao lado de minha filha a cada marco de desenvolvimento dela, não tem preço. Mas a vida não são só flores. Nenhuma decisão na vida é fácil. Tudo tem seus prós e contras. Nesse texto, o que mais senti com a decisão.

Vou te contar uma coisa…
Eu escolhi por livre e espontânea vontade SIM deixar uma vida corporativa que financeiramente valia muito a pena, para acompanhar o desenvolvimento da minha filha e, de alguma forma, em algum momento – sem pressa, ou retomar o que eu fazia ou pensar num novo negócio de casa.
Tá, tive esse privilégio, mas vou te falar: Foi escolha sim, mas não foi fácil não.
A maior dor que sinto na escolha de dedicar-me a uma maternidade mais próxima?
Certamente não foram os fatos de eu foi ter trocado os scarpins pelas rasteirinhas, os terninhos pelas roupas confortáveis em casa, as reuniões cheias de pompa pelo Skype, as análises sofisticadas pelos risos da minha filha pela sala…
Ah mas os olhos que outrora eram remetidos a mim… aqueles que me olhavam admirados. Como doi perceber neles mais nenhuma admiração. Pior que isso: descaso. Como se trabalhar em casa e de casa fosse fácil. Fosse férias. Fosse nada.
Tempo? Esse falta-me muito mas acham que tenho de sobra.
Descanso? Coisa mais difícil é parar quieta com criança em casa, Ainda mais tendo que trabalhar. Mas os olhares soam como se eu estivesse de férias.
Isso me dói e não a escolha.
Não há dinheiro no mundo que pague a alegria de poder estar muito próxima da minha pequena e, de quebra, trabalhar duro para mim, de casa, com algo que amo.
Mas dói-me a não valorização, a sobrecarga e a inveja que sentem daquilo que nunca mais tive – tempo.
Eu não faço nada aos olhos de muitos, mas vivo cansada. Reclamando a toa?!
Das minhas olheiras, rímel borrado!
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
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Natália Vasconcelos
11 de fevereiro de 2017 at 22:21Para mim o pior julgamento são os das próprias mulheres, elas que também são mães, também são donas de casa, que sabem, conhecem as lutas, mais parecem que com o passar do tempo, esquecem…eh triste essa desunião! 🙁
Mamãe Plugada
11 de fevereiro de 2017 at 22:54São os piores mesmo!
Paula Abranches Dalto
12 de fevereiro de 2017 at 16:20Acho que é inveja da coragem e do altruísmo, das mães por obrigação…. Porque as mães por amor, entedem e admiram, ainda que não possam fazer a mesma escolha, como eu, por exemplo.
Natália Vasconcelos
12 de fevereiro de 2017 at 23:15Às vezes penso dessa forma também…é bem complicado, me entristece bastante, esses julgamentos! São raras as que se olham e se entendem, trabalhando só em casa, trabalhando em casa e fora, as que apenas se colocam no lugar da outra e se unem!
O mundo anda muito torto 🙁
Que consigamos melhorar e nos unir mais o/ é o que espero!
<3 :*
Aurélia Souza
11 de fevereiro de 2017 at 22:16Perfeito!!! Fiz o mesmo pela minha Malu, quero acompanhar de perto todo desenvolvimento dela…levar p escola….ballet….fazer as tarefas de casa junto c ela….e o sorriso dela a cada segundo me paga tudo e em dobro! !!
Amanda Martins
12 de fevereiro de 2017 at 02:09Depois de um dia estressante e cansativo da “simples e pacata” vida de mãe ( aos olhos alheios) ver um sorriso gostoso, ganhar um abraço e um olhar expressando “te amo”.. não tem preço né?! Não tem carreira, não tem profissão, não tem nada melhor nesse mundo.
Aurélia Souza
12 de fevereiro de 2017 at 02:51Verdade Amanda Martins!!
Mislene Barreto
11 de fevereiro de 2017 at 22:14Perfeito!
Thauany Déborah
11 de fevereiro de 2017 at 22:00Amei
Vanessa Rodrigues
11 de fevereiro de 2017 at 21:55Tmb deixei de trabalhar fora para cuidar da minha filha, hj ela esta com 1 ano e 2 meses e ainda n estou preparada para deixa-la nas maos de terceiros. Amo acompanhar cada fase, cria-la a minha forma e viver essa epoca q é única. Voltar ao mercado de trabalho tenho tempo de sobra afinal n vamos nos aposentar mais mesmo. Kkkkk
Mamãe Plugada
11 de fevereiro de 2017 at 22:06Nossa, nem fale em aposentadoria. Que tristeza, né?
Luciana Ferreira
11 de fevereiro de 2017 at 21:48Uma realidade que não é muito conhecida e reconhecida nesse mundão afora!!
LeleJuninho Santos
11 de fevereiro de 2017 at 21:43Texto perfeito… Como sempre vc lê meus pensamentos e escreve o que sinto
Mamãe Plugada
11 de fevereiro de 2017 at 22:05??? obrigada Lele
Sabrina Bernardes
11 de fevereiro de 2017 at 21:40Para muitos não trabalho, mas não sabem a correria da casa com filhos e atender clientes, e não troco a vida que tenho pra virar funcionária .
Mamãe Plugada
11 de fevereiro de 2017 at 22:05Exatamente!
Michelle Cintra
11 de fevereiro de 2017 at 21:39Perfeito!
Josi Bianchin
12 de fevereiro de 2017 at 00:09Perfeito mesmo! ?
Sabrina Bernardes
11 de fevereiro de 2017 at 21:37Perfeito
Mamãe Plugada
11 de fevereiro de 2017 at 21:39???