Como optei por não voltar à vida corporativa, mesmo estando num bom momento de carreira, falo da parte mais difícil que achei dessa decisão. Claro que o fato de eu ter podido estar ao lado de minha filha a cada marco de desenvolvimento dela, não tem preço. Mas a vida não são só flores. Nenhuma decisão na vida é fácil. Tudo tem seus prós e contras. Nesse texto, o que mais senti com a decisão.

Vou te contar uma coisa…
Eu escolhi por livre e espontânea vontade SIM deixar uma vida corporativa que financeiramente valia muito a pena, para acompanhar o desenvolvimento da minha filha e, de alguma forma, em algum momento – sem pressa, ou retomar o que eu fazia ou pensar num novo negócio de casa.
Tá, tive esse privilégio, mas vou te falar: Foi escolha sim, mas não foi fácil não.
A maior dor que sinto na escolha de dedicar-me a uma maternidade mais próxima?
Certamente não foram os fatos de eu foi ter trocado os scarpins pelas rasteirinhas, os terninhos pelas roupas confortáveis em casa, as reuniões cheias de pompa pelo Skype, as análises sofisticadas pelos risos da minha filha pela sala…
Ah mas os olhos que outrora eram remetidos a mim… aqueles que me olhavam admirados. Como doi perceber neles mais nenhuma admiração. Pior que isso: descaso. Como se trabalhar em casa e de casa fosse fácil. Fosse férias. Fosse nada.
Tempo? Esse falta-me muito mas acham que tenho de sobra.
Descanso? Coisa mais difícil é parar quieta com criança em casa, Ainda mais tendo que trabalhar. Mas os olhares soam como se eu estivesse de férias.
Isso me dói e não a escolha.
Não há dinheiro no mundo que pague a alegria de poder estar muito próxima da minha pequena e, de quebra, trabalhar duro para mim, de casa, com algo que amo.
Mas dói-me a não valorização, a sobrecarga e a inveja que sentem daquilo que nunca mais tive – tempo.
Eu não faço nada aos olhos de muitos, mas vivo cansada. Reclamando a toa?!
Das minhas olheiras, rímel borrado!
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
Leia também:
Minha decisão de pausar a carreira promissora para ser mãe em tempo integral

Nívea Patrícia Montenegro
12 de fevereiro de 2017 at 20:44Ana Cecilia Montenegro, lebrei de tu cunhada que trabalha em casa e cuida de dois…
Rozzy Assunção Duarte
12 de fevereiro de 2017 at 20:17Arrasa sempre nos textos Mamãe Plugada!
Giovanna R Pts
12 de fevereiro de 2017 at 19:49Solange Nuzzi
Polyanna Belisario Monteiro
12 de fevereiro de 2017 at 19:35Anderson Monteiro
Juliana Mernick Vieira
12 de fevereiro de 2017 at 19:02Aline Ferreira ❤️
Aline Tessesine Kis
12 de fevereiro de 2017 at 19:02Nossa, me vi!
Marina Senedesse
12 de fevereiro de 2017 at 18:33Thaily lembrei de vc 🙂
Thaily Nagae
12 de fevereiro de 2017 at 20:48Marina Senedesse tem tudo a ver, exceto a parte que me dói o descaso dos outros. Estou feliz por estar perto da minha Bizunga, cheia de ânimo com a nova carreira e cagando para o que estão pensando ?. Mas realmente, nunca a vida foi tão corrida e exaustiva e pensam que estou de boas. ???
Marina Senedesse
12 de fevereiro de 2017 at 20:55Te admiro mto e super concordo com vc! ?
Thaily Nagae
12 de fevereiro de 2017 at 20:55????❤
Náthali Nunes
12 de fevereiro de 2017 at 18:18Depois que fui mãe entendo perfeitamente essa escolha. Queria muito poder ficar com ele.
Catia Do Augusto Fossi
12 de fevereiro de 2017 at 17:48Tambem sou mãe em tempo integral,tenho um menino de 12 e uma menina de 1 ano e 7 meses,estar com eles foi minha melhor decisão.
Já sofri muito com isso,hoje eu mesmo reconheço o meu valor,e quando vem com piadinha,estou pouco me lixando com o pen samento alheio,quem sabe o que é melhor pra mim sou eu.
Há se todas as mamães tivessem esse previlégio.
GilainaYuri Guerreiro
12 de fevereiro de 2017 at 17:03Faço das suas palavras as minhas sem tirar nem acrescentar,essa é a mais pura verdade.