Como optei por não voltar à vida corporativa, mesmo estando num bom momento de carreira, falo da parte mais difícil que achei dessa decisão. Claro que o fato de eu ter podido estar ao lado de minha filha a cada marco de desenvolvimento dela, não tem preço. Mas a vida não são só flores. Nenhuma decisão na vida é fácil. Tudo tem seus prós e contras. Nesse texto, o que mais senti com a decisão.

Vou te contar uma coisa…
Eu escolhi por livre e espontânea vontade SIM deixar uma vida corporativa que financeiramente valia muito a pena, para acompanhar o desenvolvimento da minha filha e, de alguma forma, em algum momento – sem pressa, ou retomar o que eu fazia ou pensar num novo negócio de casa.
Tá, tive esse privilégio, mas vou te falar: Foi escolha sim, mas não foi fácil não.
A maior dor que sinto na escolha de dedicar-me a uma maternidade mais próxima?
Certamente não foram os fatos de eu foi ter trocado os scarpins pelas rasteirinhas, os terninhos pelas roupas confortáveis em casa, as reuniões cheias de pompa pelo Skype, as análises sofisticadas pelos risos da minha filha pela sala…
Ah mas os olhos que outrora eram remetidos a mim… aqueles que me olhavam admirados. Como doi perceber neles mais nenhuma admiração. Pior que isso: descaso. Como se trabalhar em casa e de casa fosse fácil. Fosse férias. Fosse nada.
Tempo? Esse falta-me muito mas acham que tenho de sobra.
Descanso? Coisa mais difícil é parar quieta com criança em casa, Ainda mais tendo que trabalhar. Mas os olhares soam como se eu estivesse de férias.
Isso me dói e não a escolha.
Não há dinheiro no mundo que pague a alegria de poder estar muito próxima da minha pequena e, de quebra, trabalhar duro para mim, de casa, com algo que amo.
Mas dói-me a não valorização, a sobrecarga e a inveja que sentem daquilo que nunca mais tive – tempo.
Eu não faço nada aos olhos de muitos, mas vivo cansada. Reclamando a toa?!
Das minhas olheiras, rímel borrado!
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
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Vivi Arósio Zamberlan
13 de fevereiro de 2017 at 07:55Aline Eduardo Apolinario
Cristina Herrera Felipe Moreti
13 de fevereiro de 2017 at 03:08Marcelo Buzon Moreti
Renata Cristina Fernandes
13 de fevereiro de 2017 at 02:12Muito isso. Tem que ter coragem!!!
Mayara Fer
13 de fevereiro de 2017 at 01:42Amanda Paixão Dal Vitt sobre o que conversamos ontem…
Diana Cavallari
13 de fevereiro de 2017 at 01:39Sandra Helena
Taline Briozo
13 de fevereiro de 2017 at 01:29Melhor decisão da minha vida. Não me arrependo. Hj já voltei a trabalhar. Eles estão adolescentes….Outros desafios….
Katia Nunes
13 de fevereiro de 2017 at 01:29Mãe olha.esse.texto Noemia Jacinto
Erica Medeiros Manuel
13 de fevereiro de 2017 at 01:10Como trabalhar em casa?? Pode orientar?? Eu gostaria muitooooo!!!
Aline Leandro
13 de fevereiro de 2017 at 01:10Melhor escolha!!!
Rita Guedes
13 de fevereiro de 2017 at 01:06Também sinto muitas vezes descaso, por dizer que cuido da minha filha e não trabalho fora.
Não me importo. Sou absurdamente feliz em poder estar junto da minha filha , acompanhando seu desenvolvimento. Dinheiro nenhum paga esse prazer. Um brinde a nós…
Gloria Carvalho
13 de fevereiro de 2017 at 01:10Um brinde e Tim Tim?