Dicas para vestir crianças com conforto e, principalmente, segurança

Que levante a mão quem nunca se irritou com uma etiqueta chata ou uma peça com tecido áspero e pinicante. Ninguém merece passar o dia com um elástico cortando as pernas ou com coceiras por causa da roupa. O cuidado ainda é maior quando a criança ainda não se expressa bem ou então tem a pele sensível.

Eu tenho pele bem sensível. Já investiguei com alergologista, fiz inúmeros exames e nada. Não sei da onde vem alguns vergões que aparecem em mim, do nada. Quem me acompanha no Snapchat Mamae Plugada viu como fiquei esses dias pré ferias. Pode até ser emocional, mas até hoje, nada foi diagnosticado.

Parece que Clara, minha filha de 2 anos de idade, vai pelo mesmo caminho.  Quando bebê, cheguei a comprar uns hidratantes e sabonetes líquidos específicos para peles mais sensíveis.

Depois parou. E, do nada, algumas manchinhas avermelhadas aparecem, após uso de uma ou outra peça.

Esses dias, me disse que não ia mais usar uma peça, alegando dar coceira. Aí então comecei a realmente prestar mais atenção do que já dava nessa historia toda de vestir a criança! Não basta ser bonita, ser infantil, não adultizar a criança: é preciso não incomodar! E as vezes, o obvio para nós, desagrada a pela mais sensível deles!

Algumas dicas para reduzir o estresse, na hora do vestir:

  1. Arranque as etiquetas

    Quando eu era criança, etiquetas de roupas eram minhas inimigas. E elas em guerra comigo na vida adulta. Sabendo que Clara tem a pele mais sensível, por que mantê-las? Eu acabo deixando aquelas que são de tecido mais fino e com toque suave.

  2. Roupas macias

    Não vá apenas pelo que a etiqueta diz. Faça o teste do toque na sua pele. Você perceberá que, num moletom por exemplo, a mesma composição têxtil tem toques mais macios e toques mais grotescos. Eu tive a oportunidade de acompanhar o processo produtivo da Brandili e ver o tanto de vezes que o moletom é amaciado, numa máquina especialmente para deixá-lo mais suave. Quem quiser ver, gravei tudinho aqui:

    https://www.mamaeplugada.com.br/2015/12/fabrica-brandili-textil/

    É necessário saber exatamente o tipo de roupa que procurar antes de comprar:

    • tecidos molinhos e respiráveis (100% algodão é sempre ótima pedida);
    • peças com forros em algodão (como no caso de fantasias e roupas de festa junina);
    • elásticos cobertos, partes metálicas, apliques ou bordados muito bem protegidos na parte em que entra em contato com a pele da criança;
    • Zíperes protegidos com gorrinho para não pegar a pele da criança na hora de vestir;
  3. Ouça seu filho

    Acredite quando ele diz que essa ou aquela roupa está incomodando-o e desapegue. Mesmo estando em bom estado, é hora de pensar em doar ou em passar para frente nesses brechós infantis.

  4. Dê opcões ao seu filho, deixando-o escolher

    Permitindo que a criança escolha, dentre opções pré selecionadas por você, é o jeito mais prático de atender algo que ele goste e de sair mais rápido de casa. Acredite: crianças não querem ficar com as roupas que pinicam!

  5. Não se esqueça do conforto das “roupas de baixo”

    De nada adiante escolher peças super comportáveis e pecar na escolha das meias, calcinhas e cuecas. Certifique-se de que elas são o mais confortável possível! Um dia inteiro com meias com elásticos malignos ou com uma calcinha cheia daqueles babadinhos que parecem lâminas é para acabar com a pela sensível de uma criança.  Prestem atenção também ao elástico das calcinhas/cuequinhas: quando muito apertadas na área da área da virilha pode ser muito doloroso, tadinhos.

  6. Reforçe as “normas sociais”

    É preciso que as crianças entendam o que é estar vestido de forma adequada e inadequada para cada situação. Faça isso conforme for vestindo. Saliente como as outras pessoas estão vestidas quando estiver numa festa, num dia quente ou num dia frio. Esse entendimento evita o estresse do seu filho só querer ficar com o pijama de coelhinho pois é O MAIS CONFORTÁVEL. É preciso que se estimule encontrar o mais confortável perante as opções para aquela ocasião em específico.

  7. Sapatos abertos ou fechados?

    Muito cuidado com calçados. No verão, podem aquecer demais e até “fritar” os pézinhos. Elásticos muito apertados atrás ou chinelos de dedo muito justos podem ser altamente desconfortáveis. Mesmo parecendo super confortáveis, os chinelos de dedo não são ótimos para subir em árvores, por exemplo. É preciso tênis com meia nessa situação, para que o calcado não saia do pé e não ocorram acidentes. No inverno, calcados abertos não são apropriados pois a criança poderá sentir muito frio. Parece “chover no molhado”, mas é preciso entender essas circunstâncias.

  8. Critério na escolha dos pijaminhas

    Passamos grande parte de nossos dias dormindo. Então, nada mais justo que a roupa mais confortável seja a de dormir: desde o pijama até os lençóis e cobertores. Se tudo estiver macio e fofinho, mais confortável a criança se sentirá e dormirá com muito mais prazer. Pijamas muito quentes e em acrílico no inverno (tecidos que não deixam a pele respirar), faz com que as crianças cheguem a acordar até suadas a noite. Tecido de algodão evita esse desgaste noturno, conferindo maior chance de sucesso noturno não só para as crianças, mas para nós mamães também.

Gostaram das dicas? Tem alguma para acrescentar?

 

Um beijo, Marrie

 

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Este post faz parte de um projeto patrocinado pela Brandili (#missãovestirbrandili), escrito de forma totalmente livre e espontânea por mim, de acordo com a missão deles, que é o amor pela criança #publi.

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