Boa tarde queridas,
Sempre recebo muitos recados de vocês leitoras e fico muito feliz em poder participar da vida de cada uma de vocês, mesmo que em forma de palavras. Meu imenso obrigada por tanto carinho.
Num desses recados, recebi uma extensa carta de uma mãe – a qual manterei em anonimato – com o título: “Minha filha não gosta de mim”, onde relatava que a filha de 1 aninho gosta mais do pai do que dela. Ela escreveu com imenso carinho que deixou tudo o que tinha para ficar 24h com a criança e que faz tudo por ela, que a ama com todas as forças. Mas mesmo assim, o motivo para que a criança abra aquele sorriso de iluminar o rosto sempre é o pai e isso lhe dá um pouco de ciúmes.
Assunto delicado, mas natural. Do mesmo modo que sempre achamos que “a grama do vizinho é mais verde”, assim também achamos que os filhos dos outros amam mais suas mães do que os nossos nos amam. Não é generalizando, tá? Mas essa preferencia de crianças por pais acontece em muitos lares, mas poucos abordam o tema.
Acontece pois em ainda grande parte dos lares, a estrutura “mãe função, pai diversão” é latente. Muitos lares tem aqueles pais que saem cedo trabalhar enquanto as crianças ficam o dia todo com suas mães. E mesmo que não fiquem, por mais que a mãe também trabalhe fora, muitos lares ainda sustentam aquela “obrigação da mulher em relação ao lar e aos filhos“. Ou ainda pais separados, onde a guarda é da mãe. Essa pressão faz com que o peso do educar fique mais sobre os ombros femininos, enquanto ao pai sobra tempo de ser “o divertido”, “o arrojado”, “o cara legal, que deixa sujar, pular, que não dá broncas com freqüência”.
Olha não estou falando que todo lar é assim tá? Mas a sociedade ainda está embasada nesses valores de o grupo feminino carregar mais o peso da criação de filhos, então acontece sim na maioria dos lares. Enquanto a mãe está preocupada com o jantar, com a criança não pegar resfriado, com criança não se machucar, o pai tá lá, dando doces fora de hora, correndo na chuva, brincando de arremesso-la para o alto…
Para quem vive isso, uma palavra: “não desanime” e lembre-se disso. Não é que seu filho ama mais o pai do que você ou que ele não te ama.
Aqui em casa sou mais rígida do que meu marido em relação à educação, mas mais light em relação à brincadeiras (ele é mais preocupado). Temos um equilíbrio, mas ainda assim, o pai é aquele que nunca está em casa e, quando está, é motivo de festas.
Quando Clara vê eu e meu marido dançando uma musica, ela vem rapidamente nos separar e já o pega para dançar. Quando ela nos vê abraçados, vem no meio, me tira de lado e ainda diz, enciumada: “não pode, Mamãe”, rsrsrs.
Acho linda a relação de afeto dos dois, mas confesso que as vezes tenho ciúmes, nunca por ele, mas sim por ela, por achar que ela o ama mais (a gente sempre quer ser o mais amado). Porém, isso passa logo, pois sei que quando “o bicho pega”, é a mim que ela chama. Quando tem está doente, pesadelos, e ele vai até a cama dela a acalmar, ela diz: “Não qué papai, qué Mamãe”.
Então queridas, para vocês que tem esse tipo de sentimento, o qual eu mesma já tive, não desanimem e muito menos achem que seus filhos amam mais os pais do que a você.
Nós podemos não ser “o parque de diversões”, mas somos importante fator para felicidade de nossos pequenos. Recordem-se dos posts que falam dos fatores de felicidade para uma criança e vejam que o primeiro já tem ligação com a diversão:
Pode sim haver algum tipo de afinidade maior entre eles (de gostos mesmo), mas isso fica mais para frente, não em bebês. Crianças pequenas gostam de se sentir seguros sim, mas ADORAM uma farra, de diversão, de ser o centro das atenções.
Se for o pai que mais proporciona isso, essa é uma das razões de parecer que ele é o mais amado!

Para rir um pouco…










Um beijo, Marrie

MARCIA
2 de novembro de 2023 at 00:43Um post antigo mas tão atual!!!!
Meu bebê tem 10 meses e não sinto que ele seja apegado a mim.
Quando estou fora da visão e ele me vê, faz uma festa, mas as vezes parece que ele gosta mais do meu esposo.
Hoje ele chorou sentido pq meu marido saiu um pouquinho, ele nunca fez isso comigo. Meu marido fala que é pq nunca fico longe, então ele esta acostumado e tem segurança que estou sempre aqui.
Vejo os bebês das minhas amigas tão agarradas a elas e fico me sentindo rejeitada.
Juliana
4 de fevereiro de 2025 at 19:58Que reflexão maravilhosa, me aliviou! Obrigada!