O QUE eu não esperava sobre a maternidade

“Quando eu descobri que me tornaria mãe, eu imaginava sim que minha vida mudaria. E  muito.

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Eu esperava ter menos horas de sono, que meu casamento pode mudar, que eu iria amadurecer e ser desafiada de formas novas, mas sempre de forma gratificante.

Eu esperava que eu não saberia quase nada do que jurava que sabia, esperava que mesmo sabendo que “básico” de cuidados com o bebê – graças ao curso de gestantes – que tudo seria diferente com o meu próprio bebê nos braços.
Eu esperava que a maternidade seria algo instintivo, e que eu seria o tipo de mãe que iria surtar ao ver meu filho engatinhando e colocando as cacas do chão em sua boca.
Eu não entrei exatamente cega no mundo da maternidade. Mas, agora que sou mãe, por quatro vezes, eu percebo que há muita coisa na minha vida que eu não esperava.
***
Eu não esperava que eu seria capaz de chorar por tudo, virando uma manteiga derretida diante de qualquer tipo de programa de TV, filme ou documentário real com cenas de crime ou a violência, sentindo meu coração quebrar um pouco.
Eu não esperava que eu ficaria acordada à noite orando a Deus, que nem sei ao certo se consigo, por bebês que eu sequer conheço.
Eu não esperava que eu iria lutar com tanto fervor pelos direitos das mulheres, mesmo ainda sentindo que a realidade das mulheres modernas é meio impossível.
Eu não esperava que olhar nos rostos dos meus filhos significaria ver as minhas próprias falhas gritando olhos nos olhos para mim.
Eu não esperava que eu conseguiria pastel fora de uma pastelaria e que arrumaria assim jeitinho para tudo.

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Eu não esperava que passaria dias e dias fazendo papinha e armazenando-as, só para que, aquele dia que eu quisesse sair, não largasse meu bebê com os avós dando sabe lá que tipo de comida não saudável para meus bebês.
Eu não esperava que eu iria questionar quase tudo o que eu faço como uma mãe, mas sei de forma instintivamente profunda, quando algo não está certo para o meu filho.

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Eu não esperava que eu iria questionar se “amor à primeira vista” se aplicaria a mim como uma mãe, e eu certamente não esperava que a primeira onda de amor arrebataria quando da  primeira vez da minha menina em meu peito.
Eu não esperava que eu poderia odiar meu marido por não ter mamas e depois desmaiar vendo-o embalar nosso bebê em seus braços, tudo dentro do espaço de minutos.
Eu não esperava que cada parte mim seria tocado pelo profundo, presente e surpreendente sacrifício que  é  a maternidade”.

Texto lindo de Chaunie Brusie para Babble, traduzido e adaptado pelo Blog Mamãe Plugada.

O QUE eu não esperava sobre a maternidade

Um beijo, Marrie
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