Mentir para criança? NUNCA. Mas Papai Noel Existe?
Oops…
Quem aí vai contar a história do papai noel? Já pensaram se vão falar a verdade ou entrar no espírito natalino com esta “mentirinha”.
Neste post venho com uma boa novidade: apesar de ser consenso entre especialistas de que mentir para as crianças é péssimo para o desenvolvimento delas é também para a vínculo com o cuidador (mãe no caso), quando se trata de contar uma fantasia e fazer com que a criança veja o mundo pelo lado lúdico, mesmo que seja uma mentirinha como Papai Noel, isso pode ser extremamente benéfico para o desenvolvimento da criança, se levado de uma forma natural e não houveram rupturas abruptas nesta fantasia.
Por exemplo, você se lembra de como deixou de acreditar no Papai Noel? Se não se lembra, provavelmente foi um processo super natural e acreditar nessa fantasia te fez bem. Se você se lembra, mas não foi traumático também. No meu caso, foi uma grande decepção, rsrsrs. Eu tinha uns 6 anos, e eu estava na casa da minha avó gritando que tínhamos que arrumar logo a árvore de natal, senão o bom velhinho poderia se esquecer de passar lá! Aí meu tio, que era adolescente na época, me disse “Papai Noel não existe”. Eu me lembro que esbravejei e disse algo do tipo: “como ousa a dizer que ele não existe? Vóooooo, o tio tá dizendo que Papai Noel é de mentira…Ele está mentindo né? Conta para ele!”.
Minha avó suspirou. Um minuto de silêncio para o falecimento do bom velhinho. Minha avó disse: “A vó não sabe mentir. Papai Noel é uma fantasia, uma historinha para o Natal, ele não é real”. Eu chorei muito. Para mim foi traumático e me lembro deste dia com muita perfeição.
Porém, se vocês cuidarem para que “a descoberta” não seja o sepultamento do bom velhinho como foi comigo, estudos indicam ser bem legal para a criança, pois faz com que ela imagine as histórias e comecem a raciocinar criativamente, como se resolvendo problemas, como seria se tudo desse errado no natal. Tipo, já pensou se a fábrica de brinquedos natalinas quebrasse? Se o trenó estivesse na manutenção? Se as renas estivessem doentes? Se você trabalhar a história do papai Noel convidando a criança a entrar nesse mundo, as crianças pensam em soluções e se tornam mais criativas, induzindo-as a entender como o mundo funciona e a criarem ideias novas.
Psicólogos da Universidade de Oregon, fizeram testes com 152 crianças de 3 a 4 anos (estudo original, em língua inglesa, aqui), onde perguntaram as crianças sobre as fantasias que acreditavam. Logo depois, fizeram alguns testes para saber como entendiam o mundo real.
Resultado? Crianças que brincavam e acreditavam mais em fantasias se saíam melhor na hora de entender a expectativa dos outros e distinguir a realidade da ilusão (sabem que um coelho não vai mudar de cor só porque alguém colocou um filtro de cor na frente dele). Elas também entendiam que as percepções dependem do contexto (conseguem entender que as pessoas podem ver uma figura de um jeito diferente se for mostrado apenas uma parte delas).
Outra pesquisa com crianças foi feita depois dessa pela mesma Universidade, mas agora abordaram crianças que possuíam amigos imaginários. RESULTADO: as crianças quanto mais fantasiam, melhor conseguem entender seus sentimentos e emoções.
Ou seja, a questão não é mentir ou não, mas sim criar cenários lúdicos, entrar dentro dele com sua criança e fazer com que ela dê asas a sua imaginação. E cuidar para que a quebra deste mundo lúdico não seja abrupta, mas um processo natural de saída de infância para preparo para um mundo jovem.
Fonte: Slate.com e SuperInteressante



Silvana Barros
25 de novembro de 2016 at 01:31Acredito que devemos alimentar a imaginação, sim! Porém jamais se esquecer do real significado das datas comemorativas. Não seria legal acreditar em papai noel e nem saber da importância do aniversariante que é JESUS!
Andréa Duarte Rodrigo
25 de novembro de 2016 at 01:25Falo desde sempre para os meus filhos que Papai Noel é uma invenção dos homens, que é uma pessoa que coloca uma fantasia e que não te traz nada se não for dado por Deus!!!
Luciana Ferreira
25 de novembro de 2016 at 01:19Aqui em casa a minha pequena acredita em ,fada do dente e por aí vai, acho que tudo tem seu tempo de descoberta, fantasia o lúdico toda criança precisa… E como já disse tudo tem seu tempo!!! adorei o texto
Si Biscaro
25 de novembro de 2016 at 01:14Papai Noel não existe????
Mentira suuuaaa, la la la laaaaaaaaa…..
Mamãe Plugada
25 de novembro de 2016 at 01:29Quer saber? Eu queria acreditar até hoje… Tão bom viver numa fantasia infantil, rsrs
Si Biscaro
25 de novembro de 2016 at 10:35Marrie!!!
Acredite!! Você está tendo uma nova oportunidade pra isso.
A magia do Papai Noel. A cartinhas no começo com desenhos e depois escritas, a espera ansiosa, a arvore cheia, cheiro de infância….
Eu ñ tive muito isso, mas fiz questão que meu filho tivesse. Os olhos dele brilhando, quando Papai Noel, na noite de Natal, apareceu magicamente na cozinha, ñ teve preço!!!
E ñ teve nenhum trauma depois que descobriu.
Aliás, é ele quem faz a decoração aqui em casa.
Mamãe Plugada
25 de novembro de 2016 at 15:15Que delicia!!! Eu super apoio qualquer fantasia infantil! Que tempo bom!
Si Biscaro
25 de novembro de 2016 at 18:40Coelhinho da pascoa, fada dos dentes!!! Amoooo
Grace Rodrigues
24 de novembro de 2016 at 23:22Vou fantasiar sim! Com o tempo e a idade naturalmente vai questionar e aprender. Até lá, quero que curta a fantasia, sonhe, vibre, ganhando uma meia ou uma coleção de lindas bonecas, mas foi Papai Noel quem trouxe
Mamãe Plugada
25 de novembro de 2016 at 17:19Sou dessa mesma opinião…
Cristina Aguiar
24 de novembro de 2016 at 22:58Falo sobre o nascimento/ aniversário de Jesus… Enfeitamos a casa pra Ele e, depois falo que ela pode escolher um presente, o papai e mamãe compram e o papai Noel vem de longe pra entregar a ela…
Fernanda Gaspar Stelet
24 de novembro de 2016 at 21:50Eu escolhi não mentir.
Adriana Costa
24 de novembro de 2016 at 21:53Muito bem.
Rodrigues Fernanda
24 de novembro de 2016 at 21:14Querida prima Daniela Amaral, sempre que leio posts sobre o Natal é impossível não me lembrar que você acabou com a minha infância, ao me revelar aos míseros 4 anos, em uma fala fria, madura e realista: Nanda, papai noel não existe! Ahahahahhaha quase fiz terapia!!!
Mamãe Plugada
24 de novembro de 2016 at 22:28Ahahahahsha…. meu tio revelou-me assim tb, bem radical ????
Rodrigues Fernanda
24 de novembro de 2016 at 23:54Mamãe Plugada ahahahahah traumas de infância
Daniela Amaral
25 de novembro de 2016 at 13:00Nanda querida, não me lembrava disso não. Mas você tem toda razão. Não farei mais isso com nenhuma criança. Mas importante dissociar o natal e o Noel da festividade comercial. Lembro do Natal na casa da sua vó Ercilha como uma das ocasiões mais calorosas e ansiosamente aguardadas da minha vida. Sofri muito com o materialismo do meu pai e a precocidade da minha adultice. Não façamos isso com as nossas e as outras crianças. beijo
Rodrigues Fernanda
25 de novembro de 2016 at 15:09Lindaaaaa Daniela Amaral!!! Nossos Natais eram sempre regados a muita alegria e magia, não me recordo de nenhum presente, mas na memória não somem a lembrança doce, o cheiro do Pinheirinho e a presença da família…❤️❤️
Fernanda C. Tessaro Deschamps
24 de novembro de 2016 at 20:23Ótimo texto! Eu deixo meus filhos entrarem em todas as fantasias, sim! Acho ótimo, saudável e acredito que tudo tem seu tempo. Ontem mesmo, meu filho de 5 anos perguntou se o Papai Noel era um adulto fantasiado. Ao invés de responder, eu perguntei o que ele achava sobre isso. Ele respondeu que o Papai Noel é de verdade. Eu só respondi que se ele acredita é só o que importa. Mas, claro que já notei que em breve ele mudará de opinião.
Janaina Leilane
24 de novembro de 2016 at 19:54Perfeito o texto, eu não lembro quando passei a acreditar que papai noel não existe, mais eu lembro que adorava acordar no natal e ver uma lancheira de docinhos que o papai noel havia deixado… e meu filho hoje tem 2 anos e 4 meses e ele conhece o papai noel e ninguém nunca ensinou… Quando conto historias pra ele dormir ele sempre conta histórias depois e adoro ver que mesmo tão pequeno ele consegue imaginar muitas coisas, ele cria as histórias na cabecinha. Acho muito lindo.