Psiu, nova Mamãe: eu sei o que você está passando… Mas já te adianto: isso passa!
E outras preocupações virão, como tudo na vida muda. E você perceberá ter de encontra-se como uma nova mulher para lidar com os novos dilemas da maternidade.
Eu posso estar aqui hoje vivendo a maternidade mais plena, mas nem por isso eu não sei o que você está passando. Já passei por isso.
Ei, você mesma que está aí com uma olheira enorme, as costas curvadas de tanto carregar o bebê o dia todo, o corpo pedindo por um banho ou uma simples ida ao banheiro a sós…
Eu sei o que você está passando.
Não é porque hoje estou aqui, lutando pelos meus ideiais novamente, vaidosa, me cuidando que sempre estive nessa paz com a maternidade!
A grama do vizinho sempre parece tão verde visto da janela dos nossos olhos, né?
Mas eu também tive um choque ao ser mãe, mas não no sentido de dor, mas de anestesia. E, paralisada, muito tempo só vi minha filha na frente: eu garantia a ela a papinha que eu mesma fazia, eu mesma a trocava, a banhava, a acalentava, a alimentava,… Não tive e não quis ajuda com ela, quando veio ao mundo.
Esqueci-me da mulher, da profissional, da esposa, da filha, da neta, da amiga, da colega e daquela mulher cheia de vida e planos que era.
Mas pensa que eu me dava conta disso?
Não dava. Eu me sentia plena cuidando de tudo. Com olheira preta nos olhos e o coração transbordando cores. Com um cansaço absurdo, mas morrendo de amores.
Mesmo fazendo das baladas de antes, as noitadas acordada, preocupada com cólica, febrinhas e afins. Dos jantares românticos, passei a apreciar o resto das papinhas. Dos risos descontraídos nos happy Hours por risos das gracinhas da bebê.
“Quem precisava de baladas, happy Hours, jantares românticos quando se tinha o mundo nas mãos, através de um pacotinho?”, pensava eu, feliz e cansada, num cenário onde tudo ruía: casamento, carreira, vida social.
Enquanto ela achava ser parte de mim, correspondi entregando-me de corpo e alma para ela. E sinceramente, não dei valor para o resto. Hoje eu percebo. Naquele momento, nem me tocava.
Até que minha bebê se desenvolveu, quis criar sua própria personalidade e passou a me desafiar. Não por mal, mas para afirmar o novo eu dela em formação.
Naquele momento, não éramos mais a mesma, e ela mesma me deu o toque implícito para despertar.
Agora ela não precisava mais de uma mãe que vivesse por ela: ela precisava de uma mãe inteira, uma mulher forte e acima de tudo humana, sendo assim, incapaz de dar conta de tudo.
Mostrando-me humana, minha pequena se sentiria mais livre para errar também.
Mostrando-me amor próprio, eu ensinava a ela que antes de tudo, ela também precisaria aprender a se amar.
Isso não quer dizer que fique na academia 24h por dia. Muito pelo contrario. Mas hoje, consigo equilibrar. Meu tempo, tempo com a minha filha, tempo com meu marido, tempo para meus projetos pessoais.
Então você, que me vê aí em paz comigo mesma e se pergunta “como ela consegue?”, saiba que também já vivi o que você agora vive.
E que tudo nessa vida passa!
Não tema entregar-se sim à maternidade plena enquanto precisar disso (mulheres sabem quando é hora de ir e vir na maternidade, nosso instinto é porreta nisso), mas esteja aberta para perceber os sinais de quando já está na hora de voltar.
Não a mesma. Mas outra. Em corpo e alma metamorfoseados. Mas assim, mulher! Uma nova e linda mulher.
Tudo na sua hora. Um dia ainda olharemos para tras com saudades, acredite.
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
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Luciana Kanashiro
11 de fevereiro de 2017 at 00:39Otimo texto!! Lílian Coelho Pereira
Priscilla Bousquet
10 de fevereiro de 2017 at 20:15Ótimo texto agora que estou me encontrando de novo!Como demorou!Que processo!
Wahine Menuzzi
10 de fevereiro de 2017 at 18:40Bruna Evelyn
Mônica Simas
10 de fevereiro de 2017 at 18:38Bianca Lopes
Bianca Lopes
11 de fevereiro de 2017 at 05:05Obrigada Mônica Simas ??❤?
Karin Pazzini
10 de fevereiro de 2017 at 18:15Kessy Pazzini e Rose Belver Ricci
Rose Belver Ricci
11 de fevereiro de 2017 at 01:09Amei ❤️❤️❤️❤️
Acho que estou nessa fase….
Ariane Degaspari
10 de fevereiro de 2017 at 17:19Mônica Fernanda leia Mo!
Mônica Fernanda
10 de fevereiro de 2017 at 17:42Amei ❤️
É reconfortante saber que esse desespero vai passar ???
Thais Rocha
10 de fevereiro de 2017 at 17:14Vanessa Amaral
Vanessa Amaral
10 de fevereiro de 2017 at 18:10Obg amiga
Gabrielly Fornazier
10 de fevereiro de 2017 at 16:53Patricia Melo Cyça Pires ❤
Adailane Rezende
10 de fevereiro de 2017 at 16:23Nossa esse texto veio em um momento que estava precisando, hoje estou me sentindo exausta, e me perguntando qdo terei um tempo pra mim, pra me olhar no espelho. Mas sei q vale a pena, e só mesmo por nossos filhos somos capazes de esquecer até mesmo de nós.
Juliana Bezerra
10 de fevereiro de 2017 at 16:22O primeiro aninho é extremamente difícil, mas depois dessa fase é só alegria