Saiba nesse post como apresentar a páscoa às crianças de uma forma bastante infantil, mas cheia de significado, longe do sentido apenas consumista que mídia não somente nos propõe, mas também influenciam nossas crianças via Youtubers.
Assim como o Natal, data em que celebramos o marco do nascimento, a Páscoa já teve toda uma comemoração de longa data, como no Natal em que há árvores, enfeites, preparação…
A Quaresma já, ao contrário, tem se perdido, talvez por ser mais fácil falar de nascimento do que de morte, principalmente quando se trata de crianças.
Porém, a Páscoa tem sua magia e quando vivida com significado, é muito rica na educação das nossas crianças: o ovo traz o significado da vida, o coelho traz a lembrança da bondade, calor e fecundidade. Ovos botados por coelhos obviamente não existem, mas são símbolo do sobrenatural, fruto de uma força criadora que não tocamos: da fé em uma força maior a todos nós.
O Coelho então pode ser o símbolo desse bom Deus, independentemente de qual é o seu. E, nesse sentido, como no texto que recebi da escolinha #Waldorf que a Clara frequenta: “feliz da criança que não vê o coelho em pessoa escondendo seus ovos, assim como não vê com os próprios olhos Deus fazendo suas obras”. Dessa forma, faz todo o sentido esperar o dia da Páscoa, para que a criança veja as patinhas do coelho pela casa e veja uma surpresa e não simplesmente levá-la ao supermercado para que escolha qual prefere.
A criança crendo no Coelho, crê na fé que ele representa, na existência do invisível, reveladas pelos lindos e saborosos ovos. E é por isso que elas ficam tão felizes por essa crença na Páscoa, adoram os Coelhos, os ovos! Adicionalmente, ao saborear os ovos, sentem-se felizes por que comungaram com Deus, vivenciando a Páscoa de uma forma infantil, como ela deve ser.
Nas escolas Waldorf, por muitos dias os professores contam uma história de vários irmãos coelhos que tentam levar ovos das mais variadas cores para as crianças, porém só um coelho, o verdadeiro Coelho da Páscoa – aquele que tem as virtudes para tal – é que consegue ultrapassar as barreiras e entregar o OVO AZUL no dia da Páscoa.
Clara está esperando por esse ovo azul, e já pintou com aquarelas as cascas de ovos para enfeitar a casa para o VERDADEIRO Coelho.
Lá na escola, eles nos orientam a fazer e/ou comprar ovos de chocolates, retirá-los de suas embalagens originais, embalá-los com celofane azul e deixá-los no dia da páscoa num local onde patinhas de barro estejam em volta, representando que o Coelho veio da Floresta e esteve por ali.
E vocês? Como estão vivenciando a #Páscoa com a criançada?
Ah, para quem quiser a história que contam nas escolas Waldorf, segue:
“O Coelho da Páscoa
Era uma vez um pai coelho da Páscoa e uma mãe coelho da Páscoa que tinham sete filhos. Ao aproximar-se a época da Páscoa, eles resolveram testar os coelhinhos para ver qual deles era o verdadeiro “coelho da Páscoa”. A mãe pegou uma cesta com sete ovos e pediu para que cada filho escolhesse um para esconder.
O mais velho pegou o ovo dourado e saiu correndo por campos e montes até chegar ao portão da escola, mas deu então um salto grande e tão apressado que caiu de mau jeito, quebrando o ovo. Esse não era o verdadeiro coelho da Páscoa.
O segundo escolheu o ovo prateado e pôs-se a caminho. Ao passar pelos campos encontrou a raposa. Esta queria o ovo e pediu-o ao coelho. Ele não quis dar. A raposa prometeu-lhe uma moeda de ouro, conseguindo assim que o coelho a seguisse até a sua toca. Chegando lá, a raposa escondeu o ovo, e com cara feia, mostrou os dentes como se quisesse comer o assustado coelhinho que saiu correndo o mais que pôde. Esse também não era o coelho da Páscoa.
O terceiro escolheu o ovo vermelho e pôs-se a caminho. Ao atravessar o campo encontrou-se com outro coelho e pensou: ”Ainda tenho muito tempo. Vou lutar um pouco com ele”. Os dois coelhos lutaram e rolaram tanto pelo chão que amassaram o ovo. Também esse não era o verdadeiro coelho da Páscoa.
O quarto pegou o ovo verde e pôs-se a caminho. Quando passava pela floresta ouviu o chamado da pega (uma ave que leva objetos cintilantes para seu ninho) que, pousada no galho de uma árvore, gritava: “Cuidado! A raposa vem vindo!” O coelho assustado olhou à sua volta procurando um lugar para esconder o ovo. –“Dá-me o ovo que eu o esconderei em meu ninho”, disse a pega. O coelho deu-lhe o ovo, mas percebendo que não havia raposa alguma, quis o ovo de volta. A pega respondeu maldosamente: “O ovo está muito bem guardado no meu ninho. Venha buscá-lo se quiseres”. Esse também não era o verdadeiro coelho da Páscoa.
O próximo escolheu o ovo cinzento. Quando ia passando pelo caminho chegou a um riacho. Ao passar pela ponte viu-se espelhado nas águas. Ficou tão encantado com sua própria imagem que se descuidou do ovo, indo este se espatifar numa pedra. Esse também não era o coelho da Páscoa.
O outro coelhinho escolheu o ovo de chocolate e pôs-se a caminho. Encontrou-se com o esquilo que lhe pediu para dar uma lambida no ovo. – “Mas este ovo é para as crianças”, disse o coelho. O esquilo insistiu tanto que o coelho deixou que ele desse uma lambida no ovo. O esquilo achou-o tão gostoso que o coelhinho resolveu dar também uma lambidinha. Lambida vai, lambida vem, os dois acabaram comendo o ovo. Esse também não era o coelho da Páscoa
Chegou então a vez do mais jovem. Ele escolheu o ovo azul. Quando passou pelo campo, veio-lhe ao encontro a raposa, mas o coelho não entrou na conversa dela e continuou o seu caminho. Mais adiante encontrou o outro coelhinho que queria lutar com ele, mas ele não parou. Continuou caminhando até chegar a floresta. Ouviu os gritos do pega: -“Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho não se deixou enganar e continuou o seu caminho. Chegou então ao riacho e cuidadosamente atravessou a pinte sem olhar para sua imagem refletida na água. Encontrou-se mais adiante com o esquilo, mas não lhe permitiu lamber o ovo, pois este era para as crianças. Chegou assim até o portão da escola. Deu um salto nem curto nem longo demais, chegando ao outro lado sem danificar o ovo. Procurou um esconderijo adequado no jardim da escola onde guardou cuidadosamente o ovo. Esse era o verdadeiro “Coelho da Páscoa”!
(Texto extraído da revista NÓS, da escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo – Época de Páscoa 2006)”
Leia também:
Batata cozida coberta de purê de cenoura: Entradinha leve para servir na Páscoa!








Marrie Ometto
20 de abril de 2019 at 10:12Muito obrigada pelo carinho!
Marrie Ometto
20 de abril de 2019 at 10:12Fico tao feliz em saber, muito obrigada por vir aqui me contar!
Joyce
4 de abril de 2019 at 07:44Bom dia!
Queria te agradecer pelo conteudo. Minha filha estuda em uma escola alema fora do Brasil, o que dificulta muito a nossa compreensao da cultura e de tidas as tradicoes, e sua pagina me ajuda muitissimo!
As criancas estao ansiosas pela busca aos ovos, ja os pintaram e fizeram biscoitos para os festejos.?
Dieta low carb receitas
28 de setembro de 2018 at 16:52Que fofo, adorei suas dicas, meus parabéns pelo conteúdo!