Sobre viajar com criança, respondendo à perguntas sobre o porquê sempre levo minha pequena: A família, antes com dois membros, agora são três.
Dentro do meu metamorfosear logo que me tornei mãe, nos meandros dos encontros e desencontros comigo mesma, na busca da maior conexão possível com o desconhecido maravilhoso – minha bebê – confesso que vivi algumas intensas desconexões em minha vida, inclusive a ponto de desaparecer por um tempo.
Muitas coisas que eram tudo, deixaram de ter razão de ser, prioridades foram rearranjadas e algumas vezes até revisadas à categoria do fútil pos metamorfose. As coisas precisavam se rearranjar. Tudo mudou. O casamento, mesmo lendo tanto antes de Clara nascer, mudou também. Passamos por baixos, mais baixos, subsolos onde a desconexão é altíssima, mas sabíamos do percurso. Então, como um soldado em uma batalha esperada, continuamos seguindo. Cansados, exaustos, mas aguardando o momento da calmaria, onde a reconexão seria novamente possível de ser estabelecida.
Por isso acho bem ler coisas reais ainda quando grávidas. Esperar pelo que PODE passar é um plano de fortaleza.
Muitas pessoas me diziam: vão viajar só vocês dois. O casal precisa disso. Saiam mais juntos. Tenham o momento a dois de vocês.
Confesso que concordo demais, o casal precisa sim do tempo deles, mas ouvi e li demais sobre os primeiros 1000 dias, não quis deixar minha filha de menos de 2 anos longe de mim por mais de um dia. Meu marido concordava. Seriam 1000 dias planejadamente focados nela como prioridade, lembrando que estávamos nessa juntos, mesmo com uma desconexão temporária. Aprendemos juntos a passar por isso.
Hoje Clara já tem mais de 2 anos e meio. Eu e meu marido estamos cada vez mais reconectados, estamos nos redescobridora pós filhos. Já poderia deixá-la para uma viagem a sós?
Sim, claro! Seria muito saudável para nós dois, até para ela, ficar um pouco com as avós… Mas acontece que aprendemos a nós reconectar da forma que somos hoje: uma família e ainda não estamos a fim de deixá-la, pois a saudade dela, certamente será maior que nossos bons momentos a sós. Digo hoje. Pode ser que a gente mude. Mas vivemos felizes os 3 para cima e para baixo. Hoje o número 2 nos soa estranho, falta algo em nós. Curtimos as atividades com ela e ensinamos a ela que nós também precisamos do nosso tempo, seja quando eu vou a uma massagem (e ela fica com o pai) ou quando ele vai para uma partida de vôlei (e ela fica com a mãe). Ensinamos a ela que ela tem o horário dela de dormir, e mesmo nas férias, por mais que seja mais maleável, não é festa da mãe Joana! Rotina dela nos proporcionou criar a nossa rotina a dois é o hábito de ela nos ver fazendo coisas pra juntos, ora curtindo com ela, criou um hábito saudável de respeito mútuo aos entes da família.
Hoje jogamos tenis aqui no hotel, em nossas férias… Ela ficou um tempão se divertindo pegando as bolinhas e, quando cansou, correu para o carrinho, pegou o celular do pai e ficou assistindo seu desenho preferido. Jogamos mais de 2h. Um tempo nosso abençoado por ela. Quando imaginei que teríamos isso? Nunca! Mas hoje posso afirmar: tudo se encaixa!
Como mãe de primeira viagem posso dizer que vivi dois anos em uma montanha russa em minha vida: meu emprego de 10 anos deixou de ter razão de ser, meu casamento se abalou, eu desapareci… Mas hoje sou extremamente feliz escrevendo, meu casamento é mais forte e maduro e eu estou reaparecendo… Toda essa metamorfose abençoada ao fato de agora conhecermos o maior amor do mundo!
Assim está acontecendo conosco… Não se por quanto tempo, não sei se é o certo, tampouco julgo quem faz diferente…Mas é nosso jeitinho de ser feliz que “arrumamos para hoje”, rsrsrs.
Um beijo, Marrie
Leia também:
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/04/viagem-para-a-ilha-da-maternidade/
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/02/casamento-pos-filhos-cade-a-nossa-conexao/
https://www.mamaeplugada.com.br/2015/05/importancia-dos-primeiros-1000-dias/

Raisa N'Zinga Carreiro Branco Santos
31 de agosto de 2016 at 02:42Demorei p conseguir sair só, faltou uma parte de mim quando isso aconteceu, mas ao meu ver (minha realidade) eu preciso não esquecer como é ser 2, pois eles crescem e acho q se for muito apegado a dor da partida será muito forte, então faço sim programação só eu e meu marido, estava programando uma viagem a 2, mas infelizmente aconteceram alguns imprevistos e isso será adiado. Adoro a nossa vidinha a 3, amo quando estamos nos 3 juntos, mas as vezes o casal precisa estar só os dois (pelo menos p mim). Ela já está c 4 anos, e pretendo fazer essa viagem ano q vem.
Cintia Braun
31 de agosto de 2016 at 01:32Fausto Cazorla
Fausto Cazorla
31 de agosto de 2016 at 01:44Éhhh!
Renata Galvao
31 de agosto de 2016 at 01:21Thiago Queiroz bem nós!
Thiago Queiroz
31 de agosto de 2016 at 02:41Verdade!?