Do que uma criança precisa?
Arrisco dizer que aquilo que – nós adultos – geralmente consideramos muito pouco.
Uma tampa de panela, uma colher, vira música em um tambor.
Livros são verdadeiros transportes para o mundo lúdico, transportando a criança para um certo local imaginário. Potes de sorvetes vazios viram objetos de empilhar.
Uma caixa tem inúmeras possibilidades, e quem inventa moda é a gente, de enfeitar, fazer casa ou fogão, pois para eles, entrar e sair da caixa, guardar coisas nela é onde mora a graça, independentemente do design que damos.
Observando isso, me pergunto: em que momento deixamos o ter se sobressair ao ser?
Em que momento equilibramos essa balança, ou até mesmo, em alguns momentos, a pensemos para o outro lado?
Ok, todos temos que trabalhar, sobreviver num modo operante que implica no ter mesmo (capitalismo), mas vamos aproveitar que está chegando o dia das crianças e reavaliar , e se possível, calibrar esta balança.
Vamos usar o dia das crianças não apenas para enfiar em nossos filhos a cultura do TER, enchendo-os de presentes caros.
Mas vamos olhar para nossas crianças e nos enxergar, como crianças, no passado. Vamos resgatar um pouco da nossa pureza, e trazer para nossas crianças, o que elas mais precisam no dia das crianças delas: a nossa presença e afeto!
Uma boa noite a todos!
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas

Foto Lidi Lopez
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