Reflexões sobre a nova linha dos Contos de Fadas: Malévola

A minha infância foi toda inundada pelos contos de fadas da Disney. Assisti a todos os desenhos e até sei de cor grande parte da trilha sonora…Era simplesmente encantada por aquele mundo de magia e perfeição.

Conforme fui crescendo, me decepcionei um pouco com o maniqueísmo forçado de suas histórias: sempre um vilão, um príncipe salvador da pátria, um amor perfeito, compunham todas as histórias… Até que hoje, sim só hoje, assisti #Malévola e fiquei encantada com o amadurecer dos contos Disney! Malévola foi uma criança de coração doce, puro e ingênuo, mas que foi enganada e traída pelo seu melhor amigo. Isso gerou nela um imenso sentimento de vingança, que a levou a atos que mais a fizeram sofrer do que nunca. Angelina Jolie brilhantemente representa este papel, mostrando que nenhuma pessoa pode ser só vilã ou só mocinho. Que todos são genuinamente bons (vide a pureza das crianças), até que algo de muito ruim, uma maldade lançada a si te tire do seu caminho e te faça cometer atos ruins. Desta forma, ninguém é de todo ruim, e sim é passível de arrependimentos e de se tornar uma pessoa ainda melhor! Palmas para este filme, que nos livra do “fulano é do bem”, “fulano é do mal”… Todos nós temos todas as facetas do mundo dentro de nós, cabendo única e exclusivamente a nós mesmos, através do livre arbítrio, definirmos o que predominará em nossos atos! E é exatamente isso que quero passar para a Clara! Que temos tudo dentro de nós! Basta escolher o que domar e o que florescer!
Um beijo, Marrie
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