Resenha livro para bebês – “Achou?”

“Achou?”, livro infantil pensado para a primeira infância (pra ler até pro bebê, inclusive) traz um convite à brincadeira e às descobertas a cada nova página, com muitos bichinhos da fauna brasileira.


Ué, para onde está indo o jacaré? O sol já chegou, mas tem um urso que não acordou? Se os elefantes querem saber quem comeu o bolo sem ninguém ver, então é hora de chamar o bebê!

Em Achou?, frases rimadas e divertidas convidam os leitores a investigar as imagens para descobrir o que está escondido na narrativa visual da autora, a premiada ilustradora Aline Abreu. A cada dupla de páginas, o leitor encara um novo desafio, e ao longo do livro ele tem que encontrar um bolo que algum elefante comeu, um cachorro sem osso, um pinguim atrasado, a formiga mãe que se perdeu de sua filha… Rimas e jogos de achar para bebês e crianças pequenas


A linguagem literária de Achou? trabalha recursos narrativos, temas e gêneros que interessam muito o leitor na primeiríssima infância, de zero aos três anos, e que se comunicam bem com essa faixa etária.

“Achou? foi um livro que nasceu pensando nos bebês. Pensei nessa recepção dos bebês e aí, sim, [fiz] a escolha por um texto o mais sonoro possível, e com essa brincadeira de procurar e encontrar, super [recorrente] dessa faixa [etária]”, tanto  em livros, quanto no cotidiano das crianças, conta Aline Abreu.

A proposta de explorar o livro de diversas formas, interagir com ele e brincar é parte do que a autora considera boa literatura para a primeiríssima infância.

“O que eu busco é um livro que promova uma exploração – seja tátil, visual, auditiva (pela sonoridade do texto) – e que tenha uma proposta que vá engajar a criança. Ela entende que ali tem uma proposta para uma brincadeira, para um jogo que tem uma regra, que vai ser apresentada para que ela possa participar ativamente dessa leitura”, comenta Aline.

As cores e os traços aguçam o olhar curioso, e levam a uma observação mais demorada, disposta a descobrir não só o que está sendo proposto no texto, mas o que está sob as camadas de sentido que a narrativa entrega. 

A autora conta que foi deixando algumas “surpresas” nas cenas para próximas leituras e para possibilitar uma investigação da narrativa ao longo do tempo. 

No final do livro, Aline Abreu faz um convite bem-humorado para a repetição da leitura, outro ponto comum na mediação para bebês e crianças pequenas, que sempre gostam de reler muitas vezes trechos e obras.

As letras são em caixa alta, muito boa para as crianças aprendendo a ler, que sentem dificuldades em letras diferentes.

Minha filha Clara achou divertido o livro, apesar de, pra idade dela, já ser muito óbvio o encontro dos bichinhos. Ela tem 7 anos, foi alfabetizada ano passado e já lê muito bem.

Lucca, meu bebê de um ano e dois meses, também se divertiu. Ideal para ler para ele, que usará muito o livro.

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Um beijo, Marrie

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