Será que a ordem de nascimento dos filhos interferem em seu QI ou personalidade? O dito popular, assim como Alfred Adler e Frank Sulloway, afirmam que em geral os filhos mais velhos são mais responsáveis, os mais novos mais mimados e preguiçosos e os filhos do meio mais “esquecidos” e conciliadores. Mas serão essas imposições populares verdadeiras?
Pensando em responder essa pergunta, pesquisadores da Universidade de Illinois estudaram 377 mil alunos do ensino médio para descobrir a influência da ordem de nascimento sobre a personalidade e inteligência das pessoas e chagaram a conclusão de que primogênitos tem, em média, um ponto a mais de QI do que o resto das crianças da família. Eles detectaram também que geralmente os filhos mais velhos são mais extrovertidos, responsáveis e simpáticos.
Pausa para avaliar os testes de QI: muitos pesquisadores afirmam que estes testes só determinam a capacidade que alguns seres humanos têm de responder testes de QI. Confuso, né? Rsrsrs… Vou explicar. Imagine que uma pessoa estude focadamente para vestibular da Fuvest, treino todos os seus testes passados e questões dissertativas de segunda fase. Essa pessoa não entenderá só a matéria, mas entenderá como a banca pensou ao fazer uma questão e não cairá tão facilmente em “pegadinhas”. Talvez essa pessoa passe com louvor na Fuvest e não entre em outras. Assim é o teste de QI. Tem gente que tem habilidade para responder aquele tipo de questão, estudando ou não para ele. Mas há uma vasta gama de capacidades intelectuais que este teste não cobre. Portanto, a cada dia mais este teste é questionado (leia mais aqui).
Além disso, as diferenças de QI e personalidade encontradas no estudo foram tão pequenas que quase não se nota numa conversa frente à frente com os irmãos. Isso foi conclusão dos próprios psicólogos de Illinois.
Portanto, apesar dos resultados apresentarem “certa vantagem” aos mais velhos, elas mostram que isso fica muito no campo científico, nada que possa ser observado a olho nu, longe dos laboratórios, rsrsrs…
Além disso, livro “A Ciência dos Bebês” fala que estudos recentes levam a entender que a inteligência é resultado da capacidade humana de memória e improvisação. E isso, em bebês, pode ser estimulado ou observado através dos seguintes dotes intelectuais: desejo de explorar, auto controle, criatividade, comunicação verbal e decodificação da comunicação não verbal. Abordarei este vasto tema em outro post, pois é muito interessante.
Por hora, apenas deixo minha opinião de que, se a inteligência é especialMente identificada por pontos totalmente estimuláveis e, se tivermos dedicação integral e de igual forma aos demais filhos, não haveria mesmo o porque essa vantagem perceptível ao primogênito.
Um beijo, Marrie
Leia também: Como as crianças aprendem.


Christiane
11 de fevereiro de 2016 at 13:58Por isso e sempre bom uma avaliação neuropsicologia e não só teste de QI junto com a avaliação emocional.
Meu primogenito e super esperto e inteligente, destaca-se na escola. Vamos ver/acompanhar a caçulinha. Ainda são só 10 meses, mas se mostra muito ligeira.
Mari ... Arte de ser Mãe
27 de janeiro de 2016 at 09:50Só sei de uma coisa, meu primogênito é super estudioso não me da trabalho na escola, sempre as melhores notas, agora meu caçula não que nem saber de estudar… rsrs
amandinha
23 de janeiro de 2016 at 00:03Adoro a sua sua gengiva! Como faço para ter uma igual?