“Se a criança é capaz de se entregar por inteiro ao mundo ao seu redor em sua brincadeira, então em sua vida adulta será capaz de se dedicar com confiança e força a serviço do mundo.” (Rudolf Steiner)
É natural sentir medo diante do desconhecido e essa é uma defesa humana para a sobrevivência. Mas como tudo na vida, o medo também precisa ter seu tempero dosado: o medo em demasia nos priva de prazeres na vida e medo de menos nos coloca em risco. O equilíbrio disso tudo nos proporciona a ousadia de sermos quem somos, de criarmos, inovarmos e podermos colher os frutos daquilo que se produz quando o medo é superado.

Ontem a pequena Clara (5 anos) quis ir na Tirolesa, foi até lá, colocou os equipamentos de segurança, viu o pai descer na frente e, na hora, começou a chorar. O choro não foi apenas de medo, mas de frustração, tanto é que ela não queria descer, mas também não queria tirar os equipamentos. Ela não estava admitindo que na briga com o medo, ele vencera.
Conversei muito com ela sobre isso, que ela não era obrigada a pular daquela altura e, mesmo estando segura, não são todos que curtem isso. “Mas eu quero tanto, mas dói a minha barriga” ela dizia. O medo lhe causa dores na barriga.
Meia hora de conversa, a convenci em meio às lágrimas a tirar os equipamentos, mas a ideia não saira de sua cabeça. Ela passou a noite toda falando que no dia seguinte iria fazer o esporte radical.
No dia seguinte, ela acordou já bastante determinada: “hoje eu vou!”. E sim, ela foi. Sorrindo, abriu até os braços durante a queda. E ainda foi mais 2x, extasiada com a experiência.
Quanto orgulho para nós pais vermos esses pequenos aprendendo a conhecer as próprias emoções, limites e também a, por si próprios, superá-los. Transcende o esporte radical em si, hoje o que ela vivenciou foi uma verdadeira experiência de auto-conhecimento.
Por @MarrieOmetto#reflexoesplugadas
Foto no @canabravaresort, que delícia de experiências!









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