Tecnologia deixa de ser vilão infantil, segundo Academia Americana de Pediatria

Lembram daquela conversa de que oferecer TV, Ipad ou celulares para menores de 2 anos seria um treinamento intensivo para “mini zumbis” soltos pelo mundo?

Brincadeiras a parte, parece que este paradigma vem sendo quebrado…Pelo menos é que vem sendo discutido pela  Academia Americana de Pediatria (AAP), que anuncia que é hora de repensar algumas das nossas convicções sobre o uso da tecnologia, especialmente para crianças menores de dois anos.

Tecnologia com moderação para crianças

 

Academia Americana de Pediatria sobre tecnologia a crianças pequenas

Não que a AAP esteja sugerindo que você compre um tablet e libere o uso do seu bebê para o dia todo! Repensar não significa liberar geral, sem supervisão. Ela está apenas sugerindo que a tecnologia está no sangue dos nossos bebês de hoje em dia, fato que não podemos negar. Eu já tinha “me tocado” disso uns tempos atras, antes mesmo de ler essa noticia…Permitir com moderação e supervisão parece ser a conduta adotada pelos especialistas agora.
Usar a tecnologia a nosso favor pode não ser nenhum mal do século, como apontavam estudos anteriores. Eu mesma uso Ipad quando vou à restaurantes, para entreter a Clara enquanto consigo engolir a comida. Sem esse suporte, seria muito difícil.

A tendência é muito nítida: nos EUA já existem codificação de programas para as crianças na escola primária e, inclusive, algumas aulas de teoria musical são ministradas totalmente em computadores. Muitas as escolas em todo o mundo já aderem a tecnologia como aliado em sala de aula. Então, radicalmente negar acesso à tecnologia pelas crianças em casa pode estar sendo um tiro pela culatra.
Tentando mostrar a importância desse equilíbrio, a AAP afirma que a aprendizagem interativa via tecnologia é também útil para crianças pequenas e que, usá-las em substituição ao proporcionado pela presença, em espaços curtos de tempo, não trazem enormes perdas como era afirmado nas teorias anteriores, sugerindo então que os pais incluíam SIM algum tempo de tecnologia na rotina de brincadeiras das crianças para ampliar as suas experiências. Estudos de neurociência estão entendendo que o aprendizado com recursos não só reais, mas também virtuais, tem sido muito mais aproveitados pelos jovens.
De novo: Como com qualquer coisa na vida, a moderação e supervisão são fundamentais. Há uma abundância de efeitos colaterais negativos que as crianças sofrem ao serem expostas ao uso excessivo da tecnologia, como: complicações do sono, problemas visuais, variações de humor, e muito mais…Mas usá-la com moderação não só é menos prejudicial para as crianças do que se pensava anteriormente, mas também pode ajudar a prepará-las para um futuro inevitável da dependência tecnológica e sua adequada compreensão.

Alguns pontos importantes foram levantados nessa nova abordagem sobre exposição das crianças à tecnologia:

 

  • A mídia será só mais um ambiente ao qual seu filho será exposto. E como qualquer outro, terá seus pontos positivos e negativos, bem como necessitará de sua supervisão;
  • As regras de educação não mudam: as mesmas regras que você segue em relação à educação, devem ser seguidas, sejam no meio real ou no virtual. A ética, a moral, os bons costumes e a boa educação deve ser dada como exemplo em qualquer ambiente que seu filho frequente. Tem gente que acha que “internet é terra de ninguem”, faz a phyna no mundo real e no virtual cria fakes para sair denegrindo tudo e todos. Se é inconstitucional o anonimato, no mundo virtual também. Se é exemplo de falta de educação xingar o vizinho, atacar sem um pingo de educação on line é também um péssimo exemplo para seu filho, que não demorará muito, estará rastreando seus passos na internet, rsrsrs (e copiando-os. Pense nisso!);
  • Assim como você está de olho nas amizades do seu filho e por onde ele anda, você deve monitorar os ambientes on line que frequenta.
  • Regule o SEU tempo on line. Seu filho precisa entender, via exemplos, o equilibra necessário.

 

Achei interessante essa abordagem e, como disse, não estava mais sendo radical, como um dia fui, em relação ao acesso da Clara às tecnologias, usando-as ao nosso favor.

 

E por ai? Como vocês andam conduzindo esse assunto tão importante?

Um beijo, Marrie

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Leia também:

 

 

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https://www.mamaeplugada.com.br/2016/01/geracao-alpha-aonde-liga/

16 Comments

  1. Jenifer Garcia

    25 de julho de 2016 at 23:02

    O problema só existe quando não se tem limites. Meu bebê brinca de tudo. E no carro às vezes o que salva é clipe de músicas pop. E ele vai feliz dançando e batendo palmas.

    Ficar no bebê conforto às vezes irrita mesmo. O importante é que ele fica feliz com as músicas, canta e acaba pagando no sono.

  2. Bianca Andrade

    25 de julho de 2016 at 19:28

    Segundo o pediatra nessa idade não tem que ter contato.porem como mãe permito com moderação…nas férias tirei e ela não usou optei por brincadeiras ao lar livre,jogos,etc….inclui tb o pote da calma.mudei o quarto tirei móveis,deixei mais atrativo.

    1. Mamãe Plugada

      25 de julho de 2016 at 19:31

      Bianca Andrade, a sociedade americana de pediatria já autorizou de forma moderada. A Brasileira ainda não. Realmente, o bom senso deve prevalecer e as livres brincadeiras priorizadas.

    2. Bianca Andrade

      25 de julho de 2016 at 19:32

      Vdd mas convenhamos os eletrônicos nos salvam em muitas situações?

    3. Viviane Carvalho

      26 de julho de 2016 at 04:06

      Bianca Andrade o que e o pote da calma???

  3. Marcia Costa

    25 de julho de 2016 at 19:13

    Salva minha vida zilhões de vezes!

  4. Maria Fernanda Oliveira

    25 de julho de 2016 at 17:32

    Uma curiosidade: com qual idade Clara foi matriculada na escolinha?

  5. Cristina Guerra

    25 de julho de 2016 at 17:30

    As crianças podem fazer de tudo. Contanto que seja com moderação. Minha princesa também assiste desenhos, tablets e não vejo o menor problema nisto.

  6. Danielle Rothmann

    25 de julho de 2016 at 16:46

    E como saber lidar com a tal “moderação”? Quanto tempo deveria permitir que minha filha veja videos no youtube kids com 2 anos e 3 meses?? Quanto tempo vc deixa a Clara?

    1. Mamãe Plugada

      25 de julho de 2016 at 18:59

      Danielle Rothmann eu deixo só quando saímos e, no dia a dia em casa, raramente. É mais quando meu marido está em casa. Mas cuido para não passar de 2h diárias.

    2. Danielle Rothmann

      25 de julho de 2016 at 20:03

      Eu tb…mas agora q ela entrou nos terribles two ta difícil! Ja acorda pedindo “vídeos”….eu tb acho que 2 horas diárias é o limite, queria saber sua opinião ? thankss

    3. Carina Maju Dias

      25 de julho de 2016 at 23:11

      Minha Maju usa bastante o tablet, de manhã qdo estou nos afazeres da casa arrumando cozinhando colocando roupas na máquina, depois do almoço ela brinca e depoisdo cochilo da tarde qdo acorda ela brinca mas e a noite usa o tablet de novo, mas entre os vídeos no tablet sempre tem as brincadeiras nunca fica totalmente focada nos vídeos … acho que eu deveria me policiar mas sobre o tablet mas com a correria do dia a dia as x não é tempo de não deixar ela não usar ela mesmo já sabe como tirar do carregador como desbloquear e até mesmo o youtub ???

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