Pois é: depois de beijo de mãe ter efeitos comprovados de analgésicos, agora o vínculo preside doenças futuras do coração…
Nunca foi tão falado dos efeitos desse vínculo materno como hoje em dia: sabemos desempenha um papel fundamental na saúde emocional e bem-estar das crianças, promovendo adultos muito mais aptos e equilibrada para o mundo.
Amor demais, com responsabilidade, não estraga, fortalece o vinculo, que deve ser lapidado dia após dia.
É uma conexão de almas, de corações. Quando dizemos que mães carregam corações para fora de seus corpos, mas pode o vínculo ter efeito sobre desenvolvimento futuro de problemas cardíacos?
Um novo estudo muito intrigante, publicado recentemente na revista Health Psychology e elaborado pela Universidade de Minnesota sugere que sim.
O tema do estudo foi determinar o impacto de um vínculo materno forte e o desenvolvimento futuro de problemas cardiovasculares* nos filhos, utilizando como amostra milhares de participantes, desde pré-adolescência até jovens. Levaram em consideração para a análise, não apenas dados sobre o bem-estar físico e emocional dos analisados, mas também fatores como relações familiares, relacionamentos amorosos, e laços com a comunidade.
Mas, afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? Por que raios o calor materno durante a infância ajudar a proteger contra doenças cardíacas dos filhos já adultos?
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Foram analisados para essa amostra de indivíduos em diversos tipos de lares e verificado que os níveis de pressão arterial, frequência cardíaca, os níveis de cortisol, colesterol, glicose e os níveis de insulina ao longo da vida tinham relações diretas com o vinculo materno, ou seja, pessoas que tiveram ligações seguras com suas mães na infância, eram menos propensos a desenvolver hipertensão, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças cardíacas, do crianças que não viveram em lares emocionalmente seguros.
Surpreendentemente ainda maior é a estatística dessas doenças para adultos que tiveram uma história de infância repleta de abuso e negligência.
Outra pesquisa complementar, elaborada por Gary Schwartz e Linda Russek durante 35 anos de pesquisas e observações, descobriu que 91% dos homens sem uma relação de vinculo com sua mãe durante durante a infância e adolescência, desenvolveram algum tipo de doença crônica (cardíaca, hipertensão, alcoolismo) mais tarde na vida adulta. Para aqueles homens que tinham vínculo forte, ou seja, uma relação calorosa, apenas 45% sofreram de doenças crônicas décadas posteriores.
Outros fatores, como genética e status sócio-econômico são fortes impactadores de alguém ter ou não doenças cardiovasculares no futuro. No entanto, um bom apoio materno parece especialmente importante na proteção de indivíduos que poderiam encontra-se em risco elevado de doenças deste tipo.
Incrível, né?
Mais maravilhoso ainda é o fato de esta descoberta ser especialmente importante para aqueles menos favorecidos economicamente, que muitas vezes não possuem recursos para manter um bom acompanhamento de saúde, tornando o vínculo ainda mais importante na proteção contra essas doenças.
Os autores advertem que este estudo apresenta algumas limitações importantes, incluindo o fato de que ele só estuda a ligação entre o apoio materno e saúde até a idade adulta média, ou seja, os jovens. Quão forte uma ligação materna na infância/adolescência pode tornar-se menos importante a medida que as pessoas envelhecem? Isso não foi abordado.
Mesmo assim, este estudo sugere que uma boa dose de amor, conexão e vínculo é especialmente importante durante períodos críticos de desenvolvimento, tais como a adolescência – e por que não – os terrible two, que nada mais são do que a adolescência dos bebês?.
Achei maravilhoso essa iniciativa, não só pelo tanto de doenças que podem ser facilmente evitadas com atos tão simples, mas também por encorajar uma melhor comunicação entre as mães e seus filhos. Considerando os custos financeiros e sociais associados à doenças cardiovasculares, o velho ditado de que o melhor remédio do mundo é abraço de uma mãe pode ser mais preciso do que se imagina. Cientificamente comprovado!
Ou seja: Vínculo é bom, fortalece a alma, o coração e forma crianças em adultos emocionalmente e fisicamente saudáveis!
* Estes estudos foram focados especialmente em doenças cardiovasculares dado os elevados índices de mortalidade adulta nessa categoria (mais de duas mil mortes por dia nos Estados Unidos), além da estatística alarmante de 40,5% dos americanos terem algum tipo de doença cardiovascular até 2030.

Fonte: Psychology Today.
Um beijo, Marrie
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https://www.mamaeplugada.com.br/2016/02/vinculo-materno-celulas-do-bebe-vivendo-no-cerebro-da-mae/

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