Abraçar faz bem, traz um enorme paz de espírito e isso todo mundo sabe. Mas sabia que acalma ataques de birras? Que ajuda no desenvolvimento cognitivo e imunológico? Que melhora vinculo pais e filhos? Que pode até salvar vidas? Sim, tudo isso embasado cientificamente! Veja neste post 5 razões cientificas para que abrace muito seu filho.
O que sabemos é que, em qualquer circunstancia, o abraço é bom demais: Quando estamos tristes ou desapontados, um forte abraço chega até a aliviar um pouco da dor. Quando estamos felizes, queremos compartilhar a alegria dando aos outros um abraço de urso. É o que sempre falo: ninguém nunca virou delinquente por que recebeu amor e carinho em demasia na infância. Geralmente é bem o contrário.
Agora vamos aos fatos?
1. O abraço auxilia no crescimento e desenvolvimento das crianças
O cérebro de uma criança precisa de muita estimulação para crescer e se desenvolver. O toque físico é um dos estímulos mais importantes que podem facilitar o desenvolvimento saudável da criança (leia estudo em língua inglesa aqui). Uma pesquisa mostrou que, bebês que recebem 20 minutos a mais de estimulação tátil (toque) por dia durante 10 semanas, obtiveram pontuações mais altas nas avaliações de desenvolvimento.
Em um estudo da Duke University, pesquisadores descobriram que a falta de estimulação materna em filhotes de ratos levaram a uma diminuição no crescimento dos mesmos. Já os filhotes de ratos que tiveram mais estimulação do toque materno pesaram mais, aprenderam mais rápido, apresentaram melhor memória, melhor imunidade e exibiram um comportamento socialmente mais saudável.
2. Abraços como calmantes: regulam as emoções opostas
Não há remédio mais eficaz a um ataque de birra em uma criança em seus plenos 3 anos do que um abraço de sua mãe. Uma mãe pode acalmar uma criança angustiada só por pegá-lo e, inclusive, a criança começar a chorar se a mãe o soltar.
E por que raios isso acontece?
Segundo Parenting For Brain, o regulamento emocional funciona mais ou menos como um automóvel, onde há um pedal de aceleração e um freio, cada um trabalhando separadamente para controlar a velocidade do carro. No nosso sistema nervoso, a área da excitação (simpático ou pedal de aceleração) e o da calmaria (parasimpático ou freio) funciona separadamente para regular nossas emoções.
Quando uma criança chora num ataque de birra a área de excitação é hiperativa, como se o condutor pisasse no acelerador até o chão e não fizesse o equilíbrio apertado os freios.
Crianças em estado de birra são exatamente como um carro fugitivo. O nível de hormônio do estresse (cortisol) no sangue aumenta a freqüência cardíaca, a tensão muscular e a ansiedade. Ao mesmo tempo, lado da calmaria fica desengatado.
Os abraços desencadeiam a liberação do hormônio do bem estar, a oxitocina, diminuindo o nível de hormônio do estresse e, assim, combatendo seus efeitos de ansiedade.
Abraçar não serve apenas para amenizar um ataque de birra, mas também acalma um criança, diminuindo excitação e ansiedade. Ao invés de berrar, dê ao seu filho um gostoso e apertado abraço. Afinal, pense comigo: Imagine que seu filho te desobedeça e saia desenfreadamente no veículo das emoções como se dirigisse um carro fugitivo. Ele não tem como parar porque o pedal do acelerador está preso e o freio está quebrado. Você deixa ele bater com tudo num poste porque você não quer recompensá-lo com atenção, com um abraço?
O que EU faço: paro o carro, resgato minha pequena e, só depois que está em si, dou-lhe um sermão. Isso não é gratificação da birra, você abraçando seu filho quando ele precisa não está incentivando-o a ser pior: Você está apenas ajudando-o a evitar um acidente emocional.
Abraçar uma criança angustiada durante uma crise não recompensa seu mau comportamento. Você está dando-lhe apoio enquanto ele ainda aprende a regular suas emoções.
3. Os abraços aumentam a imunidade: Fazem bem para a saúde
Ao nascer, os sistemas nervosos das crianças não são maduros o suficiente para regular grandes emoções por si próprios.
Durante o sofrimento/angustia/ansiedade, o alto nível de cortisol (hormônio do estresse) e, se a criança for deixada por um período prolongado de tempo nessa situação, este nível tóxico de hormônio do estresse terá impacto na saúde da criança, tanto física como mentalmente. Estudos mostram que a exposição excessiva ao hormônio do estresse pode comprometer o sistema imunológico da criança e afetar a memória e o raciocínio verbal mais tarde na vida. Também pode levar à depressão conforme a criança vai crescendo.
A liberação de oxitocina desencadeada por abraços pode diminuir o nível de hormônio do estresse, ajudando assim a fortalecer o sistema imunológico da criança. Faz bem para a saúde!
Abraçar não é apenas bom para a criança, mas também é bom para os pais. Quando os pais estão abraçando a criança, a criança está aplicando a estimulação tátil (toque) em seus pais, fazendo com que estes se sintam melhor (devido à oxitocina), ficando mais calmos (ramo calmante ativado) e mais saudáveis (maior imunidade). Ter um nível mais baixo de cortisol também irá levar a uma pressão arterial mais baixa e corações mais saudáveis (leia mais aqui). Olha só que beleza!
4. Aumenta a auto-estima, medos e o vínculo pais e filhos
Não é de se espantar que abraços aumentem o vínculo entre pais e filhos, né?
Embora os resultados sejam ainda preliminares, alguns estudos sugerem que o abraço (proveniente do toque) pode aumentar a auto confiança da criança e ainda, reduzir os medos que acontecem por faixas etárias (estudo em inglês aqui).
Saiba mais sobre medos comuns por faixa etária aqui:
5. O abraço pode salvar uma vida
Em 1995, os gêmeos, Kyrie e Brielle Jackson, nasceram prematuros de 12 semanas. Kyrie começou a ganhar peso e prosperar após o nascimento, mas Brielle não estava indo tão bem. Ela chorou muito, deixando-a ofegante por ar e virando-se de rosto azul. Sua freqüência cardíaca subiu e entrou em estado crítico.
Naquela época, a política hospitalar exigia que os gêmeos fossem colocados em incubadoras separadas para reduzir o risco de infecção cruzada.
Mas quando a enfermeira já tinha tentado de tudo, sem sucesso, colocou Brielle ao lado de Kyrie na mesma incubadora com a permissão dos pais: Quase imediatamente, Brielle se aconchegou até Kyrie, e ela começou a se acalmar. Seu nível de oxigênio sangüíneo assustadoramente baixo aumentou em poucos minutos. Enquanto cochilava, Kyrie colocou seu braço fino em torno de Brielle. A frequência cardíaca de Brielle começou a estabilizar-se e a sua temperatura corporal subiu para o normal.
Este milagroso “Abraço da Salvação” mudou desde então a prática da medicina infantil nos Estados Unidos.
E agora, o contato pele-a-pele ou canguru é usado pelos pais e cuidadores para estabilizar bebês prematuros.
Além do caso desses gêmeos icônicos, estudos mostram que prematuros ganham mais peso, têm menor internação hospitalar e amadurecem mais neuro-comportamentalmente quando são tocados e recebem estimulação tátil. Olha só o poder de um abraço!
Então, vá agora. Dê a seus filhos um abraço de urso bem forte e mostre a eles o quanto você os ama!
Se você não acreditar em nenhum desses monte de estudos que anexei neste post, uma coisa que mesma te garanto: abraçar seu filho de montão não lhe fará mal algum!
Um beijo, Marrie
Fontes: National Center of Biotechnology Information, International Journal of Experimental and Clinical Pathology and Drugs Research e Parenting For Brain.
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Alessandra Nunes
9 de março de 2017 at 13:14Marcelo Verreschi Bento Lidiane Reis
Eldy Oliveira
9 de março de 2017 at 09:45Francisco Santos