Sororidade: Você sabe mesmo o que é e a importância que tem?

Você sabe o que é Sororidade? É a união para driblar fatores culturais como rivalidade e competição entre mulheres…

Para que juntas possamos superar o fardo do ideal de perfeição.

Para acabar com essa coisa de a gente falar, a outra fingir não escutar para não dar créditos a ela. Acabar com esses plágios fantasiados de inspirações ao invés de contribuir e juntar forças. É nessa que perdemos o espaço que nós mesmas abrimos – para homens concluírem e levarem as honras – já que no meio dessa de “vou fingir que ela não existe”, eles se focam para fazer teoria daquilo que a tempos mulheres falam, mas nenhuma pode parar para escutá-la e perde força.

Isso explica o porque tantos homens aplaudidos ao se falar em MATERNIDADE.

Quantos nomes masculinos falando da teoria do apego, quantos homens na frente do aleitamento materno e quantos pais falando para outros pais participarem, já que enquanto só as mulheres à séculos falavam, não eram ouvidas. Por elas mesmas.

Eles estão certos, tem mais é que seguir com as coisas que precisam de estudo, não é isso que questiono.

Eu coloco aqui o fato do porquê, mesmo antes de muitos nomes masculinos despontarem, mulheres foram ignoradas por mulheres.

É quando uma apoia e divulga a outra pelo que ela tem de melhor, e não tenta fazer uma versão melhorada para aparecer primeiro. Dar apoio, citar, contribuir… não querer que a outra não seja vista para que você tenha seu lugar.

Sororidade é quando você empodera uma outra mulher, sem se sentir acuada da outra despontar, afinal sua voz é outra.

É quando você entende que não é porque uma mulher faz sucesso, que você deixará de fazer. Todos têm um lugar ao sol e quanto mais inédito você for, melhor.

É quando, enfim, percebemos que somos apenas humanas e que juntas somos mais fortes.

Prestigie e aplauda uma mulher! É a chave para que a voz de cada uma de nós seja, enfim, ouvida!

Por Marrie Ometto, uma mulher que se viu deslocada do mercado de trabalho – no pós licença maternidade – por ter um bebê no colo e acabou desistindo de se adequar a esse sistema (mesmo com currículo muito bom e antes de ter filhos nunca tivera tido dificuldades de recolocação profissional) e que, ao entrar no mundo da escrita, viu tantas mulheres copiando (ou descaradamente “se inspirando” e fingindo não terem visto) seus textos quanto às que estavam os compartilhando, com orgulho de outra mulher estar abordando coisas tão interiormente nossas.

Essa luta – hoje – é muito mais sobre nós mesmas pararmos de picuinhas e nos apoiarmos de verdade, do que de fatores externos.


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