Era uma vez uma menina tinhosa…

Era uma vez uma menina cheia de sonhos. De garra. Que se em sua caminhada dissessem que o trajeto era impossível, ela criava uma tirolesa e saia voando rumo ao objetivo. Provava que não haveriam limites para o que o jovem coração almeja.

Era uma vez uma menina que um dia viu beleza em tudo no mundo, achava que a maldade humana tinha limites e que o sonho para um mundo melhor era super palpável.

Uma garota que sonhou grande, saltou alto e, um belo dia, ao se tornar mulher e mãe de uma menina, começou a ver que nem tudo era tão belo assim.

Uma jovem ambiciosa que colecionava amigos, valorizava a vaidade, queria muito e cada vez mais.

A menina amadureceu. E depois, aMãedureceu.

Os sonhos começaram a se acinzentar. A confiança na humanidade, diminuir. E o medo de errar, aumentar. Assim os saltos deram lugar a passos curtos, responsáveis e cheios de zelo.

Não que não houvessem mais sonhos, mas eram outros. A prioridade já era outra.

Não que não existisse mais ambição, mas ter cada vez mais perdera o sentido. Menos é mais.

Não que não tivesse mais amigos, mas aprendeu não ter que fazer de tudo para agradar. Melhor poucos e bons.

Agora a menina virou mulher, depois mãe, e havia um pouco do futuro de todos em suas mãos, na forma em que educasse sua criança. E nesse sentido, SER faz muito mais sentido do que TER.

E isso é a base de toda essa diferença no amadurecimento.

Por @MarrieOmetto #reflexoesplugadas


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