Nosso legado é preparar pessoas melhores para o mundo e não esperar que o mundo esteja melhor para nossas crianças, quando elas crescerem, se nada fazemos para mudar isso.
A criança precisa brincar na natureza hoje para protegê-la amanhã
Cortela um dia disse que se queremos um mundo melhor, antes precisamos entregar crianças melhores para esse mundo… mas é só falar de contato com a natureza para que a criança aprenda a respeitá-la e, consequentemente protegê-la, praticamente ouço grilos nas postagens.
Vejo muitas pessoas tratando o livre brincar na natureza como algo plus, não como algo essencial às nossas crianças. Como se um parque em plástico ou uma brinquedoteca em casa lotada de brinquedos substituísse por completo o papel da natureza às nossas crianças pequenas.
Porém, mesmo “brincar sendo brincar” e parecendo a mesma coisa em qq canto, é bem diferente o livre brincar dentro de um parque cheio de eletrônicos barulhentos do soltar uma criança no mato e ver ela criar algo, cheirar uma flor, criar uma brincadeira.
O desenvolvimento neurológico que é proporcionado à ela, no segundo caso, sem contar com a alegria no rosto, não tem igual. Fora a questão dos ritmos, que em alguns parques, os barulhos insanos podem levar qualquer ser humano à loucura, rsrsrs. Brincadeiras à parte, as crianças ficam muito mais agitadas, dependendo de como brincam. Não se compara o ensurdecedor eletrônico com o canto de pássaros no seu efeito sobre nossas mentes.
E, até os 7 anos, esse mundo dos sentidos é vital para a formação neurológica, por isso tanto a tecla do livre brincar na natureza, isso por que os sentidos – da audição, paladar, olfato, tato, visão – estão ligados à formação do pensar e, só na natureza, eles estão em suas formas puras, como grama com textura de folhas de verdade, areia na cor de areia mesmo, árvores com casca – sem que sejam plásticas e super confortáveis para serem escaladas.
Pode parecer besteira, mas na infância o mundo é experimentado através dos sentidos e a conexão com o mundo, base para o aprendizado lá na frente, após os 7 anos – é tanto melhor quanto mais a realidade for retratada dentro das mentes de uma forma mais fiel, com menos interferências.
Assim, ao observar os processos, uma hora ela forma o pensar dela sobre aquilo que, com convivência, esperamos que seja fruto de amor. “Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a”, dizia Goethe. Em consequência ao amor, vem o respeito, que só acontece para o que conhecemos de verdade.
Posto isso, vamos agora olhar o lado da mãe dedicada, que ainda acham que ela não faz nada, onde frases como: “ah mas você está cansada de que? Tá em casa o dia todo!” são frequentes.
Antes eu ficava triste.
Me perguntava o porquê de tamanha desvalorização da jornada doméstica e materna.
Hoje, adoro quando alguém me pergunta se estou relax trabalhando “suava na nave” da minha casa e apenas aproveito o ensejo para relembrar à essa sociedade que acha que filhos vem prontos – como em chocadeiras, só que com manuais – de que estou trabalhando duro para criar uma pessoinha digna e íntegra para fazer o tal mundo melhor que todos tanto esperam para o amanhã.
Esquecem-se, porém, que as sementes para esse tal mundo melhor são simplesmente nossas crianças. Sim, elas mesmas, que nada valorizam-se os “jardineiros” por estarem ali, de perto, regando-as com todo o nosso amor e carinho!
Por Marrie Ometto

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Si Biscaro
15 de janeiro de 2018 at 12:50Amada!!! Queria eu ser educada como você… kkk
Quando me perguntam: “ah!!! Então você ñ faz nada”… respiro, exalo e respondo… claaaro!!! Fico o dia todo, deitada com os pés pra cima, enquanto a casa, roupa e louça se limpam sozinhas….
Mamãe Plugada
15 de janeiro de 2018 at 13:14Ahahahaha
Leandro Camilla
15 de janeiro de 2018 at 11:29Samanta Cardoso da Silva sobre o livro que comentei com você , acredito que irá ajudar muito você nessa fase RS , Deus abençoe
Pollyana Andrade
7 de dezembro de 2017 at 10:22Como eu amava brincar no “mato”… Contava as horas pra chegar as férias e eu poder viajar pra casa da minha vó…
Juliane Monticelli
7 de dezembro de 2017 at 10:07Jorge Reis