Boa tarde, mamães!
Hoje foi um dia desgastante aqui em relação à desobediência e mau comportamento e passei a manhã em uma conversa séria, com calma batendo sempre na mesma tecla (mais parecendo um gravador), toda a hora frisando o que ocorreu, o que ela sempre faz de positivo e questionando o porquê hoje ela agiu diferente, desobedecendo…”Você é uma menina educada, não precisa ignorar quando a mamãe fala!” foi a frase mais falada de hoje entre nós.
Bem que gostaria de não precisar desses papos “cabeça”, mas educar é preciso!
Enfim, vou relatar o ocorrido:
Todos os domingos vamos à missa e ela geralmente costuma a se comportar muito bem. Porém hoje ela estava uma verdadeira espoleta (ela está com 26 meses). Subia no altar e gritava “Mamaeeee!”, em plena cerimônia.
Como eu reagi? Bom, na verdade eu gostaria de, naquele momento, ser um avestruz para enfiar a cabeça no chão e ninguém mais me ver! Afinal, vocês sabem, os olhares vão todos num jato para a mãe. SEMPRE!
Ok ok, não dá para se esconder! Nem fugir! Então eu pedia, baixinho: “Clara, você sabe, aí não pode!”. Ela nunca agiu assim, mas excepcionalmente hoje ela resolveu me ignorar…
Parece que ela anda mais agitada e me testa mais e mais a cada dia, bem como os limites. Entendo plenamente que essa é exatamente a função dela nesse estágio de desenvolvimento que se encontra. Que é importante até isso. Mas entendi nitidamente também o meu papel. E meu papel é repetidamente mostrar que há outras vontades além das dela no meio coletivo….Quem ama entende os momentos da criança, mas educa! E educar está longe de deixar fazer o que a criança quer.
Sempre que saímos só nós duas (seja missa, supermercado, shopping ou qualquer local público), no trajeto de casa para o local, eu explico para ela como espero que ela se comporte lá. Puxo um lado legal para ela de estar num local que nem sempre é tão atrativo para crianças. Um longo diálogo, quase que um trato, que no caso de hoje, a missa, falo que ela vai ficar brincando nos jardins da igreja (lá pode correr) ou com a boneca dela no banco da Igreja, não vai correr e nem falar alto lá dentro. Tem dado muito certo. Mas como não há matemática perfeita quando se trata de educação de crianças, hoje não deu.
Eu agi placidamente, embora por dentro quisesse soltar “a louca” que estava dentro de mim ???… Chegava até a suar frio. Saímos de lá e eu conversei muito sério com ela, já no caminho para o carro. Ela desviava o olhar, não queria ouvir, mas SABIA muito bem do que se tratava. Afinal, o que é combinado não sai caro. E tínhamos um trato.
Não que eu limite as ações dela. Eu educo. E educar, nesse caso, significa mostrar como respeitar não só as vontades dela, mas as do coletivo, da onde ela estará inserida. Tem a hora de pular, a hora de correr, a hora de gritar e a hora de “aguentar um programa com a mamãe”, seja ele a missa, um supermercado, uma ida ao banco ou qualquer outra coisa parecida.
Ela odiou o sermão. Eu também. Não gosto de ter que ser chata com a pessoinha que mais amo neste mundo, mas faz parte do meu papel, ué! O “ser mãe” é um combo, onde vêm coisas boas e coisas nem tão legais de se fazer. E essa certamente é uma delas!
Terminamos nossa longa conversa aqui em casa, afinal é preciso repetir o diálogo para frisar o ocorrido e finalmente ela olhou nos meus olhos e disse: “Mamãe, Clara vai ficá boazinha!”❤️
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos … ?
Vocês passam por situações semelhantes? Como vêm fazendo?
Um beijo, Marrie


Priscyla
11 de fevereiro de 2016 at 13:42Nossa Marrie, tenho que confessar que nessa eu concordo com a Clara. As vezes nem a gente aguenta a missa… Sou católica e Levo meu filho as vezes à missa, mas sempre procuro respeitar seu limite tentando a cada dia prolongar mais o tempo dele. Quando vejo que sua paciência está se esgotando, Levo ele para beber água, dou uma volta na praça… Distraio um pouco e depois voltamos, se vejo que não dá mesmo, nos despedimos e vamos embora… Converso pouco tempo sobre seu comportamento e só.
Sem muito falatório, pois acredito que dessa maneira fica tudo mais leve.
Ana Paula
7 de fevereiro de 2016 at 17:48Esses pequenos são terríveis. Mas como você bem comentou, faz parte do desenvolvimento da autonomia deles, assim como também nos cabe colocá-los nos eixos já que somos as principais referências.
Nossa pequena fará 3 anos e passamos cotidianamente por isto, e na hora dos passeios fazemos igualzinho a você. Faço um relato do momento e 1 milhão de recomendações. E quando a pequena resolve mijar fora do pinico, tenho que contar até 10 para não perder as estribeiras. Corrigir é nossa tarefa (pais), quanto a isto estamos certos e sempre o fazemos, ainda que isto traga consigo consequências inesperadas como voltar para casa. Acho que dependendo do lugar, até os outros merecem uns puxões de orelhas por meter a colher sem compreender todo o contexto ou mesmo por não ter os mesmos valores.
Mas é a vida. Para nós que optamos ser mães e pais presentes, responsáveis, carinhosos e por aí vai, temos que saber a hora de dar corda, bem como a hora de puxá-la.
Um abraço
Tatiana Raquel
7 de fevereiro de 2016 at 15:44A minha filha tem 3 anos e me testa diariamente; ela ouve muito mais o pai dela, do que eu, quando falo.
Tem dias que ela se comporta, me ouve, faz o que eu peço, mais na maioria das vezes, ela testa a minha paciência. Quando saímos com ela, conversamos também, explicamos à ela o que queremos dela e como deve se comportar, mais criança é criança rsrs é muito de lua.
Eu falo pro meu marido, mãe é mãe, sempre será a chata da história, a mais rígida, a mais implicante, a mais tuddi rsrs.
Madu é minha primeira filha, aprendo e erro todos os dias, mais vale muito à pena. Também conversamos muito com ela, conversando sempre se chegará à um entendimento.
Bjo.
Luanda
7 de fevereiro de 2016 at 14:00Kkkkkkk que fofo ❤
Haja paciência e controle.
E o meu só chuta na barriga e chuta muito. Em todas as concultas não para quieto kkkkkk…
A arte de educar é uma tarefa complexa mas há um retorno incrível.
Crianças são assim expontâneas. Nem sempre será como queremos não é!
Parabéns pela força, esforço do equilíbrio e desenvoltura no diálogo.
Deus as abençoem.
Bjs
Marrie Ometto
7 de fevereiro de 2016 at 14:04Nossa, Luanda, muita luz e sabedoria para todas nós!!!
A arte de educar é árdua mesmo, rsrsrs
bjs