Muito se fala das mães. Da presença delas. Do carinho e do vínculo que elas constroem desde a barriga.
Mas e os pais? Qual o papel da presença deles na primeira infância?
Um “pai envolvido afetivamente” é a primeira referência que o bebê tem de mundo fora do eixo mãe- bebê, afinal, por um tempo, a criança se vê como parte de sua mãe, como se houvesse uma fusão de almas. Até ela entender que é um ser único e independente, o pai é a primeira referencia dela fora desse eixo. A criança percebe um mundo além daquele que ela está fundida (com a mãe) e vê segurança além daquela entidade que pertence (mãe – bebê).
Por “pai envolvido”, menciono aqueles que estão presentes e acessíveis na vida da criança, o que não quer dizer só financeiramente, aliás, muito pelo contrário. O vínculo da mãe com a criança vem sendo construído desde a gestação, mas o vínculo paterno é diariamente concretizado via ações cotidianas simples, como uma troca de fraldas, o banho do bebê, o ninar, o alimentar… Nessas pequenas interações, a criança vai percebendo no pai também um porto seguro e aí estabelecendo seu vínculo com ele.

Pequenas coisas, grandes valores. “Pais envolvidos”, saibam que as crianças que têm um pai presente como vocês, são mais propensas a ser emocionalmente mais seguras, mais confiantes para explorar os arredores, e à medida que envelhecem, têm melhores conexões sociais, ou seja, vivem melhor nesse mundão, como menciona esse estudo (Enciclopédia do Desenvolvimento da Primeira Infância, produzido por profissionais da Universidade de Nevada e Oklahoma).
Além disso, a forma como os pais brincam com seus filhos também tem um impacto muito importante no desenvolvimento emocional e social da criança. Pais brincam de forma diferente das mães e geralmente estas, se descabelam, mas é ótimo que existam essas diferenças. Pais costumam a jogar a criança alto, ser mais aventureiros e a entrar mais no mundo lúdico do que as mães. A partir dessas interações, as crianças aprendem a regular seus sentimentos e comportamento. O que pode com o Papai e o que pode com a Mamãe. Isso é válido também para o caso da Casa da Vovó, “onde TUDO pode, MENOS o que ela proíbe”. Essas pequenas coisas, muitas vezes imperceptíveis aos nossos olhos, são de extrema importância na criação de crianças saudáveis e de valores sólidos.
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De acordo com o Departamento de Ciências Humanas dos EUA (leia artigo em inglês), crianças com “pais envolvidos, são mais disciplinadas e inteligentes. A influência do envolvimento de um pai se estende até a adolescência e início da idade adulta. Além disso, numerosos estudos atribuem ao estilo presente e carinhoso de um pai desde a primeira infância à melhores habilidades verbais, desenvolvimento intelectual e desempenho acadêmico entre os adolescentes”.
Ou seja, na primeira infância o pai tem um papel crucial na saúde cognitiva e comportamental da vida de uma criança e, mais tarde, ter um modelo masculino positivo ajuda um adolescente a ser mais seguro, mais positivo e mais capaz de se relacionar com o mundo a sua volta de forma ética e responsável. Em suma, a presença e o envolvimento de um pai pode é tão crucial para o desenvolvimento saudável de uma criança como se dá a importância e envolvimento da mãe, e isso é lindo pois, pais mais conscientes de seu valor passam a ter um maior desejo de estarem efetivamente envolvidos.
Porém, ainda há uma grande diferença entre o que a ciência diz e a verdadeira aceitação do valor do pais: muitos deles expressam o sentimento de estarem em segundo plano no mundo de seus filhos.
Basta olhar ao nosso redor: Livros, revistas e programas de televisão estão cheios de informações sobre maternidade. Quantos podemos ver voltados exclusivamente aos pais?
Então gente, nesse dia dos pais, vamos dar uma salva de palmas para o pai envolvido, aquele que está presente por que AMA, porque sabe de sua RESPONSABILIDADE e não entende estes atos do dia a dia como ajuda, e sim obrigação e responsabilidade social, de se preparar um ser melhor para este mundo. Isso é construção de futuro!
Quanto às desigualdades, saberemos que ela cessou quando abordarmos o Dia dos Pais assim como comemoramos, festejamos e esperamos o Dia das Mães.
Leia também:
Emocione-se: Carta de um pai à sua filha

Jannayna Garcia
31 de julho de 2016 at 12:37Ana Paula Santos
Maitê Ferreira
31 de julho de 2016 at 00:36Lelo Lelo
Daniela Metzger
30 de julho de 2016 at 18:47Saude E Movimento
Livia Diogenes Elian
29 de julho de 2016 at 21:23Samir Moyses Elian pra você meu amor ❤️
Debora Oliveira
17 de junho de 2016 at 20:30Rafael Oliveira
Patricia Favini
17 de junho de 2016 at 17:44Julio Cesar Heller Paizão !!!
Danizinha Santos
17 de junho de 2016 at 09:30Paulo Henrique
Juninho Machado
17 de junho de 2016 at 03:56❤️❤️❤️
Juninho Machado
17 de junho de 2016 at 03:56Luciana Lobato,vc é uma mãezona!