Bate papo com minha consciência: Sobre quando ter um segundo bebê

Dona Consciência, velha amiga, prima do Grilho Falante, chega de mansinho, trazendo um relógio à tira colo.

Tic, tac, tic, tac, tic, tac, ensurdecendo meus ouvidos.
– O que é isso, Dona Consciência?
– Seu relógio biológico minha cara. Tome este belo cordão para pendurar em seu pescoço e lembrar-se que o tempo moderno não avisou o tempo biológico de suas tramoias…
– Dona Consciência, a senhora está louca? Você sabe o que implica colocar uma criança no mundo? Não é assim não. Não é um relógio que me apressará.
– Eu sei minha querida. Mas se não é o tempo biológico, que não se ajustou ao desejo das mulheres terem filhos cada vez mais tarde, o que mais te aflige?
– O Amor me aflige. Amo demais minha filha. Não sei se sou capaz de amar outro ser como a amo.
– Ora, ora. Você mais do que ninguém sabe que a equação do amor leva tempo e vínculo. Algumas mais demoram mais, outras menos, mas com tempo e vínculo todas amam suas crias, independentemente da ordem de chegada.
– Sim Dona Consciência. Trabalho com estatísticas e exatamente por isso sei que nela sempre tem o fator % de confiança. Pode parecer besteira…Mas enfim… Não é só isso!
– O que mais te faz esperar, minha querida amiga?
– Por mais amor que exista, quero estar completamente visível. Quero meu casamento como era antes e só depois um novo integrante neste lar. Quero segurança financeira, e meus projetos pessoais só estão começando, falta solidez. Quero Clara mais segura de si, hoje ela depende muito de mim…
– Minha cara companheira, velha de guerra, suas intenções são boas. Mas tudo na vida muda. Nem sempre esperar o melhor momento é o mais adequado. Siga requisitos mínimos sim, planejamento. Colocar filho no mundo é muita responsabilidade. Mas não pense tanto a ponto de, quando querer, não poder mais, tá?
– Me dá esse relógio, Dona Consciência. Esse tic tac me lembrará diariamente de seus conselhos. Agora vá, pois ainda não estou preparada.
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Por Marrie Ometto #ReflexoesPlugadas
Marrie e Clarinha

Foto: Lidi Lopez

 

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1 Comment

  1. Juliana

    3 de março de 2016 at 17:40

    Ótima reflexão…

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