Aquele discurso que nossas mães/avós pregavam: “minha filha, seja independente, vá trabalhar fora, pois ninguém valoriza o trabalho doméstico” era na verdade um grito de socorro, um conselho para que a gente não passasse pela falta de valorização, por parte da sociedade, que elas passaram. Tenho certeza que elas amaram curtir cada segundo com os filhos, como nós amamos também, mas ouvir um “você não faz nada” dói lá dentro! Na alma! Isso tudo sem férias, décimo terceiro, hora extra, feriados, finais de semana, benefícios e muito menos bonificações!
A gente cuida da casa, dos filhos humanos e caninos, faz exercícios, trabalha de casa, limpa a casa e ainda escuta assim: “ah faz isso você, eu trabalho e não tenho tempo”. Hein? Só pq trabalho do computador da minha casa, quando a minha bebê dorme, eu não trabalho? E se não “gerasse renda” para a casa, a limpeza da mesma (só tenho ajuda 1x na semana), cuidar da bebê, da Comida, dos animais, com todo amor e carinho e com as próprias mãos, tem valor nulo?
Hoje estou pior que ontem. Uma virose me pegou. O mais desesperador é fazer tudo isso, ouvir esses mimimis da sociedade e, nas horas de apuros, como agora, olho para o lado, olho para o outro e como estou? Sozinha! Marido me ajudou muito ontem, mas hoje saiu trabalhar e só volta amanhã (ele não está todos os dias em casa). Como me sinto? Forte, pois mesmo podre, to dando conta de tudo. Não posso me entregar, tem uma casa dependendo de mim.
Só acho que poderíamos ter o mínimo de compreensão da sociedade. Trabalho de casa é trabalho sim! E dos árduos! Vou fazer minha parte: escrever sobre isso (ver se desperto um pouco de senso) e educar a Clara para respeitar muito esse trabalho doméstico. Em pequenos atos, mostro a ela a importância do ritual de cozinhar alimentos frescos, de deixar tudo limpinha e organizado, a cuidar dos animais…eu poderia voltar a trabalhar fora sim, mas por que? Para satisfazer o que uma sociedade julga melhor e não por achar que o momento certo? Não, obrigada! Volto quando eu e minha família achar prudente!
Um beijo, Marrie
Fique plugada por ai:
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Leticia Donayre
23 de maio de 2017 at 23:55Fernanda Reinert Forbice EU SOU MÃE nunca fez tanto sentindo hahahahh
Fernanda Reinert Forbice
23 de maio de 2017 at 23:56Hahahahahaha cansa mais q o treino B
Luciana Wayne
23 de maio de 2017 at 23:53Não precisa de estudos para isso
Elisa Malafaia
23 de maio de 2017 at 23:50Ser mãe em tempo integral é para as fortes, o que não me inclui… Gerenciar o orçamento e o planejamento de uma instituição é moleza perto do trabalho e do equilíbrio que ser mãe em tempo integral exigem.
Angelica Oliveira
23 de maio de 2017 at 23:48Vc tem que limpar passar cozinhar cuidar dos filhos e quando seu marido chegar ainda ter disposição de ser mulher parabéns para todas nós guerreiras
Taiana Neves
23 de maio de 2017 at 23:46Eduardo D’avila
Patricia Saad
23 de maio de 2017 at 23:46Perfeito!
Maraisa Cristina
23 de maio de 2017 at 23:42Oooo se nao pura verdade.
Bruna Madruga
23 de maio de 2017 at 23:38LeOh Silva
Fabiana Marques
23 de maio de 2017 at 23:33Cansa mtoooo ser mãe tempo integral
June
4 de abril de 2017 at 10:27Realmente é muito difícil esses comentários que fazem! Também deixei minha carreira e me dedico a ficar com minha filha de 3 anos! Não me arrependo em nada! Passei pela experiência de ter que trabalhar fora e deixa-la na escolinha, e isso acabava comigo. Hoje percebo que fiz a melhor escolha! Afinal estar presente na vida dela é maravilho, e a rotina de “dona de casa” a gente acaba se acostumando e gostando do que faz! E os comentários sempre vão existir, e hoje não me importo mais.