Mulher
Tu que és forte como o vento, és leve como a brisa também.
Incansável como as ondas, determinada como o trajeto dos rios.
Conquistados seus espaços, arrematados seus desejos, respeitadas suas expressões.
Uma homenagem?
Não exatamente, pois sabemos lá no fundo, que quem alcança tudo isso, não se aquieta com um dia só não.
Sabemos muito bem o que queremos e como queremos. E para isso, um dia é pouco. Muito pouco. A luta ainda nem começou.
Independência nas costas, feminilidade nas mãos, continuidade no ventre. Será que temos o direito de viver isso plenamente?
Não verei mais o DIA INTERNACIONAL DA MULHER como um simples dia em que ganha-se rosas vermelhas no trabalho. Convido a vê-lo como um lembrete, uma data comemorativa de nossas lutas e conquistas nesse mundo.
Recordação de que muito já se caminhou, mas a jornada ainda está por começar.
A luta feminina inserindo e respeitando a contento a mulher metamorfoseada em mãe na sociedade. Não é feminismo. É direito e respeito à igualdade, respeitando condições diferentes. Não dá para achar que homem e mulher terão a mesma força bruta. A natureza diz outra coisa. Porém, tudo pode ser trabalhado.
E comecemos os trabalhos pelas mulheres, no DIA DAS MULHERES…
Livrando-lhes das línguas maldosas.
Protegendo-lhes da vulgaridade dos julgamentos.
Tirando-lhe das costas peso do sucesso do lar, da sua vida, da de seu marido e de seus filhos. Cada um tem livre arbítrio e a mulher não pode cobrar de si o sucesso do destino alheio. Não apenas honrando-lhe pela continuidade, mas garantindo-lhe opções justas e palpáveis para continuar a ser mulher visível, mesmo após mãe.
Deixando-lhes livres de ameaças baixas. Sim, o maior amor do mundo é ser mãe, mas não deve ser moeda de troca ao ônus social. Lembremos no dia das mulheres que pelo menos nós, mulheres, não podemos cair nessa ladainha. O amor aos nossos filhos não podem ser moeda de troca, o nosso conformismo. Afinal, que futuro querem para suas filhas?
Hoje o que temos é a mulher que escolhe metamorfosear em mãe tendo que fazer escolhas, sendo quaisquer escolha anulando outro lado vivo e latente que ainda pulsa nela. Por mais que se opte por seguir com tudo, nada é sem dor ou lágrimas. E pode sangrar muito.
O tempo resolve? Não. O tempo só acostuma.
Tá aí meu recado para o Dia das Mulheres. Meus parabéns às nossas conquistas e um chamado a união pelo que mais deveria ser importante em uma nação: o direito da mulher ser simplesmente mulher e sem ter que pagar algum ônus social sob isso.
Mulher não precisa ser máscula para alcançar grandes cargos. Mulher não precisa ser pura, nem séria, tampouco recatada para ser respeitada. Mulher não necessariamente precisa ter um homem atrás para garantir-lhe felicidade e, por fim, mulher deve ter o direito de ser mãe, tendo-lhe garantida a opção humana de não abrir mão de outras esferas da vida. Direito de ser leve, de amar plenamente e não ter de anular-se em nenhuma esfera para isso. Direito de dizer não a invisibilidade.
Que esta data proporcione essa reflexão à um grupo muito importante de mulheres: as mães!
Por Marrie Ometto #Reflexões Plugadas
Um beijo, Marrie
Fique plugada por ai:
Fanpage: www.facebook.com/MamaePlugada
Instagram e Snapchat: MamaePlugada
Pinterest: https://br.pinterest.com/mamaeplugada/
Canal Youtube: Marrie Ometto
Twitter e Periscope: Marrie Ometto
Grupo secreto no Facebook: Clique aqui e participe!


Comente! Sua opinião é importante!